Brasil, Chile, Paraguai e o Uruguai foram os países com os quais a Argentina e o Reino Unido negociaram a abertura de vôos para o arquipélago, através das companhias aéreas desses países e com o “espírito de propor ações positivas em questões de interesse comum“.

A rota, que ainda deve ser confirmada, consistiria em um voo semanal desses quatro países. Atualmente, o único voo para as ilhas da América do Sul é realizado pela empresa chilena LAN e sai de Punta Arenas (Chile) todos os sábados, enquanto uma vez por mês esse vôo faz uma parada e eleva passageiros no sul de Río Gallegos (Argentina), num sistema similar ao proposto para novos voos e que está em operação desde 1999.

Em dezembro de 2016, a Argentina e os Estados Unidos chegaram ao princípio do acordo para propor os novos voos, embora nessas reuniões apenas o Brasil e o Chile fossem indicados como países receptores, enquanto agora o Paraguai e o Uruguai também seriam incluídos.

A possível nova conexão aérea permitirá um contato mais fluido com as ilhas, contribuindo para gerar um clima de confiança e proximidade com seus habitantes, sendo esta uma das maneiras que nos permitem alcançar um maior diálogo e compreensão entre o continente e o território insular das Ilhas Malvinas“.

Os voos para as Falklands oriundos da América do Sul são uma questão sensível para a Argentina, cujo governo mostrou em 2017 sua “preocupação” porque a Real Força Aérea Britânica fez vôos entre os aeroportos brasileiros e uma base aérea nas Ilhas.

O ministro das Relações Exteriores argentino, Jorge Faurie, também assegurou em 2017 que o diálogo com o Reino Unido para as ilhas Malvinas “está avançando” e que ambos os países falaram de “enriquecer o relacionamento” que os une, um caminho que é possível enquanto não é discuta a soberania do arquipélago.


FONTE: Montevideo Portal

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6 COMENTÁRIOS

  1. Não entendo qual seria o objetivo da Argentina em apoiar qualquer medida que beneficiasse as Malvinas?

    • Macri está sendo pragmático e está jogando o (risível) pleito argentino pelas Falklands para onde ele deve permanecer ou seja, no campo da retórica, certamente buscando melhorar as suas relações com o Reino Unido. Trata-se de uma postura diferente e bem mais produtiva que a adotada pela beiçola corrupta e futura presidiária Cristina Kirchner, que partiu para o confronto com os britânicos chegando ao cúmulo de praticar "Stalking" contra o então Primeiro Ministro britânico David Cameron na ONU.

    • Verdade, melhor ficar só chorando e reclamando… e perto das eleições e em momento de crise, usar o velho e bom jargão de que a "Las Malvinas son nuestras".

  2. A Argentina erra em insistir nesse assunto.

    São águas passadas, página virada.

    Eles não têm o poder bélico e econômico da China, que recebeu Hong Kong do Reino Unido de "graça".

    Melhor construir estaleiros para consertar as plataformas de petróleo britânicas, promover o turismo entre os ingleses, e vida que segue …

    • Melhor é reforçar o que restou do territorio , fortalecer o estado , controlar a imigração para areas pouco povoadas , fiscalizar as reservas naturais ( inclusive auto mar) do que ainda esta na mão deles .
      Eles tem um territorio grande , um população pequena e que não da sinais que va aumentar e um estado cambaleante … junte a isso grandes reservas de recursos naturais e voce tem uma receita para um desastre no medio e longo prazo

    • Concordo, mas como fica o discurso populista que tanto encanta os latinos americanos?
      Nós brasileiros, não ficamos muito atrás.

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