O Boeing 737 MAX 8 da Ethiopian Airlines, que caiu neste dia 10 de março de 2019. (Foto: Preston Fiedlerr / Planespotters.ne)

Na manhã deste domingo (10/03) um Boeing 737 MAX 8 da Ethiopian Airlines caiu logo após a decolagem. No acidente morreram todos 157 ocupantes da aeronave prefixo ET-AVJ, de acordo com o comunicado da companhia aérea.

O 737 MAX 8 era praticamente novo, com apenas quatro meses de serviço (número de série de fábrica 62450), tendo sido entregue no dia 15 de novembro de 2018. Realizava o voo ET302 entre o Aeroporto de Bole, em Addis Abeba, capital da Etiópia, com destino a Nairobi, no Quénia, e tinha a bordo 149 passageiros e oito tripulantes a bordo.

A companhia aérea informou que a aeronave estava previsto para decolar às 08h30 locais (05h30 UTC), e o controle do Aeroporto de Addis Abeba perdeu o contato com a aeronave às 08h44 (05h44 UTC), minutos após a decolagem, antes de estabilizar na altitude de 9.000 pés. O ‘FlightRadar24’ mostra o avião fazendo uma subida fora do padrão até cair, antes de atingir a altitude de cruzeiro.

As equipes de busca e resgate chegaram ao local do acidente, perto de Bishoftu (Etiópia), a cerca de 50 quilômetros ao sul de Adis Abeba, cerca de duas horas depois, tendo-se deparado com um cenário devastador: uma grande cratera no terreno provocada pelo impacto do avião, cujos destroços e e restos humanos se encontravam pulverizados no solo. O presidente executivo da Ethiopian Airlines, Tewolde Gebremariam, acompanhou as equipas de resgate no terreno.

O presidente executivo da Ethiopian Airlines, Tewolde Gebremariam, visto no local da queda do 737 MAX.

A lista de passageiros ainda não foi revelada, mas estavam a bordo pessoas de 33 nacionalidades, de acordo com o comunicado da companhia aérea. O chefe do governo etíope enviou suas condolências às famílias das vítimas, via Twitter.

Este é o segundo acidente fatal com um Boeing 737 MAX 8, que foi lançado pela fábrica norte-americana no início de 2017 e que é dos mais vendidos e mais utilizados no segmento de médio curso para transporte de passageiros. O primeiro acidente com este tipo de aeronave ocorreu no dia 29 de outubro de 2018, com um avião da companhia indonésia Lion Air, no qual morreram os 189 ocupantes.

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22 COMENTÁRIOS

  1. Mais um acidente envolvendo uma aeronave novíssima. Parece que a Boeing vai ter que fazer uma avaliação de toda a frota de Boeing 737 MAX.

  2. Ao que parece, é um avião não imune a piloto ruim. Se fosse defeito sério não teria dado problema só na África e Indonésia, que tem histórico ruim de manutenção e formação de pilotos

    • Segundo a Ethiopian Airlines o piloto era experiente sem nenhum histórico de falhas. O problema é a aeronave. Segunda queda em menos de 6 meses, com diferentes companhias.

    • O air france que caiu prox. a costa brasileira também não era imune a piloto ruim com trocentas mil horas de voo, o cara não sabia o que era um tal de estol.

      • Galileu meu caro, o problema com o vôo AF447 e o Airbus A330-203 que desapareceu no Atlântico entre o Rio e Paris foi na seqüência: falta de treinamento da tripulação para evento de stall em altitude e não em processo de decolagem e pouso, 1 comandante e dois co-pilotos no comando da aeronave, congelamento de sensores tubo de pitot, além do fato dos comandos fly by wire dos airbuses não repetir para ambos os pilotos os comandos. No caso da Airbus a aeronave contribuiu para o acidente além dos procedimentos de vôo da Air France.

        • Exato, outra aeronave que não é imune a piloto ruim, a aeronave contribuiu ao acidente mas quem matou de fato foram os pilotos.
          Soou constantemente o alarme de stall e a tripulação puxava a aeronave pra cima, um erro que garoto com 6 meses de curso aprende a contornar…

          • As condições meteorologicas durante o vôo eram as piores possíveis, vôo noturno e com os instrumentos inoperantes. Não gostaria de estar na pele daqueles pilotos. O comandante dormindo, e quando chegou e tomou ciência da situação já era tarde. A máquina falhou e não ajudou aos pilotos, tubo de pitot inoperantes e comandos joysticks que não replicam para o segundo piloto a manobra sendo realizada. a situação na cabine era um caos com penumbra. Digo que uma boa aronave deve ser capaz e estável suficiente para um estúpido terrorista da Al-Qaeda pilotar.

  3. Esse B737-800MAX não está redondo, deve ter sérios problemas de desenho. Meses atrás foi o acidente com a Lyon Air e agora com a Ethiopion Ailines, o avião tinha poucos meses de operação. Se eu fosse a Boeing mandava groundear todos até achar a causa do problema. A Boeing deve revisar seus programas de testes e validações, pois é o segundo lançamento com sérios problemas. Foi assim com o B787. Acho que faltam os cabeças branca nas engenharias atuais. As empresas estão tomadas pelo juniores. Muita m… Ainda esta por vir depois que os produtos das crianças começarem a ganhar idade, pntes, prédios, viadutos, aeronaves, automoveis, etc.

  4. Um dos motivos do interesse da Boeing na Embraer foi a falta de engenheiros especializados! Essa segunda queda em tão pouco tempo pode ser um sinal dessa falta de engenheiros.

  5. Caramba, como o pessoal lembrou o segundo acidente dessa aeronave em pouco tempo, e ambos pós decolagem.
    Será que esse boeing traz algum procedimento novo que a empresa não pois no manual em negrito e caixa alta.

  6. Segundo acidente com novo jato 737 Max em menos de 18 meses de seu lançamento. Um na Indonésia, em outubro/2018, e o novo acidente na Etiópia sem sobreviventes e tem reclamação contra o jato da Indonésia.
    Algo de podre no produto da Boeing e a GOL comprou alguns.

  7. China Air groundeou seus 737-8MAX. A Boeing deve correr e encontrar a causa raiz desse problema. Se for estrutural, ferrou!

    • Quando um grande operador como os chineses deixam um avião novo desses no chão, fica no ar uma ideia de que eles ja sabem ou suspeitam de algum problema técnico da aeronave. Outro ponto é que o piloto relatou problemas técnicos pouco depois de decolar segundo informações da torre do aeroporto de onde decolou. Que aguardemos os próximos capítulos, mas de qualquer forma dois acidentes com uma aeronave tão nova, já deixa os outros operadores no minimo aflitos. Se eu tivesse de escolher, não voava nesse avião até que tudo tenha sido esclarecido sobre estes dois acidentes.

  8. Mais um projeto problemático e com claros problemas de engenharia da Boeing. Alguém se lembra da história já debatida sobre a absorção do quadro técnico da Embraer?!

  9. […] A agência reguladora de segurança da aviação da União Européia (EASA) suspendeu nesta terça-feira todos os voos do bloco operados com aeronaves Boeing 737 MAX e o senador americano que preside um painel que supervisiona a aviação sugeriu que os Estados Unidos tomem medidas similares após um acidente na Etiópia que matou 157 pessoas. […]

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