89850fa6b7c2fe34edf9d60ce3e980a2
F-4K da RN

Recebido com desconfiança pelos especialistas, o F-4 tornou-se o principal avião de combate do Ocidente.

Quando a McDonnell Aircraft projetou, nos anos 50, o avião que depois seria batizado de F-4 Phantom II, estava criando o caça que dominaria as duas décadas seguintes. No cenário mundial da época, havia caças soviéticos maiores, mais pesados e mais potentes, mas perdiam para o avião americano em versatilidade, carga de armamento, velocidade ascensional, alcance de radar, teto de serviço e autonomia.

Em 1958, o Phantom trovejava pela pista de Lambert Field, St. Louis, e logo destruía a velha imagem ideal que se fazia de um caça. O F-4 não era pequeno, esbelto, ágil, e muito menos bonito. Parecia mais uma grande banheira desajeitada, tão grande quanto um bombardeiro da Segunda Guerra Mundial, com dois lugares, dois motores e fuselagem mais bojuda que a de qualquer avião do mesmo tamanho. Um de seus primeiros tripulantes da Marinha descreveu-o como “um ganso velho, gordo e com a cauda caída“. Já um piloto da Força Aérea assim se expressou: “Achei-o tão feio que fiquei imaginando se não estaria montado de cabeça para baixo“. Mas o fato é que aquele estranho aparelho viria a se tornar um termo de comparação para todo caça contemporâneo. Do ponto de vista financeiro, foi o mais bem sucedido da história da aviação.

F-4E da USAF
F-4E da USAF

O nascimento do Phantom começa em 1953, quando a McDonell Aircraft Company (MAC) perdeu para a Vought: o contrato do primeiro caça supersônico da Marinha americana. Os engenheiros da MAC não desistiram, e resolveram projetar um caça ainda melhor. Reunindo todas as informações sobre a linha de raciocínio da Marinha e possíveis exigências futuras. Em 1954, a MAC apresentou um mock-up (modelo em escala natural, mas que não voa) do que chamou de F3H-G. Tinha dois impulsores Wright J65, quatro canhões e nada menos que onze suportes de armamentos diversos, pesados ou não. Em novembro daquele ano, a empresa obteve sua compensação: um contrato para produzir dois protótipos, designados como AH-1, mas com as novas turbinas General Electric J79, muito mais potentes. Para maior desempenho, a equipe reprojetou as tomadas de ar e os escapes de modo que se adaptassem ao fluxo de ar em velocidades até superiores a Mach 2.

prototipo
27 de maio de 1958: o primeiro protótipo F4H-1 decola do aeroporto de St. Louis.
27 de maio de 1958: o primeiro protótipo F4H-1 decola do aeroporto de St. Louis. Em 1960, o 23º avião experimental embarcava em porta-aviões.
Em 1960, o 23º avião experimental embarcava em porta-aviões.

Caça de defesa da frota

Em abril de 1955, a Marinha determinou que a McDonnell procurasse desenvolver o AH-1 apenas como caça de defesa da frota, chamando-o de F4H-1. Diante dessa recomendação, removeram-se dez dos onze suportes, liberando-se a parte inferior da fuselagem para um grande tanque suplementar alijável. Os canhões cederam lugar a quatro dos novos mísseis ar-ar Sparrow. II semi-embutidos no ventre, na parte plana da fuselagem, e o nariz recebeu radar mais poderoso e versátil, especialmente projetado pela Divisão de Armas Aéreas da Westinghouse, operado por um segundo tripulante.

O contrato dos AH-1 mudou para dois F4H-1 Phantom II em maio de 1955. O primeiro, que recebeu o número 142259 do Bureau da Aeronáutica, voou em St. Louis, em 27 de maio de 1958, demonstrando, desde o início, ser um caça com extraordinário potencial. Impôs-se ao excelente Vought XF8U-3, e entrou em produção normal. O complexo sistema das asas e dos flapes foi melhorado a partir do sexto F4H-1; os modelos seguintes receberam um domo de radar mais largo, pontudo, com grande antena parabólica, detector infravermelho num casulo embaixo do radar, suportes sob as asas para um míssil Sparrow ou dois Sidewinder de curto alcance, de cada lado, além de uma sonda de reabastecimento em voo.

