KC-390 em voo no interior de São Paulo, Foto – Sgt Batista, Força Aérea Brasileira (1)
Embraer KC-390 / © Bruno Batista

O programa, que é do governo brasileiro, investiu mais de R$ 4 bilhões na fase de desenvolvimento, diz Paulo Gastão Silva.

O desenvolvimento da maior e mais moderna aeronave brasileira, o cargueiro KC-390, é mais um exemplo de sucesso da parceria entre a Força Aérea Brasileira (FAB) e a Embraer. O coordenador do projeto na empresa brasileira fabricante de aeronaves, Paulo Gastão Silva, avalia o resultado tecnológico alcançado com a aeronave.

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O coordenador do projeto na Embraer, Paulo Gastão Silva / © Palácio do Planalto

“Esse avião realmente é o último estado da arte da tecnologia. Do lado da Força Aérea, o KC vai permitir atingir aquela grande mobilidade estabelecida na Estratégia Nacional de Defesa, mobilidade das tropas brasileiras. Do ponto de visa da Embraer, um ganho tecnológico importante”, explica. Segundo ele, além de assegurar à FAB o cumprimento de todas as suas missões, ao mesmo tempo prepara melhor a Embraer para os próximos programas que virão pela frente.

E ele destaca o grande interesse que o KC-390 tem despertado no mercado mundial. “Cerca de 80 países compõem o mercado que chamamos de ‘mercado endereçável’, de modo que o potencial de exportação pela próxima duas décadas é muito interessante para o Brasil”.

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FONTE: Portal Brasil

EDIÇÃO: Cavok

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20 COMENTÁRIOS

  1. Achei muito interessante ter salientado que o programa trata-se de propriedade do GF mediante a FAB.

    CM

  2. 2 coisas que não entendi. Corrijam se eu estiver errado por favor.

    O titulo fala que o KC é o ultimo estado da arte, quer dizer que ninguém vai produzir mais nada em estado da arte? Só vão modernizar?

    Eu sempre pensei que o projeto fosse privado e depois de um tempo que o governo se interessou e não que ele é um Programa do governo. (pode isto Arnaldo)?

    • Projeto desenvolvido segundo os requisitos da FAB e financiamento do (des)governo brasileiro, sendo aquela seu principal cliente. Bom, pelo menos até agora, e diante dos cortes que a pasta de defesa vem anualmente sofrendo, não me assustaria caso algum outro cliente se torne preferencial.

      A questão da venda do KC390 deve ser parecida à do ST, onde cada unidade comercializada rendia royalties à FAB.

    • Não Lucas. Pelo que entendi a tecnologia embarcada no KC-390 é de estado de arte. Não quer dizer que não irão produzir, aperfeiçoar/melhorar no futuro.

      • Obrigado pessoal!
        Eu achei muito estranho o titulo.
        Realmente pensei que estava errado, ainda mais se tratando de um veiculo de propaganda do governo.
        Sobre o programa pensei que a EMBRAER que havia iniciado o projeto e o governo que acatou.

    • Qdo fala que é o "último estado de arte" é tipo assim, vc tá em uma fila, seja qual for, qdo vc chega vc é o último, não quer dizer que ninguém mais chegará, qdo outro chegar, ele passa a ser o último, qto ao projeto e desenvolvimento já te falaram né?

  3. Então quer dizer que o dono do programa é o Governo Federal e o maior inimigo do programa (atraso de repasses) também é o Governo Federal.

    Interessante isso!!!

  4. Meio ilógico… a ANV tem as marcações e cocares da Força Aérea Brasileira, porém tem pintadas na fuselagem as bandeiras dos possíveis parceiros…

    Isso acontece tbm no F-35?

  5. Aeronave KC-390 é o último estado da arte da tecnologia. O motor IAE V2500 está lá para comprovar.

  6. Esse avião parece ser muito bom e vai ter muitos mercados potenciais. Mas sinceramente não acho que seja um grande desafio de engenharia, as soluções já existem por ai faz tempo, não criaram nada novo, faltava era vontade política e militar para tocar o projeto.

  7. Pelo que entendi, não existe nada mais moderno que o KC-390 em termos de cargueiro. Seria mais ou menos como um E-2 da Embraer no segmento de jatos regionais.

    []'s

    • Acho que diz que não existe nessa categoria de cargueiro, nada mais moderno, apenas nessa categoria.

  8. Parece que "último" equivale a uma (mal feita) tradução do inglês "ultimate" ("mais recente", e não "último", que seria "last"). Terá o texto sido elaborado originalmente em inglês?

  9. Talvez não o seja em termos globais, mas para a industria nacional é mais que estado da arte. Produzir com tamanha qualidade num ambiente industrial hostil como o nosso, onde tudo conspira contra como: desgovernos, pixulecos, coitadismo, CLT, sindicatos, etc., não é para qualquer empresa. Qualquer outra já teria debandado.

    • Em termos globais, quais e quantos governos criam parâmetros para uma nave para possível venda "mundial" patrocina o fabricante e e se colocam como cliente lançador, além de adquirir os protótipos?
      Que empresa no mundo perderia essa oportunidade??????

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