PT-ZEY-Embraer
O jato executivo Legacy 500 (EMB-550) da Embraer. (Foto: Rubens Dan Fo / Planespotters)

Hoje durante uma rotineira busca de informações para um clipping, chamou-me a atenção um artigo do Caderno de Negócios do Estadão que dizia que a ANAC anunciou dois processos de audiência pública envolvendo o avião Embraer EMB-550. Ambas tratam da “proposta de estabelecimento de condição especial a ser incorporada à base de certificação do projeto de tipo do avião…”

A audiência de Julho de 2013 discutirá a “recuperação de manobra por um sistema automático de voo” enquanto a de Agosto tratará do uso de película hidrofóbica no lugar de limpadores de para-brisas. Aparentemente, o que vemos são exemplos de adequação da legislação vigente às novas tecnologias utilizadas na aviação comercial.

Alguns poderiam dizer que um problema burocrático de pais atrasado, onde as leis sempre estão atrasadas, mas uma rápida pesquisa pelo termo EMB-550 no Google, revela que no www.federalregister.gov (espécie de Diário Oficial Americano) existem diversos registros para condições especiais emitidas para a liberação deste projeto da Embraer.

Quase todos iniciam com o texto: “These special conditions are issued for the Embraer S.A. Model EMB-550 airplane. This airplane will have a novel or unusual design feature, specifically new control architecture and a full digital flight control system which provides flight envelope protections.”

Porque será que a Embraer é a terceira fabricante de aviões no mundo?

Fonte: Estadão

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4 COMENTÁRIOS

  1. Acredito que a Embraer é mais respeitada fora do Brasil do que aqui dentro… pois acho que a maioria do povo nem sabe que ela existe…
    É com referencias como esta que deveremos deixar de ser conhecidos apenas como pais do futebol e carnaval…

    e Boa sorte prof Julio Ribeiro… aerofatos… que nos traga sempre boas matérias…

    Me passe tb o fone daquelas suas alunas… rsrsrs

  2. " tratará do uso de película hidrofóbica no lugar de limpadores de para-brisas. "

    Pra quem não conhece isso, e está pronto pra ficar MARAVILHADO com essa tecnologia nova, deem uma olhada nesse link!

    Garanto pra vcs que não é macumba, mas é SENSACIONAL!!!!!! (SIM, MUITO CAPS LOCK PQ É LOCA A PARADA!)

    /www .youtube .com/ watch?v=IPM8OR6W6WE

  3. Nao entendi. Qual e' o problema? Qualquer tecnologia nova, que pode ter qualquer possivel impacto na segurança do voo, merece ser discutida pelos reguladores (FAA, ANAC, etc).

    Talvez seja dificil de imaginar como uma pelicula hidrofobica causaria um acidente, mas vale a pena ao menos uma discussao pra ver se e' possivel: Se ela falhar completamente, em tempo chuvoso, a visibilidade dos pilotos pode possivelmente ficar tao ruim que o pouso seria perigoso? O risco disso e' alto ou baixo? Acho que nao tem como se saber com certeza sem ouvir a opiniao de alguem que entende sobre pousos em baixa visibilidade, e alguem que entende sobre adesao de plasticos.

    No caso do flight control system, essas perguntas vem sido discutidas desde o A320. E' possivel que os pilotos comandem o aviao muito agressivamente, sabendo que o sistema vai "parar" o movimento do aviao antes que passe dos limites, e ai' o sistema falha e o aviao acaba atingindo angulos excessivos? Novamente: Vale a pena discutir.

    Nao e' questao da tecnologia ser "avançada" ou nao. A questao e' se o impacto dessa tecnologia (ou mais precisamente, do impacto de uma falha dessa tecnologia, se os pilotos dependerem dela) e' completamente compreendido.

    O fato do 787 ser feito de fibra de carbono causou um monte dessas special conditions no processo de certification. Num pouso "de barriga", a fuselagem protegera' os passageiros tanto quanto uma fuselagem de aluminio? Como que a Boeing pode provar que a resposta e' positiva, sem destruir um 787? Se cair um raio na asa do aviao, a carga eletrica sera' transmitida de uma forma que evitara' faiscas proximas aos tanques de combustivel? E' praticamente impossivel um aviao de fibra de carbono seguir as atuais regras sobre como evitar faiscas causadas por raios, entao a Boeing teve que propor tecnologias novas, e convencer a FAA que essas tecnologias novas oferecem tanta proteçao quanto as tecnologias atualmente descritas nas leis. Etc etc etc.

    Pra quem lida' com burocracia que nao funciona, com regras criadas para a conveniencia de quem criou as regras (e nao para o beneficio de quem e' impactado pelas regras), etc etc, e' facil de esquecer que as regras da avaiaçao existem por boas razoes. Cada uma delas e' provavelmente resultado de um acidente fatal. As regras da aviaçao estao "escritas em sangue", e esses processos burocraticos salvam (bom, preservam) as vidas dos passageiros (e dos pilotos, mecanicos, etc).

    Por favor desculpem o "discurso". Mas e' que no meu trabalho, eu sempre ouço pessoas perguntando "Por que temos que checar esse negocio que nunca da' problema?", ou reclamando "Que saco que no's temos que fazer isso e aquilo so' porque a FAA exige", ou "Nao tem como botar esse material novo no aviao sem um ano de testes estruturais? Claramente o material e' melhor que o atual", ou "Nao acredito que temos que escrever tantos documentos descrevendo isso tudo em tantos detalhes"… Mas essa burocracia e' a causa pela qual a aviaçao comercial e' tao segura. Cada vez que um engenheiro me pergunta "Por que eu tenho que fazer essa analise? / esse teste?", eu digo "Lembra do acidente com o A300 em Nova York em 2001, o AA587? A Airbus nao tinha feiro essa analise / esse teste. Por isso!".

  4. Acho .. é achismo meu mesmo..

    Com essa tecnologia de assistência de voo a aeronave não precisaria de mais de um piloto obrigatoriamente na cabine… e esse poderia ser um dos pontos principais, ter um só piloto graças ao fly-By-ware… pela lei de praticamente todo o mundo uma aeronave desse porte deveria sempre ter 2 pilotos na cabine, mas para essa aeronave vendo as dimensões de seus avanços tecnológico, e impossibilidade de salvar o barraco em casa de pane geral, não precisaria, o segundo piloto seria o próprio assistente de voo, o fly-by-ware…

    Se tiver problemas com a eletrônica embarcada, bem, não serão depois pilotos que salvarão a aeronave ou evitarão acidentes, pelo visto essa aeronave não possui nenhum tipo de cabo pra comando ou capacidade de controle da aeronave, é tudo eletrônico, então, se falar em pane geral já era… é morte certa!

    Um segundo piloto não poderia evitar nada, alias seria até mesmo um fator complicador, gerando mais stress em cabine!

    Valeu!

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