Caça F-22 após acidente na Base Aérea Conjunta Elmendorf-Richardson, no Alasca. (Foto: The War Zone)

Um caça furtivo F-22A Raptor pertencente à 3ª Ala de Caça da Base Conjunta Elmendorf-Richardson, no Alasca, esteve envolvido em um acidente no dia 13 de abril.

Os detalhes ainda não estão totalmente claros, mas segundo o site The War Zone, o piloto recolheu o trem de pouso muito cedo durante a decolagem, após uma falha em um dos motores, fazendo com que o jato batesse com força na pista e deslizasse por vários metros antes de parar, danificando bastante o avião. Felizmente, o piloto conseguiu sair da aeronave sem ferimentos graves. O acidente ocorreu no Estação de Aviação Naval de Fallon, onde o caça participava do exercício Instrutor de Táticas de Caça da Marinha, mais conhecido como Top Gun. A estrutura da aeronave sofreu graves danos e ao que parece não pode ser recuperada.

O exercício é um evento amplamente conhecido, em que alunos estudantes participam de um combate aéreo (1×1) contra uma aeronave inimiga ‘surpresa’ desconhecida.

A USAF possui aproximadamente 125 dos 183 jatos F-22 prontos para combate a qualquer momento.

O último acidente com um Raptor tinha ocorrido em 2015, quando um F-22 também pertencente à 3ª Ala sofreu um acidente após pousar na Base Conjunta Pearl Harbor-Hickam, Honolulu. O freio principal esquerdo do avião superaqueceu e pegou fogo.

O acidente ocorrido este mês é o décimo primeiro ocorrido com o caça furtivo de quinta geração.

9 COMENTÁRIOS

  1. Um erro homérico ter encerrado a linha de produção deste aparelho , poderia ter mantido em quantidade minimas , coisa de dois por ano que fosse para ao menos repor as perdas ao longo dos anos em acidentes como estes .Com o F-35 a alguns anos de estar totalmente pronto ( e com um desempenho inferior na arena ar ar) quando perdem um destes eles não tem outra alternativa senão ir para o deserto e pegam um F-16 que foi "voado até o osso" para tunar e colocar no lugar

      • Mas eu acho estranho o quão cedo o trem de pouso é recolhido, existe uma altitude ou um tempo correto para isso? Veja nesse vídeo aos 03:40, não devia ter nem 5 metros ali.
        https://www.youtube.com/watch?v=oewqWufpAEY
        Mesmo sendo uma decolagem de alta performance, scramble, parece muito cedo. Uma rápida perda de sustentação ou potência, como deve ter sido o caso pelo fogo como você disse, deve ter feito o caça descer de imediato de barriga na pista.

        • Sim, isso é verdade Jéfferson.

          Eles recolhem o trem de pouso muito cedo. Como você disse a aeronave tem uma performance muito alta, por isso não esperam o "positive rate of climb" para recolher o trem de pouso, por justamente confiar muito na performance da aeronave.

          Existe sim uma certa negligencia por parte dos pilotos em algumas áreas por justamente ser uma aeronave militar de alta performance.

          Uma analogia que posso fazer é o seguinte, eu já vi e ouvi relatos de pilotos fazendo acionamento dos motores sem prestar atenção alguma nos instrumentos que mostram a temperatura. Isso era muito importante várias décadas atrás, hoje continua importante, porém existe bastante automatização que reduz chances de hot start. Por isso os pilotos nos aviões mais modernos não gastam muito tempo prestando atenção nesses detalhes.

          Tempo atrás um F-35 teve incêndio (e não fogo por favor, fogo existe tempo todo dentro do motor, mas piloto tem controle sobre o mesmo, onde incêndio não), e no relatório dizia que uma das causas do incêndio foi justamente o piloto confiar muito nos sistemas automatizados. E também a falta de treinamento caso algo errado ocorresse.

          Enfim, esses caças possuem muita performance, um excelente TWR, e as vezes acabam passando por cima de procedimentos padrões, o que não é tão incomum como você talvez esteja pensando.

          Mas é muito difícil julgar o caso, sabemos muito pouco sobre o caso e as informações que temos não são muito confíaveis. Por isso não gosto muito de comentar esses casos.

  2. Espero que o sucessor do F-22 surja logo com tão poucos F-22. Estrutura do acidentado condenada tem que ser confirmada pelo fabricante. 124 caças com tantos inimigos é muito pouco. reativar linha de montagem dele nem pensar.