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Futuras aquisições da USAF serão focadas no Pacífico

Publicado em 19/07/2012 por em Militar

O novo bombardeiro de longo alcance da USAF deverá ter uma capacidade furtiva misturada com velocidade, longo alcance, voos em grande altitude e opcionalmente tripulado.

A Força Aérea irá retornar às suas raízes nos próximos anos, adaptando a sua aquisição para cumprir a estratégia do Pentágono com foco militar no Pacífico através da compra de aviões furtivos e sistemas. Isso significa que a USAF irá visar para a compra de aeronaves e sistemas – particularmente um novo bombardeiro – que pode voar sem ser notado no espaço aéreo negado, uma reversão nas operações da Força Aérea durante a última década.

“Eu acho que agora o que estamos tentando fazer é lembrar a todos que nós temos que começar a planejar a construção de sistemas e capacidades de campo para lutar num ambiente novemente contestado”, disse o tenente-general Charles “CR” Davis, o vice-líder da Força Aérea para aquisição militar, durante sua primeira entrevista desde que assumiu o serviço como responsável pela compra de armas.

Vários sistemas da Força Aérea, de aeronaves não tripuladas a sensores, têm desempenhado um papel importante nas operações de contra-insurgência do Iraque e do Afeganistão. No entanto, muitos deles são facilmente detectados pelo radar, o que significa que são vulneráveis à mísseis superfície-ar.

“Nós nos tornamos muito bons no ambiente de combate convencional, não protegido, que não ameaça nossos sistemas”, disse Davis. “Agora, temos que dar uma olhada num tipo diferente de mentalidade, quando começamos o planejamento de como faremos essa aquisição sob medida desse tipo.”

Este novo quadro de pensamento será levado em conta enquanto a Força Aérea desenvolve um novo bombardeiro, links de dados, comunicações seguras dos sistemas de informações e outros sistemas.

“Agora, é como uma espécie de mentalidade diferente das coisas que temos pensado que não tiveram uma enorme quantidade de atenção nos últimos anos, quando começamos a discutir os requisitos e analisamos para as capacidades e coisas assim”, disse Davis.

Os sistemas que podem sobreviver num espaço aéreo contestado – ou de anti-acesso ou de acesso negado, como é chamado no Pentágono – “estão sendo fortemente pensados” no orçamento da Força Aérea de 2014 e no plano de gastos internos de seis anos, conhecido como o memorando de objetivo do programa, disse ele.

Em janeiro, o Pentágono anunciou uma nova estratégia militar que enfatiza a região do Pacífico. Desde então, o secretário de Defesa, Leon Panetta, e outros altos funcionários do Pentágono tem viajado para a região e anunciado novas parcerias com os países de lá.

A proposta do orçamento do Pentágono de 2013, que ainda está para ser revista pelo Congresso, começa a fazer investimentos em equipamentos adaptados para a estratégia. Um foco ainda maior poderia vir em futuros orçamentos de defesa.

Uma aeronave que está sendo construída com a mentalidade no Pacífico é o Bombardeiro de Ataque de Longo Alcance da Força Aérea (LRS-B). A Força Aérea disse que essa aeronave será construída principalmente a partir de tecnologias existentes, um desvio dos planos originais para uma aeronave totalmente estado-da-arte, com avançada tecnologia de sistemas de ponta.

Ainda assim, a Força Aérea poderia empurrar o envelope em algumas áreas para o novo bombardeiro, que deverá entrar em serviço em meados dos anos 2020 e ter um custo unitário de cerca de US$ 550 milhões.

O Departamento de Defesa e os oficiais da Força Aérea dos EUA revelaram poucos detalhes sobre o programa de bombardeiro. A aeronave furtiva vai ser opcionalmente equipada e construída com muitos sistemas comprovados, mas ainda terá recursos avançados, incluindo alguns desenvolvidas para o F-22A Raptor e para o F-35 Joint Strike Fighter.

As tecnologias furtivas usadas no F-22 serão provavelmente usadas no novo bombardeiro de longo alcance da USAF. (Foto: Master Sgt. Jeremy Lock / U.S. Air Force)

“Nós provavelmente vamos buscar algumas belas funcionalidades de ponta na concepção das estruturas e coisas assim, mas provavelmente também vamos observar algumas tecnologias muito comprovadas que existem nos F-22, F-35 … e outros programas existentes, então você reduz o risco”, disse Davis.