4af709c6a8055f2a9e29af4162b2b294

Em 1959, o Phantom começou a acumular uma coleção de recordes mundiais, a maior já conquistada por um só aparelho. O primeiro foi o de altitude absoluta, em 6 de dezembro desse ano, quando atingiu 30.040 m. A seguir, o de voo em circuito fechado, de 500 km, estabelecido pelos Fuzileiros Navais em 5 de setembro de 1960: 15 minutos e 19,2 segundos à velocidade oficial de 1.958,19 km/h (ou 2.116 km/h, se as curvas de grande raio forem levadas em consideração). Três semanas depois, o circuito de 100 km teve seu recorde quebrado com um tempo de 2 minutos e 40,9 segundos, ou 2.237,4 km/h. Seguiram-se outros recordes: o da travessia do país, com o avião reabastecido em voo; e o de velocidade a baixa altitude, com 1.452,87 km/h, registros feitos por pilotos da Marinha, que voaram no ar quente e turbulento do deserto, em 28 de agosto de 1961. No dia 22 de novembro desse mesmo ano, o Phantom realizou seu maior feito: bateu o recorde de velocidade a grande altitude e voo nivelado, chegando a 2.585 km/h, quase Mach 2,6. Essa velocidade foi atingida pelo segundo protótipo, que recebia injeção de água para refrigerar o ar admitido nas turbinas.

94346198d0e78da98116114bc59bd840
Nos anos 80, o Phantom ainda era um caça de primeira linha, apesar de seu projeto já contar três décadas.

F-4_A-4Marinha, Fuzileiros e Força Aérea

Em dezembro de 1960, o Phantom entrou em uso regular na Marinha e no Corpo de Fuzileiros Navais. Em 1962, o modelo original F4H-1F, do qual haviam sido fabricadas 45 unidades, passou a chamar-se F-4A. Sua identificação era a linha reta que unia a capota à deriva, e um pequeno domo de radar com antena de 61 cm de diâmetro. O modelo de série, F-4B, tinha capota mais elevada, tomadas de ar aperfeiçoadas, dutos de alimentação maiores para as turbinas J-79-8 (empuxo de 7.711 kg) e um domo capaz de abrigar o radar APQ-72 com antena de 81 cm de diâmetro. Os testes mostraram que esse modelo podia carregar 7.258 kg de armas em cinco suportes, bem mais do que o bombardeiro a ou qualquer caça tático então em serviço na Força Aérea. A MAC fabricou 637 deles; centenas participaram da luta no Voetnã.

A Força Aérea America ficou tão impressionada que, em março de 1962, decidiu tornar o Phantom a aeronave padrão da maioria dos regimentos do TAC (Tactical Air Command, Comando Aéreo Tático). De início o Phantom recebeu a designação F-110, depois rebatizado como F-4C. Os caças da Força Aérea eram os F-4B com um mínimo de alterações. Entre 1963 e 1966 a McDonnell entregou 583 deles, que também participaram ativamente da guerra no Sudeste Asiático.

9abef27faf1fdcc3b3a4c10b6217f0f7

O sucesso do F-4C levou ao imediato desenvolvimento de novos modelos. Um deles, o RF-4C, especializado em reconhecimento, recebeu o mais avançado equipamento tático da época. Seu radar APQ-72 foi substituído por um pequeno APQ-99 de mapeamento, para acompanhar relevos e destinados a evitar colisões, com câmaras frontais oblíquas, laterais e panorâmicas ocupando o resto do novo formato do nariz. Embaixo da fuselagem, instalou-se um grande SLAR (sideways-looking airborne radar – radar de bordo de observação lateral) capaz de fornecer uma faixa de imagens de alta resolução ao longo da trajetória de voo. Mais atrás, o aparelho recebeu um sistema de varredura por infravermelho, que produzia uma nítida imagem térmica da mesma área. A Força Aérea adquiriu 505 aeronaves, e os Fuzileiros converteram 46 F-4B no modelo RF-4B, com equipamento semelhante ao do RF-4C.

Variante terrestre

Um outro derivado do F-4C consistiu no subsequente F-4D. Conservaram-se as asas dobráveis e algumas outras características navais, mas foram incorporados muitos itens eletrônicos para atuar contra alvos em terra a partir de bases aéreas terrestres. O aparelho recebeu sistema de navegação inercial, radar aperfeiçoado, mira óptica automática, computador balístico e um impressionante equipamento de “guerra eletrônica”. Com geradores elétricos mais potentes, o F-4D pôde carregar bombas “inteligentes”, como o míssil Maverick, o ar-ar Falcon e, depois, diversos outros tipos de armamento. A MAC produziu 825 dessa série.

