A aeronave A330 MRTT durante testes na Base Aérea de Leh, na Índia. (Foto: Airbus Military)

A Airbus foi selecionado como a fornecedora preferencial (L1) sobre a Ilyushinda Rússia para fornecer seis aviões de reabastecimento aéreo A330 MRTT para a Força Aérea da Índia, num concurso avaliado em US$ 1 bilhão, de acordo com funcionários do Ministério da Defesa indiano.

Após as propostas comerciais serem abertas no início deste mês, o preço base do avião tanque russo Il-78 foi citado como menor do que o A330, mas quando avaliado em manutenção e custos de combustível, o Airbus foi o melhor valor, disse um oficial do Ministério da Defesa. O funcionário se recusou a fornecer as citações exatas dos lances, e disse que a empresa estatal russa ainda não havia sido informada oficialmente sobre a decisão.

Diplomatas russos confirmaram que não tinham sido informados da seleção do Airbus.

A Boeing se retirou da competição em 2010, deixando apenas os aviões A330 e Il-78 na competição. O concurso em 2010 também havia sido enviado para EADS, Lockheed Martin e para Antonov da Ucrânia. A Antonov não se classificou, e a Lockheed e a Boeing não participaram.

A Força Aérea Indiana está usando seis reabastecedores aéreos Il-78 comprados do Uzbequistão e planeja comprar 12 aviões adicionais, o que inclui os seis da Airbus.

Fontes do Ministério da Defesa disse que ainda não está decidido se uma nova competição será aberta para comprar os seis restantes, ou se uma encomenda repetida será feita ao vencedor da atual competição.

O concurso atual é por si só uma retomada de um concurso de 2006, em que o A330 terminou atrás do avião tanque Il-78, mas a Força Aérea da Índia preferiu o reabastecedor europeu. Quando o assunto foi enviado ao Ministério das Finanças da Índia, ele disse que a proposta mais baixa deveria ser a vencedora. A controvérsia levou à anulação do concurso.

O Ministro da Defesa A.K. Antony escreveu ao Parlamento indiano no dia 14 de dezembro de 2009, que o Ministério das Finanças tinha expressado reservas sobre a competição.

“A proposta de aquisição tinha progredido de acordo com o processo de adjudicação da Defesa em 2006 e, posteriormente, encaminhada ao Ministério das Finanças que manifestou algumas reservas relativas à competitividade das licitações e da razoabilidade do preço”, escreveu Antony.

A Força Aérea da Índia planeja implantar os reabastecedores na Base Aérea de Panagarh, no estado de West Bengal para ajudar a aumentar o alcance de seus jatos de caça Su-30MKI, o que permitiria que as aeronaves indianas pudessem entrar bem no interior da China, disse um oficial da Força Aérea.

Além de reduzir os custos de combustível, o reabastecedor da Airbus é otimizado para altas altitudes de cruzeiro e equipado com aviônicos avançados, disse o oficial indiano.

Fonte: Defense News – Tradução: Cavok

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Desde já meu muito obrigado.

Fernando Valduga

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14 COMENTÁRIOS

  1. É uma boa ocasião para LEMBRAR o nosso RFP de 8 de maio deste ano que a FAB deu um prazo, concedidos a Boeing, EADS e IAI para apresentar suas propostas. Que venceu em 90 dias do RFP, no início de agosto…

    Estamos em Novembro e nem um sussurro sobre o assunto…

    Será que ninguém entregou proposta???

    • Não esquenta não Giba! É bom lembrar que o ADLAIR encomendou 15 A-330 MRTTs para substituir os seus vetustos KC-135FR. Á medida em que os novos aviões forem sendo incorporados, os antigos boeings vêm para a FAB afinal parceria estratégica é para essas coisas. Viva o "Brasil- PuTênfia"!

  2. Quero ver como vai ser a disponibilidade de uma frota tão diversificada, pelo menos nunca estaram na mão de nenhum fornecedor, mas e o custo disto?

    • Não sei como é a manutenção da frota dos aviões da Ilyushin, mas a manutenção da frota de A-330 me parece ser bastante simples e o custo da cadeia logística é barateado pela enorme quantidade de aviões em serviço de diversas versões ao redor do planeta. Lembrando um comercial de cartão de crédito: "Deitar a cabeça no travesseiro e saber que sua força aérea não depende de um único fornecedor… Não tem preço".

  3. É sem dúvida um aumento de capacidade a ter em conta. Este avião é verdadeiramente estratégico, quer pela quantidade de soldados que pode transportar (380), assim como respectivas paletes de carga, além da capacidade de abastecimento. Tratando-se de um derivado de um avião comercial, o seu alcance é o dobro do Il-78: 14800 km VS 7300, o que dá outra dimensão à Força Aérea Indiana, com custos de operação de "em tempo de paz".
    Ou muito me engano, ou a Índia vai começar a "andar" pelo Mundo. Da minha parte, penso que poderão contribuir e muito para a Paz Mundial – que é o que se quer.

  4. O que falta no mercado é uma aeronave totalmente dedicada a REVO. O que se tem hoje (e ontem) são adaptações de modelos já existentes.

    • Acredito que isso nunca irá acontecer, principalmente em virtude do custo do desenvolvimento de uma plataforma exclusiva para a missão e também pela exelente adaptação das plataformas de uso múltiplo, essas adaptadas a partir de modelos civis consagrados.

    • O problema é que não há a necessidade de se projetar uma aeronave dedicada a isso. Além de REVO as atuais aeronaves podem executar outros tipos de missões como transporte por exemplo. Ate aviões de menor porte mais modernos estão sendo projetados para substituir vários vetores "dedicados". Precisa-se de menos aeronaves para executar um maior número de missões. E isso vale também para aeronaves REVO.

  5. Eu também gostaria de saber o atual status do programa de aquisição de 2 reabastecedores ao qual se referiu o amigo Giltiger lá em cima. Nem só de FX vive uma força aérea. Alguém sabe algo que nós não sabemos?

  6. Caro Valduga, está no quarto bloco de texto: "A Boeing se retirou da competição em 2010, deixando apenas os aviões A330 e Il-78 na competição. O concurso em 2010 também havia sido enviado para EADS, Lockheed Martin e para a Antonov da Ucrânia. A Antonov não se classificou, e a Lockheed e a Boeing não participaram." Sobre a última sentença, não seria "(…), e a Lockheed e a EADS não participaram"? Valeu!

  7. As propostas foram entregues e estão em análise na Copac.

    Enviaram propostas as seguintes empresas:

    Boeing KC 767 Célula nova
    Airbus A 330 MRTT Ce´lula nova
    IAI 767 convertido pela empresa com célula usas(provavelemnte versõa 400)

    Grande abraço

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