A Força Aérea ainda não decidiu que tipo de motor vai equipar a aeronave, disse ele.

Algumas dessas mudanças de estruturas no novo bombardeiro poderiam incluir um conceito de corpo misturado as asas ou uso de materiais avançados que permitem que o avião possa voar mais alto e mais rápido, de acordo com Richard Aboulafia, analista do grupo TEAL baseado na Virginia.

“Eu diria que seria principalmente no mundo material, mas também algum tipo de design que também permite que as exigências divergentes de um bombardeiro estratégico possam ser reconciliadas”, disse ele.

O bombardeiro B-2 Spirit foi projetado principalmente nas características stealth e alcance, deixando a velocidade de lado. O projeto B-1 Lancer foi focado em velocidade e alcance. A asa unida – uma mistura de um avião padrão e uma asa voadora – não seria propício para uma aeronave supersônica, disse Aboulafia.

“Você quer algo que tem velocidade, alcance, stealth, grande altitude, [e seja] opcionalmente tripulado”, disse ele.

A pesquisa e desenvolvimento (P&D) e o financiamento em ciência e tecnologia (C&T) será fundamental para o desenvolvimento da tecnologia para o novo bombardeiro.

Com uma redução planejada de US$ 487 bilhões nos gastos militares durante a próxima década, e ainda mais com o Congresso não conseguindo chegar num acordo para reduzir o déficit dos EUA, os empreiteiros da defesa já estão planejando reduzir seus financiamentos de projetos internos em P&D. Mas o Pentágono poderia operar de forma diferente.

“Eu acho que vai ser exatamente o contrário, se você olhar para o que os serviços têm planejado”, disse Davis. “Eu só posso falar pela Força Aérea, [mas] o nosso orçamento de P&D e C&T tem estado relativamente estável enquanto o nosso orçamento de modernização diminuiu.”

O orçamento de investimento do Pentágono historicamente tem se mantido estável, enquanto os contratos diminuiram durante os períodos de recessão, disse Todd Harrison, analista do Centro de Avaliação Estratégica e Orçamentária.

O Congresso normalmente ajuda no orçamento de P&D, disse Harrison.

“Durante a última década, eles tem investido em média 4 a 5 por cento a mais em PDT&A [de pesquisa, desenvolvimento, teste e avaliação]“, disse ele.

Mas esses números caíram em 2011 e 2012 com a proibição do Congresso em novas tecnologias, disse Harrison.

“Há alguma razão para pensar que, se retornar ao padrão histórico, o Congresso tenderá a investir mais até em PDT&A do que outras partes do orçamento”, disse ele.

Os orçamentos da Força Aérea em P&D e C&T tendem a ser “muito estáveis” durante o próximo ano, mas além disso, “todas as apostas são para aumentar”, disse Davis.

“Nós temos que continuar, enquanto toda essa fase dolorosa estiver acontecendo, temos que gastar um requisito necessário, e uma quantidade igual às nossas necessidades de inovação em P&D”, disse ele.

Fonte: Air Force Times – Tradução: Cavok

 
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19 Respostas

  1. é bem normal a USAF e a US NAvy focarem o pacifico, isso tudo porque a hegemonia americana, já não é ameaçada no atlantico, As principais preocupações são com a China, A china esta crescendo economicamente e com isso militarmente, A china ja possui um Portaviões, ainda que seje so de Teste, muito em breve acredito que eles iram deitar a produção em massa, e nisso os chineses são bons, são mesmo imparaveis na manufactura, eles só tenhem que dominar a tecnologia, e grande parte das tecnologias de defesa americanas os chineses já possuem, ou seja a maior parte dos segredos dos sistemas de armamentos ocidenteis , eles já dominam, só falta mesmo passarem para a produção, e basta produzirem bem um , em cerca de pouco tempo eles produzem milhares, O Estados unidos ha muito que perdeu força industrial, Grande parte do complexo Belico industrial americano foi construido a custa da Guerra Fria com a União Sovietica, Com fim da Guerra fria , a Industria Militar dos Estados Unidos Perdeu força, Como a Força Da união Sovietica foi transferida para a China, Ai já dá para ver a razão da preocupação dos Gringos. Mas esses Chineses Não são de Brincadeira, eles até ja dominam o espaço, A china já tem a sua propria estação espacial, Sozinha a china ja consegiu construir um Caça de 5ª Geração.