O último modelo para a Força Aérea foi o F-4E. Possuía eletrônica aperfeiçoada e, no transcorrer do projeto, em 1966, decidiu-se pela instalação da turbina J79, mais potente (um Dash-17A de 8.119 kg). O empuxo extra permitiu o acréscimo de um sétimo tanque de combustível na fuselagem traseira. Mas a principal alteração seria o APQ-120, novo radar da Westinghouse, instalado num módulo menor e mais leve, que deixava o nariz mais delgado. Esse Phantom ganhou novos assentos Martin-Baker com capacidade zero/zero (em repouso, na pista), e os profundores receberam slats invertidos no bordo de ataque, anteriormente vistos em outros modelos (F-4J, K e M). As entregas do F-4E começaram em 1967.

33
Em meados da década de 80, o país que mais operava o Phantom era Israel, que possuía 204 F-4E e mais doze RF-4E de reconhecimento.

PhantomCinco anos depois, no Vietnã, acidentes frequentes de estol e parafuso (em curvas fechadas a baixa altitude com carga bélica total, o que não fora especificado no projeto original) levaram à criação de um novo bordo de ataque para a asa, com slats gigantes, ao invés dos flapes de fluxo forçado. A nova asa não apenas eliminou grande parte dos acidentes fatais como também reduziu em muito o raio de curva, proporcionando melhor desempenho em combates aéreos.

Outra alteração corrigiu a principal limitação do Phantom: a falta de uma arma interna. Em 1967, um canhão múltiplo M61 de 20 mm foi colocado sob o nariz, alimentado por um tambor de 640 projéteis. Antes de ser introduzida esta inovação, os pilotos dos Phantom, no Vietnã, eram obrigados a renunciar a sua capacidade de fogo a longa distância até se aproximarem do alvo, para identificação visual, e então não tinham uma arma de cura distância.

O Phantom na Marinha britânica

Em 1964, a Marinha da Grã-Bretanha decidiu comprar o Phantom. Entre 1968 e 1969, após longo desenvolvimento, o modelo F-4K tornou-se operacional, voando com turbofans Rolls-Royce Spey, de pós-queimadores, alimentados por dutos mais largos e escapes curtos de maior diâmetro. Apesar de um empuxo de 9.231 kg cada, esses motores resultaram numa queda de desempenho, mas melhoraram o raio de ação. Chamado Phantom FG.1 pela Fleet Air Arm (Força Aérea da Frota), o modelo F-4K introduziu um radar dobrável no nariz, uma perna de bequilha com dupla extensão para a decolagem nas catapultas de suas embarcações, um slat invertido nos profundores e eletrônica britânica. A Marinha da Grã-Bretanha ficou com 24 e mais 28 foram para a Força Aérea, que também comprou 118 da versão F-4M, designando-o como Phantom FGR.2. Tinha trens de pouso reforçados, freios antiderrapagem, sistema de ataque e navegação completamente novo, além de aviônicos atualizados. A partir de 1975, foram incorporados um sistema de aviso de radar com controle analógico e antenas no topo da deriva. Nesse modelo, as cargas externas podiam incluir um grande casulo multissensor na linha ventral.

Em 1963, a Marinha e os Fuzileiros dos EUA planejaram o F-4J, um Phantom de segunda geração similar ao F-4B. Esse aparelho recebeu impulsores Dash-10 de 8.119 kg de empuxo, sistema integrado de mísseis e armamento controlado por um novo radar, um sétimo tanque de combustível, cauda com slats, assentos Martin-Baker zero/zero, trem de pouso mais resistente, ailerons rebaixados e equipamento elétrico atualizado. Fabricaram-se 522 nessa versão, até 1972.

F-4K, o mais caro dos Phantoms
F-4K, o mais caro dos Phantoms

O F-4N é um F-4B com equipamento consideravelmente renovado, tendo sido produzidos 227 deles. O F-4S é o F-4J com uma célula mais resistente à fadiga de material, slats e flapes interiores de bordo de ataque, equipamento eletrônico de comando de fogo modernizado e painel exterior das asas totalmente novo. Em 1981, quase trezentos haviam sido produzidos.

