Um par de jatos de guerra eletrônica EA-18G Growler em rota para o Australian Air Show em Avalon. (Foto: Australian MoD)

Chegou hoje em Avalon, na Austrália, o primeiro par de jatos de guerra eletrônica EA-18G Growler destinados para Real Força Aérea Australiana (RAAF). As aeronaves EA-18G Growler pousaram e vão estreiar no Australian International Airshow que ocorre em Avalon durante essa semana.

A chegada das duas aeronaves EA-18G em Avalon. (Fotos: Australian MoD)

Os dois jatos de combate fabricados pela Boeing haviam decolado da Estação Aérea Naval Whidbey Island nos Estados Unidos, e ao chegar foram recepcionados pela Ministra da Defesa da Austrália, Senadora Marise Payne, que congratulou os pilotos que trouxeram os primeiros aviões de guerra eletrônica EA-18G Growler para a Royal Australian Air Force.

A ministra Payne disse que o Growler é uma nova e potente capacidade para RAAF e um verdadeiro multiplicador de força.

Um dos EA-18G Growler taxia na pista de Avalon. (Foto: Australian MoD)

“O Growler pode tirar do ar sistemas eletrônicos militares, como radares, para proteger o pessoal e melhorar a consciência situacional”, disse a ministra Payne. “A Austrália é o único país fora dos Estados Unidos a possuir o EA-18G Growler e a sua chegada é um salto significativo na capacidade de guerra eletrônica conjunta da Austrália e introduz uma opção dedicada de ataque eletrônico”.

A Ministra de Defesa, Senadora Marise Payne é brifada sobre o EA-18G Growler pela tripulação da aeronave no 2017 Australian International Airshow. (Foto: Australian MoD)

A ministra Payne também anunciou hoje que a Austrália se associará com os Estados Unidos para desenvolver em conjunto uma próxima geração de jammer radar e de rádio para o Growler.

“Este é um investimento de US$ 250 milhões do governo Turnbull que será a prova da capacidade futura do Growler”, disse a ministra Payne. “Como esta é uma área em rápida evolução, vamos trabalhar em parceria com a Marinha dos Estados Unidos para desenvolver a próxima geração de capacidade jammer, o que garantirá que estas aeronaves permaneçam na vanguarda tecnológica ao longo de sua vida útil”.

O Chefe da Força Aérea, Marechal de Ar Leo Davies, disse que o Growler era uma parte vital da evolução da Força Aérea para uma futura Força Aérea de quinta geração.

“O Growler da EA-18G funcionará como parte da nossa força integrada e em rede, capaz de compartilhar informações de inteligência eletrônica, vigilância e reconhecimento com outras aeronaves, bem como com o Exército e a Marinha”, disse o Marechal Davies. “O Growler é poderoso e flexível. Ele pode realizar uma série de tarefas não-cinéticas, que vão desde bloqueio, até bloquear telas de radar e suprimir o sistema de defesa aérea de um adversário”.

A RAAF receberá 12 aeronaves EA-18G Growler. (Foto: RAAF)

A Austrália comprou 12 aviões EA-18G Growlers, que serão entregues ao Esquadrão 6 da RAAF, na Base da RAAF de Amberley, em Queensland, até meados de 2017.

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9 COMENTÁRIOS

  1. Aqui meus amigos que eu questiono até que ponto radares como o SABER-M60 ou M200 ou produtos equivalentes são de fato uteis em uma guerra moderna .Hoje o uso de contra medidas eletrônicas é cada vez mais comum e equipamentos mais simples (que não contam com tecnologia de ponta) estão fadados a obsolescência ( é jogar dinheiro fora) .

    • São equipamentos válidos no nosso cenário sul americano, não compramos equipamentos para fazer guerra contra potencias como Otan, Rússia ou China.

    • Discordo, não é por causa das contra medidas eletrônicas que se deve abandonar os radares, fora que são poucos países que possuem tal capacidade

  2. O Growler hoje atua onde existe a superioridade aérea. Em um cenário de grande ameaça com defesas anti-aéreas fortes acompanhadas de contra-contra-medidas e aviação de caça inimiga, ele precisaria de escolta. Além de ser um alvo valioso de ser encontrado TO.

    • Discordo do amigo.

      O Growler é projetado para atuar em ambiente contestado sim. Ademais, esta é a sua função: infiltrar em um ambiente contencioso, ou território inimigo auxiliando os demais vetores de ataque em sua missão. O conceito é utilizar uma aeronave de alta performance para 'levar guerra eletrônica' a qualquer lugar, além de ser capaz de acompanhar o Super Hornet e os futuros F-35C.

      Vale lembrar que o EA-18G também não é nenhum pato gordo, transporta armas anti-radiação (AGM-88 HARM) e mísseis ar-ar (AIM-120).

      • O F-35C na verdade não precisa de escolta eletrônica. Possui sua própria suite de EW de ataque. Vai operar conjuntamente com o EA-18G. Além da variante -B substituindo o EA-6B
        Prowler no USMC.

    • Creio que o amigo não entende bem a função do Growler e como fazem seu ataque eletrônico, além de o poderio eletrônico em si.

      As aeronaves ataque eletrônico limpam o caminho para aeronaves sem tal capacidade. Podem roubar dados inimigos durante o campo de batalha. São muito valiosos, e vão por muito tempo continuar voando por aí.

      Em um cenário com SAMs avançadas com alta capacidade ECCM, vetores como o Growler são mais essenciais ainda.

      • Compreendo sim, porém hoje a capacidade ECCM evolui da mesma forma para se contrapor a esse tipo de ameaça e também, para funcionarem, eles precisão se manter em voo, é aí que entra a aviação de caça inimiga. E não digo "inimigos" talibãs ou ISIS, falo de um conflito contra Rússia ou China por exemplo.

        • Há um pequeno erro aí. A capacidade ECCM não evolui hoje para se contrapor, sempre evoluiu.

          Não se esqueça, que tanto a Rússia quanto a China investem em vetores de EW, vide o Su-34 e J-16 respectivamente.

          Tenha uma coisa em mente, aviões como o EA-18G ou até mesmo o E-3 AWACS, não ficam expostos. Pelo ao contrário, expõem ameaças inimigas.

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