A Airbus está oferecendo uma plataforma multi-missão para o A320neo.

Tendo deixado sua marca no setor de aviação comercial, o A320neo está sendo considerado pela Airbus para novas aplicações: como uma plataforma altamente capaz e econômica para serviços ISR (inteligência, vigilância e reconhecimento) e como transporte militar. A variante – designada A320M3A – seria projetada para cumprir uma série de funções ISR, particularmente patrulhamento marítimo e guerra anti-submarina.

Ele também pode ser equipado com cargas roll-on/roll-off modulares para missões de transporte aéreo, desde o transporte de passageiros, tropas e VIPs até evacuação médica e transporte de carga.

A consideração da Airbus pelo A320M3A é em resposta à demanda do mercado, estimulada pelo uso crescente de sistemas ISR mais capazes – que exigem plataformas hospedeiras fisicamente maiores com maior potência elétrica e sistemas de resfriamento mais eficientes do que anteriormente eram os casos para as aeronaves C4ISR.

Uma das maiores aplicações do A320M3A é a patrulha marítima e a guerra anti-submarina, com países da Europa e de outros países buscando substitutos para aeronaves antigas – muitos dos quais serão incentivados a desenvolver comunalidade de frota impulsionada pelo crescimento intensivo de operações conjuntas com membros nações da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte).

As vantagens em oferecer a nova opção de motor (NEO) do jato comercial A320 da Airbus incluem uma ampla capacidade de crescimento em uma seção transversal da fuselagem que é mais larga do que sua concorrente na mesma categoria de tamanho, longo alcance e resistência, com os menores custos operacionais e de ciclo de vida de sua classe. Outras vantagens para o A320M3A são a alta confiabilidade da aeronave (comprovada em serviços aéreos) e os recursos de uma cadeia de suprimentos e rede de treinamento mundialmente estabelecida.

Plataforma de patrulha marítima proposta para o A320neo.

O A320M3A também se beneficia de ser uma solução de baixo risco: baseado na altamente amadurecida família de aeronaves A320 da Airbus na produção de alta taxa; e aproveitando as capacidades comprovadas da empresa na produção de derivativos militares de suas aeronaves comerciais – como o A330 MRTT (Multi-Role Tanker Transport), que está em uso pelos serviços militares em todo o mundo.

6 COMENTÁRIOS

  1. Acho que e8tarde demais para está aeronave. O 737 já está consolidado no mercado em diversas versões e será muito difícil abatê-lo da preferência dos clientes, expressão feira feita a alguns países europeus

    • Não confunda projeto civil, com projetos militares. Mesmo a Boeing tendo algumas versões militares do B737, como compras militares tem muita influência política, um A320 ISR (MP, RS e/ou AEW&C) não bem passível de existir. Aliás, já existe acordo entre França, Alemanha, Espanha, Itália, Canadá, dentre outros, que pode viabilizar este projeto. Com os EUA de Trump dando tiro no próprio pé, aí é que projetos desse tipo tendem a se fortalecer e tornar realidade. Até o Reino Unido está avaliando um A320 AEW&C, ao invés de adquirir o B737 AEW&C (E-7A Wedgetail).

      • Acredite, está mais para a RAF comprar o E-7 que esperar pelo desenvolvimento de um A320 AEW

  2. O X da Airbus é convencer algum europeu a pagar o projeto. O problema é que programa do P8 custou uma fortuna e ninguém se candidata a arcar com ela.

  3. O programa do P8 custou 33 bilhões. Vai ficar difícil tocar o caça 5g e o patrulha A320 em paralelo.

    Até porque a aeronave é cara e quem podia pagar já comprou o P8. A possibilidade de exportação ficou bem reduzida.

    Abre espaço para os patrulheiros menores.

  4. Airbus como sempre atrasada no mercado que a Boeing já tem produto vendendo. O mesmo com os caças Stealth que tem 2 grupos europeus para concorrer com F-35. Queri ver que vai comprar esse projeto polivalente que vai custar mais que o P-8.

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