Resultado de remodelações ainda mais amplas foi o F-4G Advanced Wild Weasel. Tratava-se da plataforma básica da Força Aérea americana para neutralizar os radares inimigos, especialmente os que orientavam os mísseis terra-ar. O principal subsistema desse modelo era o radar APR-38 de mira e aviso, com 57 antenas distribuídas por todo o avião e incluía emissores e receptores passivos em um casulo instalado no topo da deriva. Além dos mísseis ar-ar para autodefesa, o F-4G podia levar ARM (anti-radar missile, míssil anti-radar) como o Shrike, o Standard e o HARM (um ARM de alta velocidade). A partir do ano de 1978, uma força de 116 aparelhos reequipados dessa maneira retornou ao serviço.

Phantom FG.1 (F-4K)
Phantom FG.1 (F-4K)

Os Phantom estrangeiros

O programa maciço e continuado de fabricação foi incrementado por muitas exportações. Uma das primeiras; o empréstimo de 24 F-4E à Austrália, deveu-se à necessidade de compensar a Força Aérea desse país pelo atraso na entrega dos F-111C. A Luftwaffe (Força Aérea da Alemanha Ocidental durante a Guerra Fria) comprou 88 unidades de uma versão simplificada (EF-4E) de reconhecimento, desarmada. Essa aquisição abriu caminho para a participação de empresas germânicas na fabricação de partes de todos os Phantom subseqüentes. Depois de 1970, o governo alemão assinou contratos para mais 175 caças, denominados F-4F, que deveriam ser monoplaces, mas a versão acabou se fixando como um biplace F-4E, algo simplificada. Para o Japão seguiram os dois primeiros F-4EJ produzidos pela MAC, e mais oito em forma de kit. Estes, depois de montados e testados, serviram de base para a Mitsubishi fabricar 130 unidades, em Nagoya, os únicos produzidos fora de St. Louis.

Outros Phantom foram vendidos para a Grécia (56), Irã (177), Israel (216), Coréia do Sul (19) e Turquia (40). A McDonnell transferiu catorze modelos RF-4E adicionais para o Japão e dezesseis do mesmo tipo iriam para o Irã que, com a queda do xá, cancelou a transação. Excluindo estes últimos, a fábrica americana produziu um total de 5.195 Phantom II. Somados às peças de reposição, totalizam um valor de mais de US$ 27 bilhões.

a83ae402d10064e3c5ef75561b3badf8


Versões do McDonnell Douglas Phantom II

XF4H-1: dois protótipos.

F-4A: duas turbinas J79-GE-2 de 6.804 kg (depois GE-2A), radar Westinghouse APQ-50, quatro mísseis Sparrow III embutidos (21 de pré-produção e 24 de série).

TF-4A: versão de treinamento do F-4A sem gancho de aterragem ou equipamento de combate (pequeno número de conversões).

F-4B: duas turbinas J79-GE-8A/8B de 7.771 kg, cockpits elevados com capota mais alta, radar Westinghouse APQ-72 (fabricados 637).

RF-4B: versão desarmada, para reconhecimento, do F-4B: basicamente com o mesmo equipamento e sistemas do RF-4C (doze fabricados para os Fuzileiros Navais).

DF-4B: avião de controle de RPV (remote piloted vehicle, veículo de pilotagem remota), remodelado a partir do F-4B.

F-4EJ

QF-4B: avião-mãe de RPV (44 convertidos a partir do F-4B).

F-4C: duas turbinas J79-GE-15 de 7.711 kg, com partida de cartucho, pneus mais largos de baixa pressão, eletrônica completamente revisada com radar APQ 100, sistema inercial ASN-48, sistema de bombardeio AJB-7, temporizador e painel de controle para míssil AGM-12B Bullpup, duplo comando e receptáculo para reabastecimento em vôo em lugar de sonda (583 fabricados para a USAF, com 36 repassados à Espanha).

RF-4C: derivado do F-4C para reconhecimento com sensores múltiplos, nariz mais longo para câmaras, radar apontado para a frente APQ-99, SLAR APQ-102 e (no ventre) tevê infravermelha AAS-18A, com subsistemas de guerra eletrônica aumentados e antenas de alta freqüência embutidas na deriva (505 fabricados).

F-4D: desenvolvido a partir do F-4C, para satisfazer as exigências da USAF, com radar de controle de fogo APQ-109, mira automática ASG-22, sistema inercial ASN-63, computador balístico ASQ-91 e geradores mais potentes; o detector infravermelho, sob o nariz, muitas vezes foi removido (fabricados 793 para a USAF e 32 para o Irã; 36 da USAF foram transferidos para a Coréia do Sul).

