A Boeing continua realizando voos de testes com seus 737 MAX.

Quase seis meses após o aterramento dos jatos 737 MAX, a Boeing está agora perto de obter a recertificação da FAA para suas aeronaves problemáticas. Mas a EASA e a ANAC ainda não estão de acordo.

A Administração Federal de Aviação dos EUA (FAA) e os reguladores internacionais, como a EASA (Agência Europeia para Segurança da Aviação), terão a palavra final sobre quando a aeronave poderá voar novamente. Mas as discrepâncias entre a FAA e os reguladores globais sobre a recertificação do Boeing 737 MAX podem prolongar o retorno da aeronave ao serviço para depois de 2019.

A Boeing terminou as correções no sistema anti-estol da aeronave, conhecido como MCAS (Maneuvering Characteristics Augmentation System). O sistema foi vinculado pelos investigadores a dois acidentes fatais na Indonésia e na Etiópia, que mataram 347 pessoas.

As aeronaves 737 MAX continuam estocadas na fábrica da Boeing em Renton.

A fabricante e a FAA esperam iniciar voos de teste no início de outubro no âmbito da recertificação do sistema. A Boeing declarou anteriormente que estava planejando enviar o sistema atualizado para a FAA para revisão em setembro, com a aprovação prevista para o mês seguinte.

“Nossa melhor estimativa atual continua sendo o retorno ao serviço do MAX que começa no início do quarto trimestre”, disse um porta-voz da Boeing.

A FAA e outros órgãos reguladores dos EUA disseram que não há prazo fixo para o retorno do 737 MAX à operação. O prazo para a aprovação do 737 MAX já é muito mais atrasado do que a Boeing esperava anteriormente.

A fabricante de aeronaves dos EUA estava pronto para enviar suas atualizações de sistema para aprovação mas os pilotos de teste da FAA descobriram um novo problema durante os voos do simulador e decidiram que isto deveria ser abordado.

EASA existe novos e melhores treinamentos dos pilotos dos aviões 737 MAX.

A nova questão deixou os reguladores estrangeiros mais cautelosos com a recertificação da aeronave. A perspectiva atual da Boeing para o quarto trimestre seria a melhor estimativa da empresa, pois há discordâncias entre a FAA e os reguladores internacionais.

Durante uma apresentação no Parlamento Europeu, o diretor executivo da Agência de Segurança da Aviação da União Europeia (EASA), Patrick Ky, observou que ainda não havia uma resposta adequada a problemas com a integridade do sistema de ângulo de ataque da aeronave (AOA).

Um representante da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) do Brasil disse anteriormente que a Boeing não era capaz de responder às perguntas específicas dos reguladores globais sobre as modificações feitas no sistema de controle de vôo 737 MAX em uma reunião de agosto.

A FAA quer avançar rapidamente para recertificar a aeronave e deseja que os outros órgãos da aviação civil a sigam. Mas esta questão de atrito entre o regulador dos EUA e outros é o treinamento dos pilotos.

As autoridades americanas suspeitam da necessidade de treinamento em simulador de voo para os pilotos do 737 MAX, enquanto organismos europeus e canadenses consideram necessário.

Nessas circunstâncias, a melhor possibilidade é de que os 737 MAXs voltem a operar nos Estados Unidos apenas no início 2020.

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