Boeing B-52H Stratofortress, by Nicholas Peterman
Boeing B-52H Stratofortress / © Nicholas Peterman, em caráter ilustrativo

A Força Aérea dos EUA (USAF) vai empregar os bombardeiros estratégicos Boeing B-52H Stratofortress na luta contra o grupo terrorista Estado Islâmico (EI), no âmbito da Operação Inherent Resolve (OIR).

De acordo com a programação, a implantação dos B-52H deve ser iniciada já no mês de abril, e as missões serão coordenadas pelo Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM), que é um comando unificado de segurança responsável pelos interesses nacionais dos EUA em 27 nações, que se estende do Chifre da África, passando pelo Golfo Pérsico, até a Ásia Central.

Segundo o general Herbert “Hawk” Carlisle, chefe do Comando de Combate Aéreo da USAF (ACC), no Oriente Médio, os B-52H serão empregados no lugar dos bombardeiros B-1B Lancer, que foram recentemente retirados daquele teatro de operações para serem submetidos a atualizações programadas.

Já o tenente-general Charles Q. Brown Jr., chefe do Comando Central da USAF (USAFCENT) e comandante da campanha aérea americana contra posições do Estado Islâmico no Iraque e Síria, informou que eles atualmente trabalham nos últimos preparativos para a implantação do B-52H na região, destacando que os B-1B deverão voltar a ser empregados contra o EI ainda este ano, assim que sua atualização seja finalizada.

Boeing B-52H Stratofortress  flying in formation with a Rockwell B-1B bomber, by AirNikon
Boeing B-52H Stratofortress em formação com um Rockwell B-1B bomber / © AirNikon, em caráter ilustrativo

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FONTE: Air Force Magazine

EDIÇÃO: Cavok

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30 COMENTÁRIOS

  1. Logo que a Rússia começou a empregar o Tu-95 e o Tu-160 contra o EI, teve um moço no Facebook, que até já comentou aqui no site, bradando que era um absurdo o fato dos russos empregarem tais equipamentos para combater “jihadistas equipados com AK-47”.

    Ora, no combate ao EI temos visto simplesmente EUA e Rússia empregando o que ambos tem de melhor em seus arsenais. Esse discurso raso de que isso é desnecessário contra “jihadistas equipados com AK-47” não cola. Tem que jogar duro mesmo. Guerra é guerra, e seguramente se o EI tivesse esses meios, não exitaria em usá-los.

      • Olha lá, sou capaz de mandar um e-mail pra USAF perguntando o porque. hahahahahaha
        Provavelmente por causa de custo/horas voo acredito eu…

    • Me perdoem, mas no caso dos B-1 utilizados no Afeganistão o motivo era o tempo de permanência e o número de alvos que apenas uma aeronave podia atacar. Melhor um avião grande voando em círculos do que ter vários caças decolando toda a hora, eu acho.

        • Achei que era brincadeira usar o B-2. Por que um bombardeiro stealth se ele já se "comprovou" em combate?
          Eu não usaria porque são poucos, custam caro e para evitar uma exposição desnecessária.

          • Ué, mas o B-52 já se comprovou em combate o B-1B também! Logo não faz sentido seu argumento…

            Acredito ser a questão do custo, do qual vc afirmou.

            Ainda sim, acho que seria interessante o B-2 lá. Olhando mais pelo lado de demonstração de poder.

            • Ufric….

              O novo sistema empregado no B-52 ainda não foi provado em combate, e tudo leva a crer que a USAF não vá empregá-los para fazer “carpet bombing”, até porque o B-1B não estava sendo usado dessa forma.

              Em tempo, custos por hora de voo:

              B-1B: US$ 63.000
              B-52: US$ 72.000
              B-2: US$ 135.000

              • Sim, eu sei do novo sistema, mas falei do B-52 em sí, e não os novos armamentos. Eu entendo porque o B-52 foi enviado, não estou com nenhuma dúvida em relação à isso.

                E com certeza é isso que eu e o JPC falamos acima e vc complementou, o custo horas/voo do B-2 é altíssimo…

                Sobre como o B-52 vai operar, será que vai ser com o AGM-158 ou JDAM? ou os dois?

