A Força Aérea da República Democrática do Congo perdeu mais uma aeronave An-26B em acidente. Ninguém morreu neste acidente.

No dia 24 de dezembro, um Antonov An-26B (matrícula 9T-TAB) da Força Aérea da República Democrática do Congo caiu durante aproximação para o pouso no aeroporto de Beni, nordeste do país. Todas 69 pessoas a bordo conseguiram sobreviver ao acidente.

A aeronave operava um voo militar de Kinshasa para Beni Mavivi via Kisangani, com quatro tripulantes e transportava 65 militares que estavam sendo enviados para a região de Beni, para manter a segurança durante as próximas eleições democráticas em dezoito anos. Cerca de 40 deles se feriram (oito militares estão gravemente feridos e 34 levemente feridos) e foram levados para o hospital, mas nenhum dos ocupantes morreu.

Pelas imagens do acidente é possível ver que a aeronave varou a pista de Beni, desceu uma ladeira e quebrou com o impacto. O motor da asa esquerda se soltou. A asa restante com os motores ligados inclinou-se para baixo, fazendo com que as hélices atingissem o solo. Um incêndio começou logo após o impacto, mas foi contido pelos serviços de bombeiros.

O acidente ocorre menos de uma semana após um outro Antonov An-26B cair perto de Kinshasa N’Djili, onde sete passageiros perderam suas vidas. O acidente no dia 24 é o quinto no Congo somente este ano.

O An-26B “9T-TAB” (msn 14301) é um dos dois restantes Antonov An-26B “Curl” na frota da Força Aérea Congolesa, o seu primeiro voo ocorreu em 1985 – 33 anos de serviço. No dia 29 de novembro de 2003, os militares do Congo perderam seu antigo Antonov An-26 durante um acidente perto do aeroporto de Boende, deixando 20 mortos.

Duas outras aeronaves do mesmo tipo ainda são operadas pela Air Kasaï, uma companhia aérea que opera serviços de fretamento no Congo, mas essa companhia aérea está proibida de operar na União Europeia, como qualquer outra companhia aérea no país.

O ano de 2018 se tornará o segundo mais letal na aviação congolesa (após 2014). Até hoje, mais de 920 mortes foram registradas em acidente aéreos no país, sendo 560 na aviação civil e 360 ??na aviação militar.

2 COMENTÁRIOS

  1. Nessa história de "feridos", cabe muita coisa, desde uma luxação num tornozelo, alguém que perdeu um pé, uma perna a partir da virilha ou até quem está na UTI, queimado, respirando por aparelhos. A graduação "levemente" e "gravemente" não define muita coisa… Lamentável, de qualquer forma, pelos mortos e feridos — em qualquer grau.

    Curioso o roundel da Força Aérea da República "Democrática" do Congo ser claramente "inspirado" naquele que as aviações de combate dos EUA usam, desde 1943 (e não é o único, mundo afora) — o que deixa uma aeronave de origem soviética, como o An-26B desse acidente, muito interessante…