A Guatemala encomendou dois treinadores IA-63 Pampa III, tornando-se o primeiro cliente de exportação para esta recente versão. Um acordo inicial também foi assinado com a Bolívia, que pode comprar outras três unidades. (Foto: FAdeA)

O Ministério da Defesa da Argentina informou hoje que a Fábrica Argentina de Aviones Brig. San Martín (FAdeA) exportará, pela primeira vez em sua história, duas aeronaves Pampa III para a República da Guatemala.

A primeira venda internacional dessas aeronaves fabricadas domesticamente está avaliada em US$ 28 milhões e incluirá serviços de treinamento e manutenção.

A operação faz parte de um acordo assinado em Olivos, na presença dos presidentes da Argentina e da Guatemala e de altos funcionários dos dois países.

O presidente argentino Mauricio Macri (esquerda) e o presidente guatemalteco Jimmy Morales durante a venda de 2 aviões Pampa III para a Guatemala, em Buenos Aires.

As aeronaves, que serão utilizadas no treinamento de pilotos e controle de fronteiras do país centro-americano, são idênticas às atualmente utilizadas pela Força Aérea Argentina (FAA) e serão entregues antes do final deste ano.

Após a venda do Pampa III, Aguad disse que “as expectativas desta etapa foram superadas” e disse que está “orgulhoso de ter conseguido cumprir um dos objetivos estabelecidos pelo governo nacional, que era começar a otimizar os recursos do Pampa, para que as empresas nacionais possam começar a ser eficientes e auto-sustentáveis ?”.

“O esforço, o trabalho, o treinamento e a otimização dos recursos que nos permitiram começar a percorrer este caminho que hoje nos deixa orgulhosos”, disse o ministro.

Por sua parte, o presidente da FAdeA, Antonio Beltramone, disse: “Esta venda é um marco histórico para o nosso país. A FAdeA volta a ser um exportador de tecnologia de altíssima complexidade, demonstrando a grande capacidade que nós argentinos possuímos.”

Além disso, ele disse que a reativação da FAdeA e a gestão de novos negócios “foi um processo muito complexo que exigiu um grande esforço”.

“Este é apenas o começo. Continuamos trabalhando para gerar mais vendas”, acrescentou Beltramone, que lembrou que foi o ministro da Defesa Aguad quem o selecionou para recuperar a fábrica.

“Parecia um sonho alcançá-lo em pouco tempo, mas graças àqueles que a cada dia estão comprometidos com responsabilidade com essa empresa, podemos retornar seu futuro”, concluiu.

Linha de produção do Pampa III na FAdeA.

Nos últimos anos, a FAdeA realizou uma das reestruturações mais ambiciosas do grupo de empresas estatais, o que lhe permitiu reverter a situação adversa que vivenciava em 2015 e que gerenciou com base em três pilares estratégicos: estabilização, reativação da produção e geração de novos clientes.

Após um processo profundo que envolveu todas as áreas, a empresa conseguiu equilibrar suas capacidades, aumentando suas taxas de eficiência e produtividade.

Ao mesmo tempo, através de controles e sistemas de gestão de fornecedores, os custos operacionais foram reduzidos e a dívida histórica acumulada foi consideravelmente reduzida, enquanto todos os compromissos assumidos com os clientes foram cumpridos.

Nesse contexto, destacam-se a certificação e entrega à Força Aérea Argentina de três aeronaves Pampa III – após dez anos sem entregar novas aeronaves -, ao mesmo tempo que ocorre no aumento de 10% no uso de componentes nacionais na produção.

Em relação à geração de clientes, a FAdeA alcançou um recorde histórico no volume de novos negócios fora do Estado argentino: em 2018, 14% de suas receitas foram de clientes estrangeiros, número inédito para a empresa, que em 2015 obteve apenas 2% renda fora do Estado.

Para 2019, espera-se um novo recorde, com faturamento de 25% para terceiros, graças à certificação de novas capacidades e ao fechamento de contratos ligados à manutenção da aviação comercial, à produção de aerogeradores e à exportação do Pampa III. e outros negócios inéditos da empresa, com alto potencial de crescimento.

Em 17 de julho de 2018, a FAdeA recebeu o documento de aprovação para a nova versão da aeronave Pampa III, concedida pela Direção Geral de Aeronavegabilidade Militar Conjunta (DIGAMC), certificando assim a conclusão do processo de certificação da aeronave.

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2 COMENTÁRIOS

  1. Espero que a FAdeA volte a ser o que foi a decadas atras e a FAA tambem volte a se reerguer. É um processo demorado e depende tambem de uma recuperaçao economica que a muito nao acontece para los hermanos.
    E queiram ou nao, a FAA foi um dos motivos para que a FAB tivesse um parque aeronautico mais atualizado e ativo por anos.

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