      • Justamente. Mas lembre-se que só agora o B-52H pode empregar armamento inteligente a partir dos compartimentos internos, entretanto o sistema é recém instalado e ainda não foi usado em cenário real de combate, tendo passado apenas por testes de campo. Creio ser esse o real motivo do envio do B-52, até para testar a capacidade do mesmo de realizar ataques cirúrgicos. O tempo de permanência, obviamente, é um fator importante, mas esse novo recurso do B-52 precisa ser testado em combate. Até então, armamentos inteligentes só podiam ser empregados através dos cabides subalares.

      • JPC,

        Lembrando que o B-1B tbm foi empregado recentemente no Iraque. http://www.cavok.com.br/blog/quem-precisa-do-a-10

        "Estamos contanto com o B-1B, e sabemos que podemos dar conta de nossos alvos, afirmou o coronel Steve Warren, porta-voz da Operação Inherent Resolve (OIR).

        Segundo o coronel, a opção pelo Lancer deve-se ao fato do bombardeiro possuir uma "precisão extraordinária", além de sua grande autonomia, que lhe permite operar por aproximadamente 10 horas sem um único reabastecimento, e de sua grande capacidade de carga, o que permite o emprego de munições variadas."

    • Se precisar atacar um alvo de alto valor que fique dentro da IADS dos russos e não interesse para os americanos que os russos saibam de antemão vão usar o B2 sem dó..

      Tudo é questão de opção e necessidade.

  2. B-1 e Tu-160 tendo os mesmos alvos, isso é pra marcar a história da aviação de guerra…meus favoritos 😀

  3. Mas já não era sem tempo, estes deveriam terem sido empregados a mais de um ano atrás. Os Buffs e seus carpet bombs são insuperáveis. Não existe máquina no arsenal a ericano com tal capacidade de dissuasão.

  4. desculpe se estou dizendo besteira amigos do fórum,mas creio que usar tanto o B-1 quanto o Tu-160 é uma perda de tempo sim,isso na minha opinião.

    mas como não sou Americano,nem Russo eles podem usar até Disco Voador,não sou contribuinte dos dois países.

    acredito que a única forma nesse conflito de se resolver é colocando tropas no chão,a síria está um balaio de gato,mas também sei que não é tão fácil assim por tropas,já que ninguém quer ceder nesse conflito..

    enfim saindo do contexto do tópico,LaMarca saberia me responder se os Su-33 (seriam esses os navais ?) da rússia estão planejados para serem substituídos ou modernizados ? pois os su-33 são praticamente os mesmos desde que foram usados pela URSS.

    desculpe pelo off topic.

    SDS !

    • Não. O uso do Tu-160 e B-1, vai alem de necessidade…

      Colocar tropas em um país estrangeiro, não é "páh pum", de simples não tem nada. Colocar tropas é algo muito complexo!

      O Su-33 está sendo substituido pelo MIG-29K.

      • O Su-33 não está sendo substituído pelo MiG-29K, ele será, quando der baixa, o que ainda não ocorreu, e não vai começar a ocorrer pelo menos até meados da próxima década.

    • Scarface,

      Sim, os Su-33 são os caças embarcados. A Aviação Naval da Marinha Russa (AVMF) possui 19 exemplares em seu inventário. Desse total, 10 serão atualizados, sendo 3 em 2016, 2 em 2017, 3 em 2018 e 2 em 2019. Pelo menos essa é a programação. À proporção que eles forem dando baixa, eles serão substituídos pelos MiG-29K.

    • Scarface, ainda completando, B-1B e Tu-160, apesar da aparência entre ambos, são aeronaves de aplicação bastante distinta. Atualmente o Tu-160 é apenas empregado como plataforma de lançamento de mísseis de cruzeiro, já o B-1B oferece um leque de possibilidades no que tange a sua aplicação. Sobre a necessidade de ambos num teatro de operações como o da Síria, isso é, de fato, questionável, mas há que se entender que estamos falando de aplicações bem distintas entre ambos.

      • Nem dá pra comparar, em termos de especificações, o B-1B e Tu-160 são bem diferentes.

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