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IMAGEM: O anfíbio Hercules-On Water da Lockheed

O modelo rádio controlado em escala do Hercules-On Water, a versão anfíbia do C-130 Hercules que a Lockheed estudou no final da década de 1960. (Foto: Lockheed Martin)

São várias as versões existentes do avião C-130 Hercules, e novas versões estão sendo planejadas. Mas entre 1964 e 1973, a empresa Lockheed analisou várias configurações de versões anfíbias do C-130, e uma delas foi chamada Hercules-On Water.

Em 1968, um contrato de estudo com a Marinha dos EUA resultou numa aeronave rádio controlada com um tamanho de um sexto do original, que foi utilizada como uma ferramenta de desenvolvimento.

O projeto Hercules-On Water manteve grande parte da configuração do C-130 original, mas esta versão usava trem de pouso retrátil sob a fuselagem em forma de casco de navio para a decolagem e pouso. A concepção dos motores Allison T56 foram invertida e colocadas no topo da asa para deixar as entradas de ar e as hélices fora da espuma d’água, semelhante ao usado na configuração do P-3 Orion de patrulha marítima.

Como a Lockheed não recebeu contratos de produção, o projeto Hercules-On Water foi arquivado. Este ano, a Lockheed iniciou os estudos para a versão SC-130 Sea Hercules, voltada para patrulha marítima. Ainda não voltaram para versão anfíbia, mas o Hercules poderá ter novamente um projeto voltado para operação no mar.

 

16 Respostas

  1. StadeuR

    São duas campanhas que eu tenho feito aqui no Cavok e no Plano Brasil :
    Mini-Submarino, ainda que remotamente controlado e
    um avião anfíbio.
    A Embraer vacila ," não sei porque" ,em voltar aos turbohélices e projetar um avião desses.
    Esse Hércules é as duas coisas.
    Na área que esse tipo de avião vai operar não precisa de pista, o exército divulgou que está faltando energia , comida, remédios, etc nos postos mais avançados da Amazônia, suprimentos levam dias para chegar de barco ou meio aéreo. Coloca na agenda de projetos, senão nunca vai virar ou vamos ter que compra dos outros.
    Minha campanha continua.

    • muttley

      Um hidroavião já deveria ter sido projetado pela embraer a muito tempo, basta ver as condições geograficas da Amazonia isso por si só ja justificaria tal projeto sem falar na possibilidade de vendas externas. Mas infelismente vivemos em um pais miope.

    • RR

      Caro SadetuR,

      Quanto ao hidroavião, concordo que o Brasil poderia contar com um equipamento desse, mas lembre-se que mesmo tendo a capacidade de descer na água, não poderá ser utilizado em toda a condição de mar. E para operar em rios, haverá restrições de qualquer forma. Será que uma aeronave do porte da reportagem poderia pousar nos pequenos afluentes dos grandes rios…? É duvidoso, para dizer o mínimo.

      Agora, no caso do mini submersível, tenha em mente que, por conta do tamanho, terá uma carga restrita, seus armamentos e equipamentos serão restritos, e sua autonomia e alcance por demais limitados. E pior ainda seria o sistema de transmissão de dados. Comunicar-se com um submarino é tarefa dificílima, quase inglória… Enviar e receber dados é praticamente impossível a grandes profundidades; logo seria impossível manobra-lo quando necessário. Mesmo que fosse uma arma autônoma, ela seria inviável se não houvesse como enviar dados num momento de necessidade. E se fosse utilizado um cabo para as transmissões, isso limitaria sua operação a uma limitadíssima área em torno do navio operador ou da estação em terra… Ou seja, a melhor tática ainda são os helicópteros dotados de equipamentos de busca que funcionam como uma extensão do alcance de detecção dos navios… O que se deve fazer, dentro do pouco que eu sei do assunto, é adotar VANTs que possam ser utilizados no lugar dos veículos tripulados.

