Militares da Força Aérea Brasileira (FAB) participaram, de 9 a 16 de março, da primeira fase do Exercício Técnico (EXTEC) ASSAET, ocorrido na ALA 3, em Canoas/RS.

A atividade da Aviação de Transporte teve por objetivo adestrar os pilotos do Primeiro, do Segundo, do Terceiro e do Quinto Esquadrões de Transportes Aéreos (ETA) – Tracajá, Pastor, Pioneiro e Pégaso, sediados em Belém (PA), Natal (RN), Santa Cruz (RJ) e Canoas (RS), respectivamente. O treinamento da Ação de Força Aérea de Assalto Aeroterrestre foi realizado na Ala 3, Organização da FAB sediada em Canoas.
Para o Comandante do 5º ETA, Tenente-Coronel Aviador Fabiano Pinheiro da Rosa, o EXTEC ASSAET é fundamental para que os pilotos consolidem de forma homogênea a doutrina da Aviação de Transporte nas diferentes regiões do país. “Ao se reunirem com os demais Esquadrões Aéreos, será possível o cumprimento das tarefas de forma eficiente e alicerçada na doutrina da aviação. O adestramento dos pilotos permite que o apoio à tropa, prestado pela aviação, seja cada vez mais eficiente, ao melhorar o resultado dos lançamentos”, afirmou.
A rotina de voos durante o exercício propiciou o treinamento das tripulações nos perfis planejados: formação e manutenção operacional em navegação à baixa altura ponto a ponto e “low-contour”; avaliação e adestramento em Lançamento de Porta e Múltiplo de Aeronave sem Rampa; aprimoramento de técnicas; cumprimento do HSO (Horário Sobre Objetivo); e adestramento em voo em formação tática com duas ou quatro aeronaves.


Fonte: 5º ETA, por Tenente Antunes, Edição: Agência Força Aérea, por Aspirante Flávia Rocha  – Fotos: Tenente Antunes e Sargento Oliveira/5º ETA
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10 COMENTÁRIOS

  1. Sinceramente acho ótimo estes exercícios mas acho ridículo o exército não ter um avião como o nosso C-390 para treinar e fazer uso desta mesma técnica, não sei se no resto mundo quem faz o reabastecimento dos homens no campo de batalha é a força aérea mas acredito que seja o próprio exército e nós não temos um avião a altura de nosso país continental, acho que já passou da hora do exército adquirir umas 5 unidades do C-390 e deixar a FAB focar e direcionar seus recursos para meios aéreos e espaciais que é a área natural da FAB.

    • O EB adquiriu recentemente oito unidades do Short C-23 Sherpa dos EUA via FMS.
      Essas aeronaves vão possibilitar um ganho operacional muito grande ao Exército, não apenas em relação ao transporte na região amazônica, como provavelmente em atividades semelhantes a essa da matéria.
      Não tem as mesmas capacidades de um KC-390 mas é uma excelente aeronave para a missão a qual se propõe, especialmente modernizadas como estão sendo para serem entregues ao EB.
      Acredito que o Exército foi muito pragmático nessa aquisição.

        • Não sei amigo.
          Mas provavelmente baixo tendo em vista a política de venda FMS dos EUA a nações aliadas.
          É bom lembrar que em todos os casos de compra de qualquer equipamento militar, existe todo um estudo feito pelo alto comando das Forças Armadas, geralmente militares com 40 anos de experiência e dedicação exclusiva a atividade.
          Esse estudo engloba entre outros, os custos de aquisição, operação, rotina do pessoal envolvido nas operações, logística, etc..

          Pontos fora da curva aqui e acolá, por vezes podem acontecer claro..
          Mas via de regra, mais por ingerência política do que por falta de capacidade técnica ou inexperiência do pessoal envolvido diretamente.

          Sendo assim, até me provarem o contrário, nesse caso EU prefiro acreditar no pragmatismo do comando do EB do que na opinião dos especialistas de teclado.
          Abs.

      • Vai ser um tiro no pé. Vc cria toda uma estrutura: esquadrão, logística, treinamento… para operar meia dúzia de aeronaves. Daí vem o contingenciamento de orçamento, avião não é prioridade, não tem como voar e pede pra Fab quebrar o galho.

