Os combatentes da OTAN continuam ocupados no Báltico, respondendo aos provocativos voos da Força Aérea russa.

Os pilotos russos adotaram de vez a tática de “cortar caminho” e estão cada vez mais ousados com as fronteiras do espaço aéreo da OTAN enquanto eles transitam da Rússia para o enclave de Kaliningrad Oblast ou enquanto se exercitam no Báltico.

Para ilustrar os altos níveis da atividade russa recente, os alertas OTAN QRA (Quick Reaction Alert – Alerta de Reação Rápida) na missão Báltico de Policiamento Aéreo foram de 46 em 2013 para 138 em 2014 e alcançaram 153 em 2015. Os caças da OTAN subiram 130 vezes em 2017 e 85 em novembro de 2018, incluindo 12 pares de F-16 e 16 Typhoons da Luftwaffe desde que assumiram os compromissos rotativos na Lituânia e na Estônia em agosto.

Desde a invasão da Rússia ao leste da Ucrânia em 2014, a OTAN adotou um novo Plano de Ação de Prontidão (Readiness Action Plan – RAP) que visa assegurar que a Aliança esteja pronta para responder rápida e firmemente a novos desafios de segurança em suas fronteiras. A chave para isso é um aumento da presença militar ao longo das fronteiras da Aliança para tranqüilizar os aliados e deter potenciais agressores. Em particular, a OTAN montou o que chama de “presença avançada reforçada” perto da fronteira ocidental da Rússia, nos Estados Bálticos e na Polônia.

A atividade de patrulha dos navios da OTAN foi aumentada no Mar Báltico, enquanto em terra mais de 4.500 soldados foram posicionados em um grupo de batalha liderado pelos EUA na Polônia, um grupo liderado pelos alemães na Lituânia, um grupo liderado pelos britânicos na Estônia e uma formação liderada pelo Canadá na Letónia.

No ar, o compromisso de longa data de policiamento aéreo do Báltico da OTAN foi discretamente duplicado, e o posicionamento rotacional do QRA na Lituânia foi aumentado por uma segunda implantação na Estônia. Normalmente, quatro caças são implantados em cada base, onde dois são mantidos em QRA, prontos para decolar para garantir e proteger a integridade do espaço aéreo da OTAN. Durante os meses de verão, um segundo desdobramento é enviado.

A missão do Policiamento Aéreo Báltico começou originalmente em março de 2004, quando os Estados Bálticos aderiram à OTAN, porque os membros da Aliança que não possuem uma capacidade própria de policiamento aéreo podem ser assistidos por outros membros da OTAN, operando no princípio da defesa coletiva que sustenta a Aliança. Existem acordos formais para assegurar que um nível padrão de segurança do espaço aéreo seja mantido.

Embora os Estados Bálticos (como a Albânia, Islândia, Luxemburgo e Eslovênia) não tenham seus próprios aviões de caça, eles contribuem para o custo dos desdobramentos aliados, e seus sistemas nacionais de vigilância aérea e de gerenciamento de tráfego aéreo são usados.

A missão é levada a cabo ao abrigo do Sistema Integrado de Defesa Aérea e de Mísseis da OTAN, sob a supervisão do Comando Aéreo Aliado. As missões de Policiamento Aéreo Báltico são executadas pelo Centro de Operações Aéreas Combinadas em Uedem, Alemanha, que coordena todos os QRA.

As aeronaves QRA são enviadas em resposta a intrusões em potenciais no espaço aéreo aliado, ou quando aeronaves militares ou civis estão em perigo ou não seguem as regulamentações internacionais de voo, não se identificando adequadamente, não se comunicando com controle de tráfego aéreo ou não apresentando planos de vôo.


FONTE: AINonline

5 COMENTÁRIOS

  1. A promessa da OTAN(Estados Unidos) com o fim da União Soviética era nunca chegar próximo às fronteiras russas e a promessa nao foi cumprida. Algumas ex- republicas sovieticas que faziam parte da extinta União Soviética hoje são membros da OTAN. A Russia que tem uma forte influência na Europa se sentiu ameaçada e isolada.A sua reação é corretíssima.

    • A questão Luiz é que não foram os EUA que chegaram perto das fronteiras russas mas sim esses países, que saíram de 45 anos de brutal ocupação russo/soviética, que solicitaram seu ingresso na OTAN. E as únicas ex-repúblicas soviéticas hoje membros da aliança são os Estados Bálticos, que por sinal foram os primeiros a se tornar independentes ainda em 1990.

  2. Os Russos pensam a mesma coisa da OTAN , ou seja a atividade da OTAN continua alta na fronteira Russa , no geral e mais do mesmo , " um xinga de ca, outro ameaça de lá" e o tempo vai passando….
    Perigoso mesmo esta no Mar Negro , Ucrânia exaltada, acreditando na mãozinha do Ocidente contra a Rússia , e esta exaltada querendo ditar as regras em mar alheio…. Qualquer coisinha a coisa fica feia naquela região, Poroshenko já vai perder a eleição mesmo , então tanto faz uma guerra ou não…