Um dos Boeing 707 utilizados pela Força Aérea Angolana para transporte de autoridades.

A Presidência da República de Angola colocou à venda através de leilão seus três aviões Boeing, modelos 707-300 e 700-200, que atualmente estão parados no Terminal Aéreo Militar, em Luanda.

Segundo o ‘Jornal de Angola’ na sua edição impressa de sexta-feira, dia 17 de maio, o Ministério das Finanças publicou uma nota em que anuncia a criação de uma comissão técnica para conduzir o processo de venda que deu um prazo de dez dias (fechado no dia 13), “para as entidades públicas e privadas nacionais ou estrangeiras que tenham qualquer relação jurídica sobre os aviões, nomeadamente a titularidade sobre a propriedade, direitos relativos a seguros, hipotecas, penhoras, garantias, taxas e alguma ação judicial ou outras obrigações que onerem o Estado angolano, no sentido de apresentarem as suas reclamações”.

A nota refere que em dezembro passado, num despacho, o presidente João Lourenço aprovou o “procedimento de alienação das três aeronaves” e delegou ao ministro das Finanças, Archer Mangueira, a competência para conduzir a venda.

“O ministro das Finanças deve assumir a responsabilidade da operação de abate e venda dos aviões fabricados pela Boeing no final da década de 1970 e encontram-se parados no Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro, em Luanda, há mais de dez anos em virtude da sua inoperância”, de acordo com o mesmo despacho, com data de 5 de dezembro de 2018.

De acordo com o documento, dois aviões, conhecidos como Pelicano-1 e Pelicano-2, foram utilizados pelo ex-Presidente da República, José Eduardo dos Santos. Em 2016, o Governo tinha aprovado a venda de outras cinco aeronaves de propriedade pública, que se encontravam avariadas no Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro, tendo avançado para a contratação de uma empresa para garantir o transporte aéreo de dirigentes, funcionários e representantes do Estado entre províncias.

Em causa, salienta a nota, esteve então o processo de alienação de três aeronaves de pequeno porte Beechcraft 1900 e duas do tipo Twin Otter, ligadas ao Ministério da Administração do Território e que, quando estavam operacionais, garantiam o Serviço Aéreo Institucional.

Acrescenta que, no dia 23 de Junho de 2016, o Ministério da Administração do Território anunciou que o plano de renovação da frota aérea do Estado estava formalmente suspenso, devido às restrições financeiras do país.

O plano, que consta de um programa global do Ministério da Administração do Território para o período 2015-2025, aprovado por despacho presidencial de Dezembro de 2015, estava avaliado em 96,5 milhões de euros, ao câmbio daquela data e previa a aquisição de seis novas aeronaves e a venda de nove atualmente em uso no Serviço Aéreo Institucional para todo o país.


Fonte: Agência de Notícias Angop – Edição: Cavok

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    • Este 707 não passou direto do Egito para Israel, ele foi comprado e convertido pela Omega Air que presta serviço REVO. Mas. Voou pouco tempo pela Omega e em 2010 foi adquirido por Israel, pois tinha muitas horas disponíveis.