Com a exceção da compra de 5 aeronaves Super Etendard e material para o G20, o governo decidiu suspender os contratos com a França, Israel, China e Suécia.

Em meio a restrições orçamentárias e um plano de cortes de gastos de todo o governo, o governo ordenou a suspensão para este ano todas as compras de equipamento militar. Mas o Ministério da Defesa foi liberado apenas para comprar equipamento militar para a segurança operacional para a cúpula dos presidentes do G20, a ser realizada em novembro e em Buenos Aires.

O plano de austeridade chegou às portas das Forças Armadas e se fará sentir“, disse um alto funcionário da Casa Rosada. Desta forma, ele confirmou que o presidente Mauricio Macri suspendeu todos os contratos e pagamentos para a compra de equipamentos militares do exterior.

A única exceção foi a resolução 962/2018 que autorizou o pagamento de € 12 milhões à França relativo a compra dos cinco Super Etendard porque este era um compromisso acordado com o presidente francês Emanuel Macron em janeiro passado.

Entretanto, além dessa exceção, não haverá até o próximo ano novos pagamentos ou compra de material para as Forças Armadas. O corte de despesas e a compra de equipamentos militares atingirão os contratos fechados com a França, a China, a Suécia e Israel.

O trabalho de busca ao submarino ARA San Juan não serão afetados, com orçamento garantido, assim como o material necessário para o G20, mas desde que não envolva valores exorbitantes. O resto pode esperar.

Entre os equipamentos aprovados para a cúpula do G20 está o material necessário para detectar agentes biológicos e acessórios para as equipes. Mísseis de defesa aérea de baixa altitude SAAB RBS-70NG também foram autorizados.

A atualização de uns poucos caças A-4AR Fightinghawk também será mantida.

A França fornecerá cinco caças Super Étendard Modernizados (SEM) para a Argentina.

Com este aperto, o acordo com a China para a compra de 108 veículos 8×8 de apoio militar ao Exército no valor de US$ 30 milhões foi para o espaço. Já os suecos não sabem se vão fornecer o RBS-70NG para todo o pedido inicial ou se somente para o G20.

A Marinha argentina também foi afetada e a compra de quatro navios OPV (Offshore Patrol Vessel) Gowind da França no valor de € 300 milhões fez água.

O governo argentino parou a compra dos 14 caças-bombardeiros Kfir de Israel. O acordo já estava em vias de finalização.

Vários funcionários e fontes qualificadas das três forças armadas admitiram que é preocupante a falta de manutenção de algumas bases militares; cortes nas operações e treinamentos militares; cortes no sistema de saúde e falta de atualização nos uniformes de algumas forças.

A isso se soma um polêmico acordo. O governo transferiu gratuitamente a base aérea de Moreno para uma empresa privada, o que gerou muito desconforto dentro das Forças Armadas.


FONTE: Infobae

34 COMENTÁRIOS

  1. Se tem uma coisa boa no google é que os dados estão ai pra quem quiser pesquisar, então que as ex-forças armadas da argentina aceite que na melhor das hipóteses ficarão 20, 30 ou mais anos na sucata com um poderio bélico pífio, na pior as hipóteses ficarão no nível Uruguai ou Paraguai de defesa. Só para basear o que digo é só ver a historia de investimentos e capacidade bélica do último pais a América do Sul(vulgo nós) que pegou 30 bilhões de dólares do FMI, agora para pagar essa dívida vende-se todo o patrimônio estratégico que sobrou, fere-se de morte a industria nacional, corta-se todos os ganhos sociais e aí vai. Já dizia atrás de seus óculos fundo e garrafa um médico cardiologista careca e barbudo, tido como lunático e nacionalista (pró estatais petrobras, vale, furnas) naquela época liberalismo era uma farsa e que não existia essa de estado mínimo ou máximo o que existe é um estado necessário, soberano, com o poder estatal sobre todas as fontes de energia, bem como forças armadas tecnologicamente aparelhada inclusive com a expertise atômica, e para não gerar mais um debate de coxinhas, mortadelas e minions, Dr. Enéas Carneiro respondeu ao ser indagado que não era de direita, nem de esquerda nem de centro era um patriota. O próximo passo será fechar bases, cortar o dinheiro do combustível e até do bandejão .

  2. Na adversidade que se encontra as respostas para fazer um país, organização ou empresa despontar dos demais que fazem sempre o mesmo. Os militares argentinos (assim como os nossos) poderiam nisso ver formas de racionalizar recursos desnecessarios (sempre tem) e ter FAs menores, mais enxutas e ageis. Um país como a Argentina que tem graves problemas macro e micro-economicos não vai "arrumar a casa" em um governo, onde mesmo que esse tenha boas intenções (como o atual).
    Vamos pegar o exemplo nacional: maior dispendio de nossas FAs são as eternas e infames aposentadorias e pensões, sustentadas pelo povo. Certamente com uma reforma previdenciária de nossas FAs teriamos algo muito mais proximo do que gostariamos em meios e habilidade do que temos hj sem precisar alterar muito o orçamento delas. Outro ponto, será que em pleno seculo XXI precisamos de alistamento obrigatorio?

    Enfim, não vamos rir da situação argentina, pois dependendo de quem ganhar as eleições esse ano aqui, situação bem pior tanto o Brasil como suas FAs terão?.

  3. Mas se você perguntar aos argentinos, muitos responderão que ainda têem capacidade militar de derrotar a Inglaterra!

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