Desenvolvido pela MBDA, o novo míssil Meteor oferecerá ao Rafale novas perspectivas de superioridade aérea. Na foto, observa-se o lançamento do primeiro Meteor em 13 de fevereiro de 2019.

O Rafale completou com sucesso os dois primeiros disparos experimentais do novo míssil de “superioridade aérea” Meteor. Na quarta-feira, 13 de fevereiro, às 13h30, uma patrulha composta de dois Rafale decolou da base aérea de Cazaux (Gironde) para disparar o primeiro míssil Meteor.

Às 20:00, um segundo disparo foi realizado por outro elemento de caças. As aeronaves foram preparadas e pilotadas por equipes do Centro de Avaliação da Força Aérea (CEAM) e do Centro de Experimentos Práticos Aerotransportados Navais (CEPA / 10S) da Marinha, em estreita colaboração, demonstrando o altíssimo nível de operação das forças em operações conjuntas “, explicou o Ministério das Forças Armadas.

Desenvolvido pela MBDA, este novo míssil ar-ar oferecerá ao Rafale novas perspectivas de superioridade aérea. “O Meteor possui uma zona de interceptação muito maior que os mísseis da mesma “classe” atualmente em serviço” disse o comunicado.

Rafale armado 1 Scalp EG, 4 Mica’s e 2 Meteor’s

Resultante de uma cooperação lançada em 2003 entre Alemanha, Espanha, França, Itália, Reino Unido e Suécia, o Meteor mede 3,65 metros de comprimento e pesa 190 quilos. Alimentado por um “ramjet” e equipado com um “seeker” eletromagnético ativo, ele tem uma velocidade aproximada a Mach 4 e um alcance de cem quilômetros, com uma zona de interceptação na qual o alvo não escapará. Graças ao desempenho do radar ativo Thales RBE2, instalado no Rafale desde o final de 2013, o Meteor poderá interceptar alvos em distâncias muito longas. Ele será usado em acréscimo ao míssil ar-ar Mica, de tamanho menor, mas que será modernizado e continuará sendo muito eficaz em combate “corpo-a-corpo” ou para própria defesa.

Rafale com 6 AASM, 4 Mica e 2 Meteor (Foto: Anthony Pecchi)

FONTE: Mer et Marine, edição CAVOK

5 COMENTÁRIOS

  1. Não sei se depende das condições atmosféricas, mas na imagem sai bastante fumaça, enquanto o AIM120 sai pouquinho…

    • Verdade, na mesma hora que vi a primeira imagem lembrei da mesma coisa.
      Será que o Meteor será integrado nos Gripens da FAB e será adquirido?

      • Creio que a integração será de fábrica, mas se a fab irá adquirir será outros quinhentos, o BVR da fab é a porquera Derby que de bvr não tem nada.

  2. Acredito que a fumaça inicial seja por contar do motor foguete que depois do impulso inicial da lugar ao ramjet

    • Não so, as condições atmosféricas também influenciam bastante.

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