  2. juliano

    Saiu em uma revista que os EUA estavam estudando/construindo um

    bombardeiro com velocidade de ate 20 vezes maior que a do som. Sera

    possivel isso?? soh acredito vendo, mas nao duvido de nada rsrsr.

  3. Symon

    Fala sério, os vermelhinhos vão voar o seu bombardeiro Tu-95MS, até o ano de dois mil e duzentos.. :-D

    E depois dizem que não é lixo..

    O amigo Fernando podia colocar as duas fotos juntas, porém, entendo que pode fundir o coração vermelhinho de alguém.. :-D

    • Wagner

      O tu 95 é MAIS NOVO que os B52 dos norte americanos.

      E ele voa muito bem e cumpre bem suas missões.

      O unico cara que nao se deu conta disso no planeta inteiro é vc, Symon.

      Até mesmo a CIA já sabe que o Bear é uma ameaça. Vide aquela reportagem do Cavok.

  4. Vinicius Almeida

    Vi meio que de relance aquele bombardeiro ali e achei que se tratava do SR-71 BlackBird, heheheh

  5. Galileu

    Sabe como é lá né…

    Eles não tem plano de partido para se manter eternamente no poder $, lá eles tem plano de estado, e claro, memória!

  6. Nick

    "Foco no Pacífico" = Poder de Fogo direcionado para a China :)

    No mais a ilustração do B-3 parece ter um erro com aquelas derivas verticais.

    []'s

  7. Armand Assante

    Independentemente da reconhecida funcionalidade, não tenho visto muita graça nas definições estéticas dadas pelos projetistas americanos a seus aviões de combate nos últimos 30 e poucos anos (notadamente, os feiosos F-117Aposentado Hawk, o B-2Asa Gorda e o atualíssimo F-35 Gabiru Alado), mas vejo um grande alento nesse conceito de bombardeiro de longo alcance da USAF: é bem menos horroroso que o congênere russo, o PAK DA…

  8. Casemiro

    Uma coisa é fato a máquina(capitalismo) precisa ser alimentada.Os EUA vão precisar de cada vez mais grana para manter suas FA's, ainda mais nesses tempos de crise.E eles vão usar todos os seus artifício(acordos com países aliados, exploração da guerra, etc…).

  9. Andre Bacha

    Alguém sabe do Black Widow? Eu percebo que quando chega julho ou dezembro o nosso colega some! Será q ele tem que ir pra aquelas colônias de férias junto com toda a família!! :D

  10. ozeias

    Esse não seria o antigo e engavetado projeto AURORA ????

  11. Rafael

    Quem ler a matéria vai achar que os equipamentos Americanos não poderão se deslocar do Pacifico para o Atlantico quando quizerem, e estamos seguros assim.
    Afinal, foi comprado parao Pacifico não é

  12. Daqui a 20 anos, veremos… A china vai ultrapassar os estados unidos militarmente.As doutrina de defesa dos estados unidos se baseia muito no MAD ( Plano de Destuirção Mutua) dos anos 50 e 60, agora o q interessa e ter tecnologia aeroespacial, e nisso os Americanos estam ficando atrazados, lembrando que a Nasa ja não tem um vaivem espacial a pelo menos 1 ano, Esta dependendo da Russia para mandar homens e Mantimentos para o Espaço. Ja os Chineses estam se tornando cada vez mais Autonomos.

  13. Jr

    Não duvido da capacidade americana de projetar e construir tal bombardeiro, mas a matéria afirma que o custo unitário será de 550 milhões de dólares.Bom não preciso nem dizer que o custo unitário será no MÍNIMO o DOBRO desse valor, algo que está se tornando usual em qualquer novo projeto americano nos últimos tempos.Aqui temos odebrecht, Camargo Correia, OAS, Queiroz Galvão e etc….Lá temos Boeing, lockheed, Northop e etc…

  14. Wagner

    Sei não pessoal, eu tenho duvidas quanto a capacidade tecnologica chinesa.

    Os melhores navios deles, até agora, são cascos soviéticos !

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