O Ministério da Defesa da Índia indica que uma decisão é iminente sobre se a Força Aérea vai comprar o Typhoon ou o Rafale, já que o chefe do Exército, General VK Singh, não deve ficar mais um ano no cargo; e que os mísseis balísticos fabricados na Índia são a história de sucesso este ano. Estes são os destaques da Revisão de Fim de Ano do Ministério de Defesa, um resumo anual divulgado na quarta-feira.
Os termos de revisão de 2011 “o ano decisivo para o MMRCA”, sugerindo que o vencedor do concurso para vender 126 aeronaves de combate multimissão médias para Índia deverá ser anunciado esta quinzena. Em abril, o Ministério da Defesa eliminou a Boeing, a Lockheed Martin, a Mikoyan e a Saab, deixando apenas os caças Dassault Rafale e Eurofighter Typhoon na briga. Em 4 de novembro, as duas propostas comerciais foram abertas. A Força Aérea da Índia entregou sua avaliação comparativa e a agora está com o Ministério de Defesa.
Uma vez que o lance vencedor for anunciado, o Ministério da Defesa vai convocar uma “Comissão de Negociação do Contrato” para negociar um preço final. Fontes do Ministério de Defesa indicam que preço cotado por ambos os fornecedores é significativamente superior aos US$ 8 bilhões que o Gabinete da União liberou para esta compra.
Revisão anual do Ministério de Defesa também indica que o desenvolvimento de mísseis balísticos se manteve em alta nos programas nacionais da Organização de Pesquisa e Desenvolvimento em Defesa (DRDO). Nove testes com mísseis foram realizados e sucesso do lançamento do Míssil Balístico Agni-4 de 3.500km de alcance no dia 15 de novembro é chamado como “destaque do ano”.
Outros mísseis testados incluem o Prithvi-2, o Dhanush (ambos com um alcance de 350 km), os novos mísseis táticos do campo de batalha Prahaar (200 km), o específico Agni-1 (700 km) e Agni-2 (2.000 km) para o Paquistão, e os inovadores mísseis híbridos Shourya (700 km), que podem ser disparados do solo ou de um submarino.
A revisão omitiu o míssil Agni-5 de uma faixa intermediária balística, que deveria ter sido lançado este mês. No entanto, a DRDO adiou o teste de alto nível para fevereiro-março de 2012, reduzindo o risco de desenvolvimento por meio de testes e validação de diversas tecnologias que estão no Agni-5 além das presentes no Agni-4.
Outra história de sucesso é o jato de combate leve (LCA) Tejas. A Força Aérea da Índia concedeu ao Tejas a sua primeira fase de liberação operacional no dia 11 de janeiro; e a liberação operacional final está sendo esperada para 2012. A revisão também menciona o Tejas naval, que irá voar a partir dos porta-aviões da Marinha Indiana. Tendo completado seu teste de acionamento do motor no solo no dia 11 de setembro, em breve deve voar pela primeira vez.
A revisão do Ministério de Defesa falsamente embeleza o longo atraso do motor Kaveri, que o DRDO está desenvolvendo para o Tejas. Enquanto o Kaveri fez completos ensaios de fato plataformas de testes na Rússia este ano, equipado numa versão modificada da aeronave de transporte IL-76, permanece muito aquém do poder necessário para o jato de combate Tejas. O DRDO está agora em parceria com a fabricante francesa de motores, a Snecma, numa tentativa de ressuscitar o Kaveri.
Outra história de sucesso no “balanço de fim de ano” é o programa de construção de navios de guerra. Dois principais navios de guerra foram encomendados este ano: a fragata de 6.200 toneladas INS Satpura, em agosto, e o navio de guerra de 27.500 toneladas fabricado na Itália, o INS Deepak, em janeiro. Outro grande navio de guerra, uma corveta anti-submarina fabricada no país de 3.000 toneladas, a INS Kadmatt, foi lançada em outubro. Quatro menores navios da Guarda Costeira e da Marinha também foram lançados. Para nutrir a capacidade do projeto, o ministro da Defesa AK Antony lançou a pedra fundamental para o Instituto Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento em Estaleiros de Defesa, em janeiro.
