O jornal indiano The Economic Times fez este questionamento e elencou 7 dados sobre o Super Hornet.

Em abril de 2018, a Boeing anunciou uma parceria com a HAL (Hindustan Aeronautics Limited) e a MDS (Mahindra Defense Systems) para fabricar o F/A-18E/F Super Hornet na Índia, sob o programa ‘Make in India‘.
A HAL atualmente é uma sub-contratada da Boeing, fabricando algumas peças para o Super Hornet. Conforme a decisão do governo indiano se aproxima sobre a compra de novos jatos para a Força Aérea e Marinha indiana, o grande publico parece ter despertado o interesse pelo assunto.
O jornal então questionou se vale direcionar US$ 15 bilhões dos cofres públicos para comprar o Super Hornet e deu sete subsídios para compor a resposta:
1. O F/A-18E/F Super Hornet é um jato de combate bimotor e multifuncional baseado no McDonnell Douglas F/A-18 Hornet. Foi projetado principalmente para uso nos porta-aviões da Marinha dos EUA depois que o governo dos EUA decidiu interromper o programa F-14 Tomcat em 1991.
2. Hoje, a última evolução do F/A-18 – o Block III – é capaz de realizar uma variedade de missões táticas, como superioridade aérea, ataque dia/noite com armas guiadas de precisão, escolta de caça, apoio aéreo aproximado, supressão de defesa aérea inimiga, ataque marítimo, reconhecimento, controle aéreo avançado e reabastecimento aéreo.
3. De acordo com a Boeing, o Super Hornet atenderá às necessidades da Força Aérea e Marinha da Índia para um um caça multifuncional, sendo a aeronave com menor custo por hora de voo, com capacidade de sobrevivência avançada e evolução contínua. 
4. A Boeing afirma que o SH pode operar com ski jump, como nos porta-aviões da Marinha indiana. Essa avaliação é baseada em testes extensivos feitos pela Boeing para testar a compatibilidade do Super Hornet com a diretriz da Marinha indiana. Os resultados mostram que o Super Hornet é capaz de decolar com a rampa e pode ser operado a partir dos porta-aviões indianos com uma carga significativa de combustível e armas.
5. Se a IAF e a Marinha da Índia decidirem comprar o Super Hornet, o valor do contrato da IAF sozinho é estimado em US$ 15 bilhões.
6. Dependendo do número de aviões encomendados pela Marinha e pela IAF, a Boeing estabelecerá uma instalação de produção completamente nova na Índia para a produção do Super Hornet, com o objetivo de que a nova instalação possa ser usada para outros programas, como o programa Advanced Medium Combat Aircraft (AMCA) da Índia.
7. A Real Força Aérea Australiana (Royal Australian Air Force – RAAF) opera atualmente 24 Super Hornets, enquanto o Kuwait encomendou 28 jatos. Mais de 500 Super Hornets já foram produzidos e o maior operador é a Marinha dos EUA.


E você amigo leitor? O que acha? Vale os US$ 15 bi?

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13 COMENTÁRIOS

  1. Bons argumentos. Além do fato que o aparelho e seu predecessor são máquinas comprovadas em combate com alto índice de responsividade e letalidade.

    CM

    NOTA:
    Se não fosse as inúmeras variáveis no caso "Brasil", está aí uma aeronave que eu admiro muito e ficaria mais que feliz em ver a FAB e MB operando-as.

  2. O que resta saber, é por quanto tempo o Super Hornet continuará em produção. Ele será substituído pelo F35C e F35B na Marinha Americana.
    Os indianos, não estão comprando uma aeronave que será descontinuada em pouco tempo?

  3. Sinceramente eu como entusiasta sou mais Gripen que o F18 SH mas gostaria de saber dos editores e do pessoal entendido mesmo que deixasse sua opinião e o porque e se não for pedir demais as diferenças entre os caças e que não me venham com essa de um bimotor e outro monomotor pois isso é óbvio eu gostaria de saber do que realmente importa que é a tecnologia embarcada em cada um e as armas que podem carregar.
    Seria ótimo ter uma reportagem sobre o assunto pois nunca li um comparativo entre os dois feito por alguém que entende do assunto e principalmente imparcial e com conhecimento de causa pois não adianta nada termos um caça que vai até pra lua mas se numa guerra ele só pode levar um tipo de munição que é muito cara e nós não conseguirmos ter o suficiente.

    • A primeira pergunta que se deve fazer é"Porque a FAB, desde o primeiro relatório, colocava o Gripen como preferido?". A resposta é simples: A FAB buscava prioritariamente, um caça/interceptor e secundariamente um atacante, e entre os concorrentes, o Gripen é melhor nessa função. O único Mach 2 com supercruise. Sua aviônica é o "estado da arte" por um preço menor, por não ter sido desenvolvida totalmente na Suécia, o que pode ser uma desvantagem no caso de embargo de algum equipamento ao comprador, mas todos os fornecedores têm relação com o Brasil, e são menos propensos a embargos ou controles do que próprio EUA. Pode usar armamento de qualquer origem, sendo usado na Europa como plataforma de testes de novas armas, ao contrário do SH que só usa armamentos dos EUA e que tem seus usos muito controlados. Seu RCS é de apenas 0,1, o menor de todas as anvs 4G, muito menor que os 0,75 do SH ou do Rafale, tornando-o 7 vezes mais difícil de ser detectado. Quando houve a aproximação dos EUA com o governo Dilma, antes que descambasse por causa da espionagem dos celulares, o SH chegou a ser cogitado pelo fato da Boeing poder entregar mais rapidamente o SH pra substituir os M2000 do que o Gripen em desenvolvimento, e que agradava aos esquadrões de ataque, mas o problema citado mais o fato do pentágono oferecer "apenas a necessária transferência de tecnologia" sendo que abrir os códigos fontes pra integração de armas de outras origens não faria parte do pacote, sepultou de vez sua compra. O Rafale e o SH são muito melhores atacantes, com peso de cargas impressionante, mas o Gripen pode realizar com a mesma precisão, e com custo muito menor e com mais anvs. E sem dúvida, a participação no desenvolvimento no programa e o preço de compra/operação são muito mais atrativos que qualquer outro programa. Claro que a análise não é tão simples, mas pesquisando as características e que cada fábrica ofertou, dá pra fazer uma análise das vantagens do Gripen em relação ao SH pra FAB.

  4. Segundo a Boeing "o SH pode operar com ski jump", não confiaria muito na Boeing, mesmo os testes mostrando que pode, a realidade e bem diferente (principalmente se indianos tiver no comando), pessoalmente acho que a capacidade do SH seria limitada caso operasse no PA indiano, mas é bem mais preferível gastar U$15 bi em SH do que em Rafale M, disso não a dúvida…

  5. A HAL tem que passar por quarentena de suspeição técnica, eu daria uma chance para a Tata Group (que no Make in India se prontificou, inicialmente junto ao F-21, ou melhor, F-16V) tentar provar que os indianos sabem montar alguma coisa… 😀

  6. Não faz sentido nenhum, se já adquiriram o Rafale, estudando adquirir mais, para a Força Aérea, a lógica agora seria adquirir a versão naval…. O Rafale é um bom avião, respeitado até pelos proprios americanos, na Líbia levou aliás as rédeas da operação, assumindo uma posição líder nas operações, com a grande maioria das aeronaves similitares, nomeadamente eurofighters e os mais leves Gripen, a limitarem se a operações de reconhecimento e monitorização de alvos.