O Exército da Guatemala confirmou que aviões Pampa III adquiridos não podem abater os aviões a serviço do narcotráfico.

Inicialmente o Exército da Guatemala disse que os dois jatos Pampa III adquiridos da Argentina foram comprados para combater o narcotráfico que reina na região. No entanto, o Exército agora confirma que os aviões não são capazes de abater os “narco-aviões” por não estarem armados.

Além disso, o Vice-Ministro da Defesa, Jorge Ortiz, disse no Congresso que o país não será capaz de abater aeronaves do crime organizado. Apesar disso, ele disse que poderá colocar mísseis e várias armas para o combate, mas que no momento a compra dos aviões não contempla armas incluídas.

Os dois Pampa III foram adquiridos pela Guatemala a um custo de US$ 28 milhões. No entanto, o Controlador Geral de Contas já havia antecipado que essa compra não é legal, uma vez que os mecanismos estabelecidos na Lei Contratante não foram utilizados.

No entanto, o Vice-Ministro explicou que o acordo assinado com a Argentina foi modificado um mês antes para que a referida “aquisição” pudesse ser realizada.


Com informações de Soy502.com  


Dica do Amigo Rodrigo Riedel Ghigonetto. Obrigado! 😉

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23 COMENTÁRIOS

  1. Essas lixeiras voadoras não tem canhão orgânico? No mínimo suspeita essa compra, não há lógica.

    • Se não me falha a memoria tem um DEFA 554 o mesmo dos Dassault Mirage.

  2. Ué.. Mas o que está no contrato?
    Acredito que até o canhão (se é que esse troço tem..) tem que estar descrito no contrato.
    Uma vez lido e assinado não há o que reclamar.
    Além do que, armamento geralmente é vendido a parte, mas sabe-se lá o que está por trás dessa tramoia..

  3. É por isso que o Super Tucano tem sido um sucesso de venda, já vem equipado com metralhadoras e pronto para atuar contra os aviões de narcotráfico!

  4. Aquele momento vergonha alheia.

    Dois problemas: traficantes usam aeronaves leves que possuem velocidade de stall muito baixa. Quanto perseguidos, voam baixo e lento para tentar escapar.

    O Defa 554 30 mm não é arma adequada para essa missão. É muito apreciado contra blindados para ataque ao solo. O objetivo é forçar o pouso e não despedaçar a aeronave com as provas.

    • Pra quem ainda não assistiu, aconselho ver o filme "Feito na América" com Tom Cruise, baseado em fatos reais, nele mostra muito bem esta situação do traficante em turboprop e os "homi" em jato.

  5. Lembrando que a Argentina acabou de oferecer estes Pampa para a Índia, lá eles seria usado com treinador avançado, o chefe da IAF está na Rússia está semana testando o YAK-130…

  6. A Argentina aprendeu bem com a indústria automobilística brasileira, vendeu o Pampa III pé-de-boi pra Guatemala,

  7. Plataforma mais indicada para vigilância de espaço aéreo é turbo-hélice, não tem pra onde correr!! Tucano, Super Tucano, T-6 Texan, Pucará, KAI KT-1…. Os Pampas poderiam colaborar melhor, na esfera das atividades anti-narcotráfico, operando em altitude e utilizando PODs de vigilância, etc. Interceptando e abatendo, já fica mais complicado…

    Bom dia a todos!

  8. Não acho que seja um avião tão ruim assim não, ele tem asa alta e reta… Não achei a velocidade de estol mas deve ser bem baixa.

    Até acho bonitinho e por um preço justo deve ser uma boa ideia para países pequenos e sem orçamento, agora… Se tem maracutaia no negócio, aí já são outros quinhentos.

      • Eduardo, um monomotor carregado com meia tonelada de contrabando dificilmente poderia escapar, por mais manobrável que seja… Ademais a ideia é só forçar o pouso ou derrubar em casos estremos.

        • Pagaram 14 milhões a unidade por uma aeronave pelada. E o suporte vai ser da Fadea. Imaginamos como será.

          Um turboélice tem hora de vôo menor e faz melhor o serviço.

          A Guatemala usava o A37 na tarefa, o Pampa vai fazê-la TB. A questão é a eficiência.

  9. Críticas infundadas e injustas: ninguém impede o piloto guatemalteco-teco de abrir o canopi e sentar bala no alvo.

    • Já há estudos para uma versão avançada na qual o copiloto terá uma portinhola para usar o 38tao ou jogar pedras.

      • Ou talvez uma adaptação no canopy para que o copiloto atue como artilheiro acionando, quando necessário, uma metralhadora externa como nos Stukas, por exemplo.

  10. Achei engraçado o ministro falar que é "só colocar mísseis" sendo que até onde eu sei não tem qualquer míssil homologado pro Pampa III, apenas foguetes sem guiamento qualquer de uso ar-superfície. Quer dizer, ele acha que é só comprar um IRIS-T, aparafusar e sair usando, e é ministro da Defesa o caboclo.

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