Os caças sauditas Eurofighter Typhoon possivelmente não terão o míssil Meteor disponível como armamento.

A Alemanha e o Reino Unido estão em desacordo sobre o veto para exportação do míssil ar-ar de longo alcance Meteor da MBDA para uso nos caças Eurofighter Typhoons da Arábia Saudita. Os alemães não autorizam o uso destas armas pelos caças sauditas.

Berlim supostamente bloqueou a venda citando componentes fabricados na Alemanha no míssil, uma vez que se opõe ao uso dos mísseis Meteor nos Typhoons da Real Força Aérea Saudita que atualmente participa no conflito do Iêmen e também após o ocorrido sobre o caso Jamal Khashoggi, que foi assassinado dentro de uma embaixada da Arábia Saudita na Turquia.

Estima-se que o contrato para a exportação do Meteor produzido pela MBDA para a Arábia Saudita seja de US$ 1 bilhão, informou o jornal francês La Tribune, citando fontes não identificadas. Alguns componentes-chave do Meteor são fabricados pela Bayern-Chemie e pela TDW, que são subsidiárias da MBDA na Alemanha, e em menor extensão, o sistema de medição inercial é feito pela Northrop Grumman LITEF GmbH.

A proibição alemã ocorre em um momento em que França e Alemanha discutem o desenvolvimento do Sistema Futuro de Combate Aéreo (FCAS), um projeto europeu para desenvolver um jato de caça de quinta geração para o qual os mísseis tornam o consórcio europeu MBDA o principal fabricante do componente ofensivo.

As empresas francesas estão decididamente cortadas pela ação de Berlim; comparando com a proibição dos Estados Unidos à venda do míssil Scalp para o Egito, vendida como parte do acordo com a Dassault Rafale (que está sendo resolvida) a MBDA deve enfrentar uma nova proibição das exportações de um dos seus mísseis.

Enquanto as empresas francesas querem garantias de que não haverá restrições à exportação de equipamentos de defesa sob programas colaborativos, os partidos políticos alemães – o SPD e os Verdes propuseram regras restritivas comuns onde restrições à exportação podem ser impostas em certos casos.

O míssil Meteor é um dos mais emblemáticos programas europeus da indústria de defesa, com o estabelecimento de uma cooperação que reúne seis países. O Meteor tem um desempenho muito melhor do que os mísseis atualmente em serviço ou os mísseis ar-ar ramjet que podem ser implementados até 2020.

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7 COMENTÁRIOS

  1. Bom dia Senhores!

    Até que em fim alguém para fazer frente aos sauditas. Não que eu me importe com os problemas deles com o Iêmen ou com o Irã, mas que é muita hipocrisia da parte de muitos governos, a amizade com os sauditas ao passo que outras nações sem petróleo fazem o mesmo que o governo de RIAD e sofrem sanções etc.

  2. Certa a Alemanha: vende pra quem quer.
    Errado o governo saudita: não esmiuçou o contrato com exigência de compra irrestrita.
    Por outro lado, quando os EUA lançarem o concorrente do Meteor, terão compradores garantidos.

    • E os ingleses, franceses e italianos que querem vender? Por isso, digo que a UE é uma fantasia.

      • Estão mantendo programas de governo, não de Estado.
        E o Meteor não serve para matar pessoas no Iêmen. Sem pé nem cabeça essa restrição alemã.

  3. Croissants e chucrutes estão unidos, até que a morte os separe, não tem jeito.

  4. Por isso os Franceses veem os Chucrutes como pedra no caminho… Essas parcerias que fazem só dão nisso… E ainda se juntaram pra desenvolver um novo vetor aéreo… Isso vai dar M**** lá na frente !

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