Em 2012, a Índia poderá dar um novo impulso. Existe a probabilidade de ser encomendado dois destróiers da Classe Kolkata, cada um com 6.800 toneladas; uma fragata sucessora da Satpura, a INS Sahyadri, e uma corveta anti-submarina, INS Kamorta, juntamente com várias outras embarcações menores.
A revisão sugere que o Ministério da Defesa poderá ignorar a petição do chefe do Exército, General VK Singh, pedindo que sua data de nascimento sejacorrigido, o que lhe daria mais um ano no cargo até maio de 2013. A revisão alega que, “a decisão do Ministério da Defesa se baseia no fato da da polêmica da idade do chefe do Exército, que foi destacada pela mídia em julho.”
A revisão ilustra o crescente papel da diplomacia militar, listando 27 intercâmbios internacionais do chefe de serviço ou no nível do Ministério de Defesa. Os militares também realizaram sete exercícios com países estrangeiros, incluindo os EUA, Reino Unido, França, Turquia, Omã e Singapura. No entanto, subtilezas diplomáticas não encontraram nenhum lugar na revisão. Ela classifica a pronta devolução do Paquistão de um helicóptero da Índia – que cruzou a linha de fronteira perto de Kargil e pousou num heliponto do Paquistão em outubro – como “O Evento Negativo do Ano”.
Fonte: Business Standard – Tradução e Adaptação do texto: Cavok
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É impressionante a quantidade de programas de Defesa, que vão do míssil balístico AGNI ao motor Kaveri. Tudo bem que não estamos na mesma situação geopolítica deles, mas ao menos deveríamos ser capazes de ter uma capacidade dissuassória REAL pelo menos ao nível da AS.
Sobre o MMRCA, pode dar tanto o Rafale como o Typhoon. Acredito no Typhoon pelos offsets.
[]'s
Pôh…esses indianos vão abrir o envelope contendo o vencedor em Bollywood????
Nessa eu aposto no Rafale pelos seguintes motivos:
-Já possuem aviões e armas franceses
-Capacidade nuclear
-Capacidade Naval
-Dependência de (quase) 1 só país
Pelo preço, os dois são salgados, então acho que vai dar Rafale.
Torço calado! Não digo nada, mas posso dizer que vença o melhor! Chiii o melhor não é finalista! Tó muito enrolado! Enrolado! É coisa de Rafale! Vai dar Rafale! Viva vai dar Rafale! Rafale! Rafale! na Índia, bem é coisa de Índia! Coisa da Índia! Coisa de Rafale!. Que coisa!
Vou dizer de novo, a fase da avaliação de capacidades já passou. Pelo que eu sei do MMRCA vai ser agora a relação custoxbanefício que vai levar. Quem oferecer mais em termos de descontos/compensações ganha.
Puro palpite, acho que quem leva essa é o rafale e a dassault vai respirar um pouco mais aliviada. RSRSRSRS
Já estou com pena dos fracófilos. Tomara que vença o Rafale…. Vai ser impossível de aturar mas é melhor assim.
Ambos os caças são muito caros e não valem o preço pedido.
Provavelmente será cancelada.
Abraços !
É melhor pois o polo aéronautico da França, que tanto quer ser independente, que nem parceria com os vizinhos do Mercado Comum Europeu consegue fazer, irá sobreviver. Esta sobrevivência dada a transparência e comparações do mundo ocidental servirá para avaliar em que grau andam as tecnologias e avanços do "Oeste". Nesse sentido seria interessante que o Reino Unido, dispensasse os F-35 (navais) e adquirisse Rafale pra a Marinha Real. Também para poder comparar desempenhos entre França e Reino Unido. Mas, o Super Gripen, já anda se introduzindo no Reino Unido… O que pode tornar díficil a hipótese.
Mas se a França e a Inglaterra.
Aposto no Eurofighter…
Pode ser a "Pá de Cal" no rafale..
Aguardem os novos 120 Rafales indianos.
Aposto no cancelamento…
Esta de jogar para o ano que vem, parece o FX.