F-4E: dois motores J79-GE-17 de 8.119 kg, sétimo tanque de combustível, nariz mais longo e mais estreito com radar de controle de fogo APQ-120; depois equipado com canhão M61 de 20 mm sob o nariz, e mais tarde com slats no bordo de ataque, em lugar de flapes rebaixados com fluxo forçado; sistema de mira eletroóptica Tiseo na asa esquerda (831 fabricados para a USAF, mais 538 exportados para a Alemanha Ocidental, Israel, Irã, Grécia, Turquia, Japão e Coreia do Sul).

F-4EJ: versão do F-4E para a Força Aérea do Japão, com radar de aviso na cauda e interfaces para mísseis AAM-2 (140 fabricados, incluindo 138 montados ou fabricados no Japão).

RF-4E: versão de reconhecimento do F-4E com equipamento geralmente igual ao do RF-4C (130 fabricados para exportação: Alemanha Ocidental, Japão, Israel, Irã, Grécia e Turquia).

5.000º Phantom produzido!
5.000º Phantom produzido!

F-4F: duas turbinas J79-MTU-17A de 8.119 kg e em geral igual ao F-4E, mas sem o sétimo tanque, slat estabilizador e alguns equipamentos secretos (175 fabricados para a Alemanha Ocidental, com seções estruturais produzidas no próprio país).

TF-4F: pequeno número de conversões do F-4F em biplaces de treinamento.

F-4G: designação extinta de doze F-4B equipados com processador digital ASW-21, posteriormente modificados para o padrão do F-4B, mas não incluídos no total de F-4B.

F-4G: designação de dois F-4D e 116 F-4E reformulados como avião de guerra eletrônica Wild Weasel II com sistema APR-38 e diversos tipos de mísseis.

F-4H: denominação não usada, para evitar confusão com o F4H-1 original.

F-4J: duas turbinas J79-GE-10 de 8.119 kg, aparelho modernizado para a Marinha e Fuzileiros, com controle de fogo por um radar de pulso Doppler Westinghouse AWG 10, estabilizador com slat e ailerons rebaixados (16,5°), sistema de bombardeio AJB-7 e geradores mais potentes (522 fabricados).

F-4K: duas turbinas Rolls-Royce Spey 202/203 de 9.231 kg, radar de controle de fogo AWG-11, domo de radar com articulação dupla, ailerons rebaixados, estabilizador com slats, fuselagens e dutos alargados para permitir maior fluxo de ar no motor, trens de aterragem reforçados e perna da bequilha com extensão dupla. A maior parte do equipamento eletrônico era britânica (52 fabricados para a Grã-Bretanha).

F-4M: desenvolvido do F-4K para a RAF; rodas, pneus e freios do F-4C; sem slat estabilizador, com radar de controle de fogo AWG-12, sistema de ataque e navegação Ferranti; seções estruturais britânicas; depois modernizado com carenagem de ECM na deriva e mísseis Sky Flash (118 fabricados para a Grã-Bretanha).

F-4N: versão modernizada do F-4B, com estrutura, remodelada e eletrônica atualizada (228 formulados).

F-4S: um F-4J modernizado, com aperfeiçoamentos do F-4N mais slats de manobra só na parte exterior das asas (302 remodelados).

F-4CCV: avião de pesquisa com servocomandos eletrônicos (fly-by-wire), planos anteriores (canard) e flaperons no bordo exterior das asas (um só avião assim remodelado).

capa
Phantom: Em seus ombros repousou a Paz do Ocidente.

O vídeo abaixo é do filme The Great Santini, com Robert Duvall no papel de um piloto dos Fuzileiros. O início do filme é com certeza uma das melhores sequencias aéreas já filmadas, principalmente pelas nuvens ao fundo, ainda mais com o Phantom!

https://www.youtube.com/watch?v=_HK4YwrVdVg


FONTE/IMAGENS: Top Gun #23; Caças a Jato;Pinterest – Demais imagens: créditos na imagem


Anúncios

18 COMENTÁRIOS

    • Além de comuna você adora passar vergonha heim Reolojoeiro! Os péssimos resultados obtidos pela USAF não foram culpa do aparelho e sim das péssimas táticas e restrições políticas impostas ao aviadores norteamericanos nesse conflito. Basta ver que na fase final do conflito os aviadores da USN, recém beneficiados pelo programa Top Gun, elevaram o score para 12:1 favoráveis.

