Um dos cinco aviões de patrulha marítima C295 da Força Aérea de Portugal. (Foto: Airbus Military)

A Airbus Military assinou um acordo de cooperação com o Ministério da Economia de Portugal e várias empresas industriais portuguesas, em cumprimento aos compromissos decorrentes da venda de uma frota de 12 aviões C295 para Força Aérea de Portugal.

Estes acordos, com um valor de várias centenas de milhões de euros, vai impulsionar a indústria aeroespacial portuguesa e reforçar o empenho da Airbus Military com Portugal.

No dia 1° de Agosto foi assinado um acordo em Lisboa com o Ministério da Defesa e o Ministério da Economia de Portugal que especificou os detalhes do quadro de cooperação com as empresas industriais portuguesas. Os acordos confirmam que a montagem e a produção da parte central da fuselagem do C295 permanecerá com a OGMA, e que as publicações técnicas e o desenvolvimento de um MITS melhorado será entregue para EMPORDEF-TI.

A GMV Portugal vai desenvolver um demonstrador de um sistema modular integrado de aviônicos e proporcionar os cursos de treinamento para a Força Aérea Brasileira.

Ao mesmo tempo, um Memorando de Entendimento foi assinado com a empresa portuguesa Salvador Caetano, que inclui três pacotes de trabalho, ferramentas de mecanização e materiais compósitos, com ambas as partes compartilhando o investimento, e vai apresentar a empresa portuguesa para o setor aeronáutico.

“Este acordo é de importância estratégica para a empresa e nos permitirá complementar a nossa parceira tradicional em Portugal, com a OGMA, com quem compartilhamos uma longa história de cooperação”, enfatizou o CEO da Airbus Military, Domingo Ureña-Raso.

A Força Aérea de Portugal é uma excelente cliente da Airbus Military. Atualmente sua frota inclui 12 aviões C295, sete dos quais são a versão de transporte, e os cinco restantes são para patrulha marítima.

Anúncios

1 COMENTÁRIO

  1. Não é uma ligação tão importante assim. Parte do capital de conhecimento já estava criado – fabrico de componentes da fuselagem nas OGMA – e os postos de trabalho criados com a nova unidade da Salvador Caetano é de 200 directos e 600 indirectos.

    Sendo de descontar a areia política que é atirada para os olhos do votante, penso que isto dará mais 100 postos de trabalho. Irrisório.

    No mais, a Airbus apenas tinha cumprido 10% do contracto de contrapartidas dos C-295, como tal… É um pequeno contracto, uma gota de água, tão somente isso.

Comments are closed.