  2. kwhvelasco

    Olha só, que Catalinão!!!!!!!

    Se houvesse sido produzido, aonde se enfiaria esse avião? só em operações marítimas – Japão, vários países da europa e os EEUU no Pacífico poderiam fazer dele uma ótima ferramenta… mas na época os EEUU já estavam no atoleiro do vietnã… grana era um problema…

  3. W.Strobel

    Se os EUA precisassem eles teriam desenvolvido estes aviões, mas na realidade a utilidade é muito limitada. Por isso foi esquecido.

    A China está desenvolvendo um AVIC Anfíbio baseado no Y-8.
    http://www.flankers-site.co.uk/china-2010_files/d

    Ela ja possui um anfíbio pouco conhecido, o Harbin SH-5 com poucas unidades construídas no final dos anos 70.
    http://www.flankers-site.co.uk/china_2010_files/d
    http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thu

  4. Galileu

    Esse é o tipo de conceito que existe faz tempo mas que ainda gera duvidas, mesmo que deem atenção no máximo irão adquirir poucas unidades, comparo esse conceito ao dos dirigíveis.

    Citaram o uso dessa aeronave na amazônia, só lembrando que essa aeronave pode operar em poucos rios lá, pois a maioria faz um caminho sinuoso.

  5. Vinicius Almeida

    Muito interessante!!! Pena não ter ido para frente…

    Eu, só não entendo porque a FAB não opera uns Bombardier 415 para uso na Amazônia, seria muito útil!

    • W.Strobel

      Conheci um mecânico dos velhos tempos em que faziam manutenção nos Catalina com as ferramentas amarradas na cintura para não cair no rio e ele me disse que era uma operação perigosa.

      Nos pontos apoiados do EB em que haviam militares de canoa para fazer uma varredura no rio a procura de troncos era menos perigoso, mas quando não havia apoio tinham que dar um rasante a procura de galhos.

      A FAB optou pela COMARA para construir muitas pistas e com isso acabar com os Anfíbios, se a FAB quisesse voltar esta aviação ou testar sua aplicação poderia comprar o kit anfíbio para o Cessna Caravan, que não é caro e ja é usado por civis na Amazônia, mas acho que não ha interesse.

      http://www.flugzeuginfo.net/acimages/208caravan1_

      Vídeo da operação do Cessna na Amazônia, piloto muito bom decolou fazendo curva no rio.

      http://www.youtube.com/watch?v=d1XHg-wIK5w

  6. StadeuR

    Caro RR,

    De fato sua explanação foi bem colocada, mas permita-me também esclarecer alguns pontos.
    O avião operaria em todo o território nacional onde quer que fosse solicitado, pousaria e decolaria de grandes represas, rios , inclusive de algumas cidades que em alguns pontos possuem razoáveis áreas em linha perfeitamente possível a operação.
    E por falar em pontos, a A Bacia Amazônica possui mais de 7 milhões de km2 ( SETE MILHÕES ) e sua maior parte é no Brasil, a FAB até com a ajuda da Marinha escolheria os pontos que poderiam operar o que eu tenho certeza seriam centenas, isso encurtaria as distências e ganharíamos tempo.
    Dizer que toda essa área não seria possível a operação , sem um estudo, é um tanto precipitada, acho eu.
    De fato ainda, temos essa experiência histórica no passado,o Catalina passou a operar no Brasil em 1943 e em patrulha afundou um submarino alemão o U-199, se não me engano operou até 1978.
    http://www.basemilitar.com.br/forum/viewtopic.php

    Quanto aos mini-submarinos, sua doutrina seria absolutamente defensiva, não seriam as armas principais veja que a Coréia do Norte afundou um navio sul coreano recentemente sem ser detectado , veja que rústicos narco- submarinos continuam operando e abastecendo os EUA com drogas, a maneira mais fácil de pegá-los é ainda em terra.
    Recentemente a marinha americana se demonstrou preocupada com sua difícil detecção.
    Abs.

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