Um Boeing 777-200 da companhia aérea American Airlines. (Foto: Sandro Bandeira Colaço / Cavok)

A holding AMR e sua subsidiária American Airlines entrara nesta terça-feira, 29, com pedido de concordata em um tribunal de Nova York, após anos tentando lidar com seus altos custos trabalhistas. O processo deve permitir que a companhia aérea continue com suas operações normalmente, enquanto reestrutura sua dívida. Por volta das 10h15 (de Brasília), as ações da companhia despencavam 60% no pré-mercado, a US$ 0,64.

A companhia também nomeou Thomas Horton como chairman e executivo-chefe, no lugar de Gerard Arpey, que vai se aposentar. “Essa foi uma decisão difícil, mas é o caminho certo e necessário que nós temos de adotar – e adotar agora – para nos tornarmos uma companhia aérea mais eficiente, financeiramente forte e competitiva”, disse Horton.

A AMR é a última entre as grandes aéreas norte-americanas a recorrer ao Capítulo 11 da Lei da Falências, nota o New York Times. “Nossa significativa desvantagem de custo em comparação com nossos concorrentes, que reestruturaram os seus custos e dívidas através de Capítulo 11, tornou-se cada vez mais insustentável, dado o impacto da incerteza econômica global, da instabilidade das receitas e dos preços voláteis dos combustíveis”, completou Horton.

A AMR tem cerca de US$ 4,1 bilhões em dinheiro sem restrições e investimentos de curto prazo,o que deve ser suficiente para pagar fornecedores e outros parceiros durante a proteção oferecida pelo Capítulo 11 da Lei de Falências dos EUA. A companhia acredita que não deve precisar de financiamentos “debtor in possession” (DIP).

A AMR, junto com suas subsidiárias, atua em 260 aeroportos espalhados por mais de 50 países, com uma média de 3.300 voos diários.

No mês passado, a AMR revelou que teve prejuízo no terceiro trimestre. Os resultados da companhia foram afetados novamente pelos aumentos nos custos dos combustíveis, que subiram 40% na comparação com o mesmo período do ano passado. As informações são da Dow Jones.

Fonte: Álvaro Campos – Agência Estado

Dica do amigo Symon. Obrigado 😉

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9 COMENTÁRIOS

  1. Caraca!!!!!!!
    Não acredito…. cheia de encomendas…. meu…..
    Uau….

    Mais uma Pan Am?

  2. segue os passos da pan am, varig, mexicana, JAL… entre outras ante então gigantes que estão encolhendo ou ja sumiram…. tomara que reverta a situação!

  3. A minha experiência em voar American não me faz ter pena, nem da empresa e também de seus tripulantes. A primeira oferece aviões desatualizados, sem serviço de entretenimento e serviço de bordo lamentável. Os seus funcionários são na maioria sem educação, arrogantes e grosseiros, parecendo que estávamos fazendo um favor para eles.
    Mas justiça seja feita, nunca houve qualquer problema mecânico nos seus voos.
    Tibúrcio Barros

    • Já ouvi muito desses comentários e o que é pior: USA-Europa ou USA-Japão é outro nivel, uam simpatia, aeronaves novas, entretenimento de bordo, etc… Só sobra porcaria para nós? E em outro site sobre aviação civil há muitos relatos de problemas mecanicos com a AA (voce é que teve sorte)…

    • Eu também tive medo de voar com a AA de Guarulhos até Miami, não foi legal, o avião era velho e as turbinas eram barulhentas, acostumado com o 777 da TAM, o 767 da AA, acho que era isso, foi um desconforto só. O barulho das turbinas era muito grande, incomodava muito.

      E o atendimento era grosseiro, preferi não me intrometer mais com os comissários de bordo, porque vi que ali parecia que era o segundo escalão de funcionários, era como um castigo para eles estar ali.

      A comida era horrível, agora só de TAM mesmo. Fui aproveitar um desconto de milhas pela AA e me arrependi, mania de querer economizar 2.000 pontos passei apuros.

      Ahhh, e sem falar no atraso do voo que foi de mais de 2 horas por manutenção…. meeeeedo. Agora tudo faz sentido, empresa falindo é um perigo no ar.

  4. chapter 11 é tenso… Se quebrar o Estado pega tudo, converte em bonds, joga nomercado pelo prelo que este quiser pagar, desfaz o bolo e paga o Estado, deposi credores, mais a frente aposentados ou idosos…e no fim, os caras que foram chutados da empresa… Tipo PanAm… tão dizendo que com 4,1 bi dá pra quitar tudo em três anos…sei não… com a economia dos EEUU enrolada como está… açoes caindo… sei não… Uma lástima isto…

  5. Pode muito bem ter sido falha na gestão, mas as aventuras em busca do petróleo sagrado, na última década, alimentaram uma inflação galopante nos preços dos combustíveis. Ao mesmo tempo em que Shell, Chevron, Texaco, e entre outros, asseguraram seus fornecedores, a instabilidade política resultante fez e ainda se faz refletir no barril, pois economia condiciona a política, mas o reverso também é verdadeiro.

    A situação não parece que vai melhorar (invasão do Irã está aí, na agulha), os combustíveis vão aumentar ainda mais, e como vai ficar?

    ——————————————————–
    Fica a dica: não comprem ações da AA, aproveitando a baixa! Podem baixar ainda mais, e isso daria fôlego pra uma empresa que, conforme contam, é uma para o Sul e outra para o Norte. Vamos deixá-los arcar com as consequências da má-administração e da arrogância, quem sabe, não vai ser uma oportunidade pras empresas brasileiras do setor crescerem?

  6. Quem quer perder dinheiro é só investir em ações de companhias aéreas. =/

    []'s

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