A nave Atlantis pousou no Cabo Canaveral às 5h57 horário local (6h57 horário de Brasília) encerrando o programa das Space Shuttle da NASA. (Foto: NASA)

Às 5:57 horário local (6:57 horário de Brasília), o ônibus espacial Atlantis aterrissou pela última vez no Kennedy Space Center da NASA, após 200 órbitas ao redor da Terra e uma jornada de mais de 5 milhões de milhas durante a missão STS-135. Foi o 25º pouso noturno, o 78º pouso no Kennedy Space Center e o 133º pouso dos ônibus espaciais da história.

A nave Atlantis deu 200 voltas em órbita da Terra nos últimos 13 dias da missão STS-135. (Foto: NASA)

A Atlantis, com seu pouso, encerrou a história do programa dos ônibus espaciais da NASA, após uma missão que durou 12 dias, 18 horas, 28 minutos e 50 segundos, realizando 200 voltas ao redor do planeta Terra.

Uma foto montagem com diversos momentos da space shuttle Atlantis.

A tripulação da missão STS-135 estava composta pelo Comandante Chris Ferguson, pelo piloto Doug Hurley, e os especialistas da missão Sandra Magnus e Walheim Rex. Na missão foi entregue mais de 9.400 quilos de peças de reposição, equipamentos de reposição e outros suprimentos junto ao módulo de logística multi-propósito Raffaello – incluindo 2.677 libras de comida – que sustentará as operações da estação espacial internacional (ISS) até o próximo ano. Os 21 pés de comprimento, com 15 pés de diâmetro do Raffaello trouxe de volta cerca 5.700 libras de materiais desnecessários da estação.

A Atlantis encerrou um programa de 135 missões em quase 30 anos do programa da NASA. (Foto: NASA)

Desde que a missão STS-1 foi lançada em 12 de abril de 1981, 355 astronautas de 16 países voaram 852 vezes a bordo dos ônibus espaciais. Os cinco ônibus viajaram mais de 542 milhões de milhas e realizaram mais de 2.000 experiências nos campos das ciências da Terra, astronomia, biológicas e de materiais. Os ônibus foram acoplado nas duas estações espaciais, a russa Mir e na Estação Espacial Internacional (ISS). Os ônibus levaram 180 cargas, incluindo satélites, retornando 52 cargas vindas do espaço e recuperados, reparadas e reenviadas por sete naves espaciais.

No total de sua vida operacional, a Atlantis passou 307 dias no espaço. (Foto: NASA)

A missão STS-135 foi o 33º e último vôo para a Atlantis, que passou um total de 307 dias no espaço, orbitando a Terra 4.848 vezes e viajando 125.935.769 milhas.

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10 COMENTÁRIOS

  1. Farewell Atlantis.

    Fechou a jornada dos Onibus Espaciais com belísssimas imagens. Cada lançamento, um marco. As tragédias da Chalenger e Columbia. O protótipo Enterprise que nunca foi para o espaço. Dezenas de filmes se baseando nessa aeronave…. E agora, voltando para as cápsulas. Que seja apenas um intervalo (não muito longo), até uma nova geração de naves reutilizáveis, mais seguras e econômicas, voltem a voar.

    []'s

  2. Acho que o futuro só permitirá operações conjuntas dos países. Não acredito nem na China tomando parte sozinha em missões além de uma visita à Lua em um futuro ainda distante. Essa brincadeira é muito cara.

  3. A partir de agora, todos ficam na mão dos Russos… Com tecnologia ultrapassada, porém considerada confiável, a Rússia, mais uma vez, toma a dianteira da corrida espacial.

    Vamos ver até quando!!!

  4. Para quem, como eu, assistiu ao lançamento da Columbia, é um marco. Sempre lamentei que o protótipo de testes se chamasse Enterprise, evitando que o primeiro ônibus no espaço tivesse esse nome (um erro que os Trekkers que motivaram a escolha do nome, à época, lamentaram). Como Trekker, foi decepcionante. Se mantiverem na NASA a mesma proposta das Marinhas, espero que a nova nave reutilizável, quando surgir, seja uma Enterprise efetiva no espaço e não o protótipo atmosférico.

  5. O grande argumento para a utilização dos ônibus espaciais era que ele, ao serem reutilizávieis baixariam o custo das viagens espaciais. Na prática mostrou-se o oposto, pois o complexo procedimento de manutenção das naves após cada missão acabou encarecendo os vôos. Hoje a Nasa vai retornar ao esquema de utilização de naves descartáveis, semelhante a utilizada no programa Apolo.

  6. Isso demonstra que muitas vezes a simplicidade acaba sendo a melhor solução, do que a sofisticação.

  7. Como sempre em termos financeiros, gastos totais custaram quase US$ 300 bilhões, enquanto a Rússia teve no mesmo tempo algo em torno de US$ 60 bilhões.

    Americano é sempre perdulário, não consegue ser humilde, trabalhar bem gastando pouco.

    Do ponto de vista histórico foi uma maravilha da tecnologia, apesar das perdas humanas.

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