      E o que dizer dos combates travados no Oriente Médio onde os F-4E israelenses, que eram usados principalmente como aeronaves de ataque estratégico, abateram 116, 5 aparelhos árabes, principalmente Migs-21, e em muitos casos enquanto estavam carregados de bombas? Ah! O mesmo se deu na guerra Irã-Iraque onde, a despeito dos embargos, os F-4 iranianos foram carrascos não apenas dos Migs-21 iraquianos como também dos recém-recebidos Migs-23.

      • TIRELESS, acho válido sua tentativa de colocar paradeiro nos absurdos vermelhuchos propagados pelo colega acima, porém tenho certeza que bens sabe que é totalmente inútil. Como toda viúva da finada União Soviética, estão sempre a postos para inventar ,ops lembrar das glórias passadas da mesma. O que vale de fato, é o registro histórico , e não episódios pontuais. Quando estive nos Estados Unidos em 2002, conheci um ex-piloto de Phantom dos Marines, que havia combatido no Vietnam, e segundo suas palavras , os combates aéreos poderiam ser descritos como uma luta de boxe, com um dos oponentes, lutando não com uma mão amarrada, mas com ambas, ou seja , totalmente desproporcional para um dos lados.
        Porém , como vc. bem colocou, o tempo é o melhor juiz, e no final, a própria história se encarregou de mostrar os números da contenda Phantom x Mig.

      • Tireless,

        Apenas acrescentando: a razão de abates da caça americana em relação a caça vietnamita foi, se não me engano, de cerca de 2,7 X 1 em favor dos americanos, segundo dados coletados de 1965 até 1973.

  1. Era o F-35 da década de 60/70 , serviu na 3 forças , sendo um exelente vetor.

    • Multirole ao acaso! E isso só foi possível graças ao J79! Mas é interessante isso, pois o F-8 era mais avião, no entanto…

      • Tem um documentario :"F-8 crusader- o ultimo caça atirador" , lá o piloto relata que ao escolher entre o F-4 e o F-8 , preferiu o F-8 mesmo ,logo ele era mais caça , porém de forma alguma atendia ao quesito multirole.

  2. Na segunda foto é um F-4D, e não um E. Pertencente à Collins Foundation.

  3. Mais uma belíssima aula!
    Este.é o tipico avião que junto com o F-14,A-6 se tornaram lendas! Considero ele um belo caça!
    So faltou um detalhe:
    "- Na 1º guerra do golfo,algumas versões ainda estava em uso!"
    Uma vez,conversando com um amigo plastimodelista e coronel reformado da FAB,este comentou sobre o fato dele ter sido,tambem oferecido ao nosso país!
    Digamos,que tivesse sido aceito,sera que correríamos o risco de ter um f-4 forevis?
    E senhores uma outra pergunta:
    '-Alem de Irã,qual outro país ainda o opera?"

