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Momento da apresentação do Boeing 777 dedicado para o mecânico de aeronaves Azriel ‘Al’ Blackman. (Foto: AA)

O membro da equipe da American Airlines, Azriel “Al” Blackman, um chefe de equipe de manutenção de tecnologia de aviação, com sede no Aeroporto Internacional John F. Kennedy de Nova York (JFK), comemorou 75 anos de serviço com a companhia aérea norte-americana. Em uma cerimônia realizada ontem no JFK, a companhia aérea o surpreendeu ao dedicar um Boeing 777 em sua homenagem.

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Pintura especial feita no Boeing 777 da American Airlines.

“Estou honrado de estar aqui, tenho orgulho de ser um mecânico. Tenho orgulho de fazer parte da equipe da American Airlines”, comentou Blackman enquanto era ovacionado de pé.

“Em nome dos mais de 100.000 membros da equipe de Al, temos a honra de comemorá-lo por sua marcante carreira de 75 anos”, disse Doug Parker, presidente e CEO da American. “Al trabalhou em quase todas as aeronaves que a American voou desde os barcos voadores da década de 1940 até o Boeing 777s atual. Seu trabalho árduo e dedicação para treinar e orientar os outros e manter nossas aeronaves seguramente em voo nos fez uma companhia aérea melhor”.

O Guiness World Records também estava presente para reconhecer Blackman como a maior carreira como título de mecânico aéreo.

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Al, durante cheque em uma aeronave da American Airlines.

“Tenho a honra de entregar ao Al Blackman o título do Guiness World Records da carreira mais longa como mecânico de companhias aéreas. Esta conquista, que fala pelo seu vasto conhecimento no assunto e sua dedicação ao setor de aviação, o ajudou a se tornar OFICIALMENTE ÍNCRÍVEL”, disse Andrew Glass, representante oficial do Guiness World Records.

Quando Blackman tinha apenas 16 anos de idade, ele se formou na Aviation High School em Manhattan e fez um trabalho com a American Airlines (American Export Airlines na época) como aprendiz na Sheet Metal Shop por US$ 0,50 por hora. Durante seus 75 anos, Blackman trabalhou na American em algumas aeronaves mais fascinantes da aviação. Embora seu turno tecnicamente comece às 5:00 da manhã, Blackman chega ao hangar antes das 3:00 da manhã na maioria dos dias.

“Quando comecei como mecânico junior, Al era meu chefe de equipe e ele estava comemorando seu 45º aniversário. Pensei comigo mesmo, ’45 anos com uma empresa. Isso é incrível”, comentou Robert Needham, gerente sênior da Linha de Manutenção de Aeronaves no JFK. “Aqui estamos comemorando seu 75º aniversário, 30 anos depois, e é apenas uma explosão mental”.

“O interessante sobre Blackie e sobre mim é que todos têm um chefe de equipe. Todos nós tivemos aquele primeiro chefe de equipe. Acontece, que o primeiro chefe da equipe de Al foi meu pai, Charlie Hanna, quando começou a trabalhar em LaGuardia trabalhando em hidroaviões”, disse Wayne Hanna, técnico de manutenção de aeronaves no JFK. “Quando eu comecei pela primeira vez, Blackie me disse que ele tentaria ser como meu pai todos os dias, o que foi um grande elogio para mim”.

Há vinte e cinco anos, Blackman foi homenageado com o Prêmio de Mecânico dos Mecânicos Charles E. Taylor da FAA, um feito que somente foi concedido a indivíduos com 50 anos de experiência em manutenção de aviação como mecânico ou reparador credenciado pela FAA por pelo menos 30 anos.

“Quando você gosta do que faz, não é trabalho”, comentou Blackman.

Blackman disse que não tem planos de se aposentar de seu trabalho em breve.

azriel blackman500398312784 615x300 600x293 - American Airlines dedica Boeing 777 a mecânico de 91 anos que completou 75 anos de serviços pela companhia“Qual é o problema da aposentadoria, de verdade? O que você faz quando se aposenta?” Blackman disse. “Você fica em casa e assiste a televisão, esse não é o meu estilo”.

Uma curiosidade: Al nunca faltou sequer um dia de trabalho nestes 75 anos.

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6 COMENTÁRIOS

  1. Uma bonita homenagem, mas sendo um técnico com 75 anos de empresa se fosse eu o responsável dedicaria uma pitura espacial neste 777.

    A criatividade vai longe.

  2. Parabéns! Aqui no Brasil ele estaria quase conseguindo se aposentar..

    • Aqui no Brasil ele teria se aposentado na casa dos 50/55 e teria passado anos fazendo caixa.

  3. Em qualquer lugar ele ja estaria aposentado, isso é uma opção pessoal.
    Em uma viagem a Escola Naval nos anos 80 conhecemos um Oficial que tinha perdido uma perna em um acidente de mergulho e dava aulas teoricas e poderia ter se aposentado, mas por opção pessoal preferiu ficar no "Quadro Extra" e ser professor dando aulas no Curso dos Aspitantes.

  4. isso serve de exemplo pra essa gurizada que ta sempre cansada
    PARABENS A EMPRESA E A ESSE SENHOR

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