Aeronave de transporte tático An-32 da Força Aérea Indiana.

A frota de aeronaves de transporte militar tático Antonov An-32, da Força Aérea Indiana (IAF), foi formalmente certificada, no dia 24 de maio, para voar com combustível misto de aviação contendo até 10% de biocombustível de aviação fabricado no país.

O certificado de aprovação foi recebido nas instalações de testes de motores de aviação em Chandigarh, pelo Comandante Sanjiv Ghuratia VSM, Oficial Aéreo no Comando da 3ª Base de Reparo e Manutenção da IAF (3 BRD), em nome de P. Jayapal, Chefe Executivo do Centro para Aeronavegabilidade e Certificação Militar (CEMILAC).

O CEMILAC é um laboratório, sob a Organização de Pesquisa e Desenvolvimento de Defesa (DRDO) do Ministério da Defesa da Índia, cuja função principal é a certificação e qualificação de aeronaves militares e sistemas aerotransportados.

A IAF realizou uma série de testes de avaliação e testes com este combustível de aviação ecológico durante o último ano. O escopo dessas verificações estava em consonância com os padrões da aviação internacional.

A aprovação é um reconhecimento dos testes meticulosos que são usados o biocombustível de aviação desenvolvido pela IAF, disse uma declaração do Ministério de Defesa da Índia. Este biocombustível seria produzido a partir de óleos de árvores (TBOs).

O biocombustível indiano foi produzido pela primeira vez pelo laboratório CSIR-IIP (Conselho de Pesquisa Científica e Industrial – Instituto Indiano de Petróleo) em Dehradun em 2013, mas não pôde ser testado ou certificado para uso comercial em aeronaves devido à falta de teste nas instalações no setor da aviação civil. Em 27 de julho de 2018, o Chefe da Força Aérea Indiana, Marechal BS Dhanoa anunciou formalmente a intenção da IAF de permitir o uso de todos os seus recursos para testar e certificar o combustível indiano. Desde então, a equipe e os engenheiros de testes de voo da IAF avaliam o desempenho desse combustível em relação aos padrões internacionais.

Anúncios

4 COMENTÁRIOS

  1. O futuro dos combustíveis na aviação está nos biocombustíveis. Procurem por CARINATA, essa planta está recebendo muita atenção de diversos centros de pesquisa ao redor do mundo. Mas a ideia é ainda mais ousada que a dos indianos, e o plano é usar 100% de biocombustível em aviões comerciais.
    Eu sei do Ipanema movido a álcool desenvolvido pela Embraer em Botucatu, projeto que não tem viabilidade econômica em termos globais, já essa CARINATA está sendo uma promessa no setor.
    Abs

  2. Desconfio que que esse biocombustível é derivado de 'xixi de vaca', líquido um tanto abundante por aquelas bandas. Seria esse o motivo de tantas aeronaves despencarem dos céus?

Comments are closed.