Aeronaves Boeing 737 MAX da companhia aérea Southwest Airlines, paradas em Victorville.

Os jatos 737 MAX da Boeing devem permanecer no solo por mais tempo do que o esperado após o anúncio da Administração Federal de Aviação (FAA) no dia 1º de abril.

A Boeing havia dito anteriormente que enviaria a atualização de software para os jatos 737 MAX para a FAA na semana passada. No dia 27 de março, o fabricante informou aos representantes da indústria, incluindo gerentes de companhias aéreas, pilotos, engenheiros e funcionários dos órgãos reguladores de aviação civil de Renton, sobre as mudanças que viriam com a atualização do software.

Ontem, a FAA disse que o trabalho adicional necessário e a fabricante da aeronave Boeing estão trabalhando nisso.

“A FAA espera receber o pacote final de aprimoramento de software da Boeing nas próximas semanas para aprovação da FAA”, disse a agência em um comunicado.

“O tempo é necessário para um trabalho adicional da Boeing como resultado de uma revisão contínua do 737 MAX Flight Control System para garantir que a Boeing tenha identificado e resolvido adequadamente todas as questões pertinentes.”

A Boeing confirmou a declaração feita pela agência, mas não explicou por que a linha do tempo mudou.

“A segurança é nossa primeira prioridade, e vamos adotar uma abordagem metódica e completa para o desenvolvimento e teste da atualização, para garantir que tenhamos tempo para acertar”, disse a fabricante da aeronave.

Um Boeing 737 MAX 7 decola do Aeroporto Municipal de Renton, Washington. (Foto: Stephen Brashear / Getty Images)

Segundo fontes que falaram à agência de notícias CNN, a implementação do novo software pode levar mais tempo do que o esperado. A Boeing esperava que o novo software estivesse pronto em poucos dias.

Segundo uma descobertado jornal The New York Times, esse adiamento se deve ao fato de que alguns engenheiros que não possuem nenhuma relação profissional ou pessoal com a Boeing revisaram o programa e encontraram outros fatores que poderiam comprometer a segurança do voo. Até o momento, nenhuma das partes revelou o que exatamente foi encontrado nessa vistoria.

A Boeing tem trabalhado em um conjunto de mudanças em um sistema anti-estol conhecido como MCAS (Maneuvering Characteristics Augmentation System). O sistema foi apontado como a causa dos dois recentes acidentes, tanto no voo da Lion Air que caiu em outubro de 2018 na Indonésia quanto no da Ethiopian Airlines que caiu em março.

De acordo com a Boeing, a empresa já está trabalhando desde a queda do avião da Lion Air em outubro na atualização para o seu sistema MCAS, que passará a ser alimentado não mais por apenas um único sensor, mas também utilizará as informações de dois sensores de “ângulo de ataque” (AOA) que ficam no bico da aeronave. Essa atualização deve deixar o nível de controle do avião pelo MCAS menos agressivo, o que dará mais tempo para que o piloto possa retomar o controle caso ocorra novamente um problema do tipo com o sistema.

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2 COMENTÁRIOS

  1. Já podemos afirmar que esse foi o maior erro de produção da década ou está cedo ainda?

  2. O erro foi que a Boeing não colicou a redundância de sensores de altitude em todas as versões e vendia como opcional, não é o software do MCAS que ta dando problema.
    A Boeing ta fudida, eles aproveitaram uma brecha na fiscalização da FAA para economizar e agora vão ter q pagar o preco.

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