Aeronave remotamente pilotada MQ-9B SkyGuardian nas cores da Real Força Aérea Australiana (RAAF).

O governo australiano selecionou o General Atomics MQ-9B SkyGuardian para seu programa de US$ 1,3 bilhão que fornecerá um sistema de aeronaves remotamente pilotadas e armadas (RPA) para a Força de Defesa Australiana (ADF).

O MQ-9B SkyGuardian é uma variante do MQ-9A Reaper/Predator B, desenvolvido pela empresa americana General Atomics Aeronautical Systems, Inc. (GA-ASI), a fim de torná-lo compatível com os regulamentos de voo para operação no espaço aéreo civil. A aeronave era anteriormente chamada Certifiable Predator B.

Em novembro do ano passado, o governo australiano nomeou a GA-ASI para fornecer o sistema RPA armado no Project Air 7003, com o MQ-9A ou o avançado MQ-9B a ser selecionado posteriormente. A próxima fase do programa se concentrará no desenvolvimento da proposta de aquisição do MQ-9B, programada para consideração do governo em 2021-22. O ADF espera receber a primeira aeronave no início dos anos 2020.

A ministra da Defesa, Linda Reynolds, disse que este projeto entregará o primeiro sistema de aeronaves pilotadas remotamente, de longo alcance e média altitude (MALE) da Austrália.

“A tecnologia de ponta desse tipo, com sensores e sistemas avançados, complementaria aeronaves avançadas como o F-35 Joint Strike Fighter e garantiria que a Força de Defesa Australiana mantivesse capacidade de ponta”, disse o ministro Reynolds.

A ministra da Indústria da Defesa, Melissa Price, incentivou a indústria australiana a se envolver nesse projeto de bilhões de dólares.

“As empresas locais que fornecem uma variedade de recursos inovadores de sensor, comunicação, fabricação e suporte ao ciclo de vida terão a oportunidade de mostrar suas capacidades durante todo esse processo de desenvolvimento”, disse a ministra Price. “As indústrias de defesa australianas são de classe mundial e estão extremamente bem posicionadas para se envolver em projetos como esse”.

A GA-ASI anunciou sua intenção de oferecer um RPA MALE para a ADF durante o AVALON 2017 com o lançamento do Team Reaper Australia, um grupo robusto de parceiros da indústria australiana. Atualmente, a equipe é composta por dez empresas australianas de classe mundial que fornecem uma variedade de recursos inovadores de sensor, comunicação, fabricação e suporte ao ciclo de vida, incluindo a Cobham (parceiro líder da indústria), CAE, Raytheon, Flight Data Systems, TAE Aerospace, Quickstep, AirSpeed, Collins Aerospace, Ultra e SentientVision.

O MQ-9B foi construído desde o início para atender aos padrões globais de aeronavegabilidade, incluindo os requisitos de aeronavegabilidade da NATO STANAG 4671. Foram feitas atualizações de hardware e software, como melhor fadiga estrutural e tolerância a danos e software de controle de vôo mais robusto, além de aprimoramentos que permitem operações em condições climáticas adversas, incluindo condições de congelamento. Além disso, a aeronave foi projetada para sobreviver a ataques de pássaros e raios.

O MQ-9B é altamente modular e é facilmente configurado com uma variedade de cargas úteis para atender aos requisitos da missão. A aeronave é capaz de transportar várias cargas úteis da missão e inclui um sistema avançado de detecção e prevenção (DAA), incluindo espaço, peso e provisões de energia para permitir a adaptação de um radar embarcado para operação em espaço aéreo não cooperativo. O sistema RPA também inclui uma estação de controle de solo totalmente redesenhada e modernizada, com 4 estações da tripulação.

A versão armada do SkyGuardian poderá transportar munições guiadas com precisão (PGMs) e mísseis ar-terra (AGMs). O SeaGuardian é uma versão proposta do SkyGuardian, mas também equipada com radar de pesquisa por superfície marítima Multimode 360 ??e sistema de identificação automática (AIS).

A Royal Air Force (RAF) do Reino Unido está adquirindo o MQ-9B como parte de seu programa Protector RG Mk1 e está programada para receber a primeira aeronave no início dos anos 2020. O governo da Bélgica aprovou o início das negociações para aquisição do MQ-9B para atender aos requisitos de RPA do país.

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3 COMENTÁRIOS

  1. Caros senhores,

    Em minha opinião, vejo aí a solução para nossa Gloriosa Marinha de Guerra do Brasil em termos de vigilância de longa distância.

    Também penso ser a mesma solução para a FAB, caso ela ainda continue com a tarefa de vigilância armada de longa distância.

    Em ambos os casos, não estou pregando, que as respectivas forças limitem-se apenas a aeronaves remotas, antes, eu digo que seja está a solução em termos de multiplicação de forças.

    CM

    • Eu concordo com vc, já que o futuro serão os drones de combate, a vigilância da Amazônia podia ser feita por eles já que tem autonomia longa e equipado com mísseis e metralhadoras leves podem muito bem interceptar aeronaves de pequeno porte do tráfico por exemplo e abate -los.

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