Quando em 1977 o presidente Carter cancelou a produção do Rockwell B-1, a USAF buscou uma opção de baixo custo para preencher a lacuna do bombardeiro tático.

O governo Carter alegou que mísseis de cruzeiro seriam mais efetivos do que um bombardeiro tático. Assim os fabricantes de aeronaves militares dos EUA começaram a competir entre si para oferecer suas próprias versões para um substituto de baixo custo.

Em 1977, a General Dynamics ofereceu uma modificação pesada do F-111 – o FB-111H, maior e motorizado com o poderoso turbofan F-101-GE-102 destinado ao B-1. O compartimento interno de armas podia acomodar até 12 mísseis SRAM. Mas quando o novo governo Reagan assumiu, este optou por uma versão melhorada do B-1A, o B-1B, encerrando de vez com o projeto FB-111H.

FB-111A

O FB-111H operacional seria redesenhado, “adotando” a tecnologia criada para o B-1.

O FB-111 proposto como bombardeiro tático oferecia uma modesta melhoria em relação ao FB-111A (a primeira tentativa de substituir o B-52) em termos de alcance e carga útil. A tecnologia de motores do B-1 permitiu um aumento na capacidade da estrutura, sendo que esta já estava no limite de crescimento útil. A nova aeronave manteria as excelentes características de penetração de baixo nível do FB-111A. O uso da aviônica desenvolvida para o B-1A seria um incremento.

O FB-111H dependeria de um significativo reabastecimento aéreo para completar a maioria das missões e provavelmente não teria a flexibilidade da missão e a capacidade de expansão de guerra eletrônica do B-52 ou B-1. O FB-111H não seria um prático transportador de mísseis de cruzeiro por causa das restrições de volume do compartimento de bombas e da degradação do alcance se forem transportados externamente.

O FB-111H sofria essencialmente das mesmas limitações que faziam com que o seu predecessor, o FB-111A, fosse encerrado com apenas 76 unidades produzidas, 30% da produção originalmente prevista. Sua carga útil estava claramente sujeita a limitada ao uso de SRAMs carregados internamente ou, no máximo, em alguns cabides subalares.

FB-111A

O FB-111H, assim como o FB-111A, carregaria o peso do seu projeto estrutural, destinado ao vôo supersônico, não essencial ou utilizável em seu perfil de missão principal. O FB111H, mesmo que possuísse um grau respeitável de capacidade, estaria no limite de seu projeto e responderia às missões e ameaças do amanhã com maior dificuldade e custo.


FONTE: Aviões de Combate F-111

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