  4. Diz a lenda… que a FAB havia selecionado o F-4 Phantom para reequipar a força aérea de caças de primeira linha substituindo os F-80 e Gloster Meteor já fora de serviço. No entanto enfrentava o veto do governo norte-americano, tentando resolver o impasse o então Presidente Castelo Branco recebeu o adido diplomático (e CIA disfarçado) Vernon Walters, Walters raposa velha da espionagem e assuntos militares era fluente em português e um grande brasilianista. Walters começou a conversa dizendo ao Presidente Castelo Branco como seria importante a participação brasileira no conflito do Vietnam, com pelo menos vinte mil soldados, força aérea, fuzileiros navais que lutariam aliados aos EUA juntamente com tropas da Austrália, Bélgica, Holanda e uma pequena participação de tropas Neozelandesas. Insinuando que caso o Brasil sinalizasse positivamente nessa participação, ajudaria a legitimar a intervenção norte-americana no Vietnam que carecia de reconhecimento oficial da ONU como legitima! E ainda que o Governo norte-americano retiraria o veto a compra dos Phantom, supostamente por não ter ocorrido eleições gerais no Brasil após um ano de intervenção militar.
    O Marechal Humberto de Alencar Castelo Branco, era um grande militar (apesar de baixinho), com um gloriosa carreira no exército e revelou-se como presidente um estadista de primeira linha. Escutou com calma toda essa preleção do Vernon Walters, que o fez em Português fluente e respondeu da seguinte forma:
    – O Brasil meu caro amigo Vernon Walters, já está participando ativamente deste conflito, porém na forma de medicamentos e suprimentos de café de primeira qualidade (grande item de exportação na época), itens que enviamos periodicamente pela cruz vermelha.
    No entanto para ajudar a legitimar a intervenção norte-americana no Vietnam perante a ONU, com tropas brasileiras, só seria viável após uma pública e plena declaração norte-americana reconhecendo o Governo MIlitar Brasileiro como legítimo e necessário, mesmo por que o cenário político brasileiro no atual momento está muito mais complexo do que imaginávamos antes da intervenção militar. Não bastam apenas eleições gerais para restabelecer a ordem democrática no país. E continuando explicou ao Vernon Walters que os Militares teriam que repaginar os objetivos sócio-economicos do Brasil que estavam estagnados, seria preciso modernizar instituições e modernizar o perfil econômico do Brasil que continuava um país essencialmente carente de indústrias de de tecnologia de ponta, carente de tecnologia de comunicações e até mesmo de infraestrutura rodoviária e de produção de energia.
    Na realidade Castelo Branco estava discursando ao adido norte-americano o PND (Plano Nacional de Desenvolvimento) elaborado pelo governo militar e que realmente contribuiu para o desenvolvimento econômico industrial do país.
    Explicou também ao Adido militar americano as medidas duras que estavam sendo empregadas para combater a luta armada de militantes comunistas ao governo militar, que eram apoiadas por medidas de exceção que suprimiam alguns direitos civis dos cidadãos brasileiros duramente criticadas pelos EUA (e isso quando no próprio Estados Unidos ainda haviam alguns estados que tinham leis de segregação racial!).
    Vernon Walters agradeceu ao Presidente Castelo Branco pela audiência e disse que levaria a mensagem ao Presidente Johnson, que disse Vernon Walters seria muito receptivo as ponderações brasileiras.
    Sabemos pela História que o Texano Lyndon Johnson gostava muito de ganhar e receber apoio, mas não se comprometia do mesmo modo. Além disso era osso duro de roer e um teimoso de marca maior.
    Bom, a FAB não recebeu os Phantoms e graças a Deus nenhum soldado brasileiro precisou lutar no Vietnam. Os americanos em menos de dois anos viram paulatinamente seus aliado abandonarem o cenário de luta no vietnam, Holanda e Bélgica foram os primeiros a sair depois de um ano de participação, em seguida os neozelandeses e por último os australianos que ficaram mais tempo , e os americanos carregaram sozinhos nas costas o mico daquela guerra que durou quase dez anos! E nunca teve legitimação pela ONU!
    Próximo Capítulo : Batalha Naval contra a Marinha Francesa e os MIrages!

    • O amigo se esqueceu da Coreia do Sul que também foi ajudar o Eua.

  5. Ótimo matéria e mais uma vez o CAVOK saindo na frente!
    Alguém sabe dizer se o A12 da marinha tem capacidade de operar os F-4 PHANTOM? caso sim, teve algum motivo de força maior da marinha do Brasil comprar esses A-4 do Kuwait?
    A cada período da história a industria aeronáutica dos EUA vem deixando sua marca, durante a 2ª guerra os P-51, no Vietnã F-4, nas guerras do oriente médio F-15 e na atualidade F-22.
    Esta difícil competir com uma industria tão bem equipada e com uma grande bagagem bélica nas costas, ter dinheiro não é suficiente se as pessoas não tiverem competência, estudo e acima de tudo um histórico de defeitos solucionados.

  6. A epoca em que o s M-III de nosso GDA estavam em desativação, eu era participe da opimnião que os F-4K dos ingleses poderiam ter sido adquiridos ao contrario dos M-2000. Eles possuiam um valor residual com sua eletronica original com ainda um bom valor de combate e tal como os F-5M, poderiam receber ainda uma ou duas atualizações de revitalização. Poderiam incluisive embarcar até mesmo a mesma eletronica dos Mike pois somente esta diferença de um prato de radar de 80 cm provavelmente amplie o alcance dos grifo nuns 50%. Teriam a mesma eletronica embarcada e nem precisariam receber uma como o Phantom 2000 ou aquela atualização turca.

Comments are closed.