A versão de ultra longo alcance A321XLR está sendo avaliada pela American Airlines. Na foto o A321LR atualmente em testes.

A American Airlines estuda adquirir o novo avião de corredor único de ultra longo alcance A321XLR da Airbus para substituir sua envelhecida frota de 34 jatos Boeing 757-200. A escolha poderá afetar o desenvolvimento do novo NMA da Boeing.

Sendo a maior companhia aérea do mundo, a escolha de aeronaves pela American Airlines para o mercado de aeronaves médias é muito importante para a Airbus e a Boeing, uma vez que elas competem umas com as outras para desenvolver uma nova aeronave neste segmento.

A Airbus se prepara para lançar o maior jato de corredor único de médio porte já planejado, o A321XLR, enquanto a Boeing planeja produzir o menor widebody de todos os tempos, o 797 (NMA) para o mesmo segmento.

A American Airlines quer substituir seus antigos 757.

A fabricante europeia deverá anunciar seu programa A321XLR no Paris Air Show no final deste mês. Esperava-se que a Boeing fizesse o mesmo, mas a empresa norte americana adiou sua decisão para 2020 de lançar o tão falado programa NMA (New Midsize Airplane).

A Airbus e a American Airlines não confirmaram a notícia da Bloomberg, que atribui a informação a uma fonte anônima. A companhia aérea ainda tem cerca de 100 aeronaves da família Airbus A320 encomendadas pelo fabricante europeia de aeronaves.

Por outro lado, a companhia low-cost indiana IndiGo, o International Airlines Group (IAG) e a companhia norte americana JetBlue Airways estão entre as companhias aéreas que já manifestaram interesse na A321XLR.

Não é esperado que o Airbus A321XLR entre em serviço antes de 2023 ou 2024 devido a restrições de produção. Se alguns dos atuais pedidos do A320neo forem convertidos para o A321XLR pelos clientes, a aeronave fará sua estreia comercial mais cedo do que o esperado, segundo a fabricante.

A Boeing adiou o lançamento do novo 797 (NMA).

O A321XLR da Airbus será baseado em A321neo, assim como o A321LR. A Boeing desenvolverá o 797 a partir do zero, mas a decisão final sobre o lançamento do programa está suspensa, já que a fabricante atualmente se concentra na crise do 737 MAX. Se lançado, o NMA da Boeing deverá estar disponível por volta de 2025.

Em 2011, a American Airlines deixou a Boeing de lado com um enorme pedido do Airbus A320 no Paris Air Show, o que levou a fabricante de aviões americana a desistir de seus planos para um jato totalmente novo de corredor único. A Boeing construiu uma atualização mais simples com novos motores, o que se tornou o 737 MAX.

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