    • As três forças com esquadrões de treinamento, as três com academias, bases aéreas, parques de manutenção, escolas para formação de especialistas…

      Por que existe força aérea? É o reconhecimento da importância do poder aéreo. Vc é almirante. Tem uma verba de 400 mi, onde vc vai aplicar? Navio ou avião. Vai ser no navio. O poder aéreo fica em segundo plano. O mesmo vale para o exército.

      • Cara como tu gosta de complica, não é assim tão difícil não claro que tu tem razão em tudo o que falou mas vamos simular uma situação em que eu mando fazer e você encontra as soluções pra fazer o que eu pedi então vamos lá, eu te digo que quero ter os kc na FAB e no Exército e não me interessa tem que ter e pronto e ti dou um prazo curto pra implantação e pouca verba pra fazer tudo bem bonitinho e correto como você tinha comentado, então sobrou o que pra você fazer, somente comprar os aviões na quantidade necessária que obviamente é bem maior pra FAB que para o Exército e a manutenção das aeronaves tu faz um contrato do Exército com a FAB e a instrução pode ser feita na FAB também, ou seja 75 % do problema esta resolvido agora só sobrou as condições técnicas das pistas será operado estas aeronaves se estão de acordo ou não e neste caso não interessa se é do Exército ou da FAB pois tem que ser resolvido.
        Pronto esta tudo resolvido e já podemos implantar os kc390 no Exército também além da FAB aumentando um pouco mais a quantidade de aeronaves utilizadas e a disposição de nossas forças além de retirar uma necessidade de uso de pilotos e aviões da FAB para servir outra força deixando a FAB focada no trabalho e problemas dela, acho que esta na hora de descomplicarmos as coisas e começarmos a focar no trabalho e não ficar arranjando problemas pra resolver problemas simples pois noto que as forças tem um certo problema em deixar outra força ter um aparelho que esta dentro da sua área de atuação, se for seguir este regra a risca a marinha esta proibida de voar não interessa com o que nem ter exército como os fuzileiros pois isso é função do exército, chega destas picuinhas e vamos em frente ser uma força realmente com meios e pensamentos modernos e em grupo.

        • O exército tem mil prioridades. O Kc 390 é caro e complexo. Muitas forças aéreas pelo mundo, não tem condições de opera-lo.

          Transportes medios tem custo-beneficio ruim para a maioria das cargas. A maioria dos transportes de carga ou treinamento de paraquedistas são feitas por aeronaves menores.

          "FAB focada no trabalho" Se a marinha opera aeronaves a partir de terra e o exército transporta carga e paraquedistas, o que sobrou? Já fazem CSAR, apoio aéreo com helis e assalto aerotransportado. Pode fechar a força aérea

          • É como eu esperava você fez a pergunta de 1 milhão de dólares como se dizia, se você acha que não sobrou nada pra FAB fazer então esta na hora de começar a fazer o básico que é ler o livro onde mostra as suas responsabilidades pois tem muita coisa que a FAB deve fazer e muitas outra que não esta fazendo a contento por vários motivos que não vem ao caso agora, outra coisa que não vejo como problema pois se a FAB pode operar o KC o Exército também pode e não interessa se as outras forças tem condições ou não e não acredito que o custo beneficio de transportes médios é ruim para a maioria das cargas pois pra isso tem as aeronaves menores o problema é que já li várias vezes notícias do pessoal do Exército falando com orgulho que cumpriram a missão de levar cargas a lugares complicados e que tiveram que fazer mais de 3 viagens (algumas eram mias de 5 vezes) pra mim isso sim que é custo benefício ruim, não podemos ficar neste de ter de fazer várias viagens porque não tem aeronave pra fazer o serviço e sim porque as condições da pista não permite e tenho certeza que pelo menos em uma foi dito que a FAB não pode fazer o transporte então fizeram com uma aeronave que não era pra isso e foi feitas várias viagens mas não falaram quantas, isso que acho muito errado nas nossas forças.