O novo jato comercial chinês C919 está próximo de realizar seu primeiro voo.

O avião de passageiros de grande porte C919 é uma aeronave comercial de curto e médio alcance cuja propriedade intelectual pertence à China. O avião já completou a instalação do seu sistema aerotransportado e foi submetido aos principais testes. A previsão é que seu primeiro voo poderá ser realizado ainda no primeiro semestre deste ano.

O design, a montagem integrada do sistema e outras tecnologias chave do C919 são desenvolvidas de forma independente pela China. O avião saiu em novembro de 2015 da linha de produção.

Ao receber a nossa entrevista, o vice-designer-chefe do C919, Zhou Guirong, disse que seu produtor, a Empresa de Aviões Comerciais da China (COMAC, na sigla em inglês) destaca quatro características do avião: segurança, proteção ambiental, conforto e economia.

“O consumo de combustíveis é 15% inferior ao dos principais aviões competitivos e a operação é 10% mais econômica face aos aviões da mesma série. O C919 tem muitas vantagens nos aspectos de segurança, proteção ambiental, conforto e economia. Utilizamos as mais novas tecnologias e padrões de desgaste internacionais.”

O membro da Comissão Consultiva Nacional para os Importantes Projetos de Aviões de Grande Porte da China, Wu Xingshi, disse que a pesquisa e a produção dos grandes aviões civis são uma importante força motriz para o desenvolvimento da economia e da ciência e tecnologia do país.

“Durante o desenvolvimento dos aviões de grande porte, a COMAC firmou parcerias com mais de 200 empresas e 57 universidades de 23 províncias e municípios do país. Além disso, o produtor ajudou 16 grandes empresas de produção de matérias e 57 empresas de produção de peças padrão a elevar suas capacidades tecnológicas e alcançar a qualidade para serem fornecedores da indústria aeronáutica internacional.”

Até agora, o número das encomendas do C919 atingiu 570. A China Eastern Airlines será a primeira empresa do mundo a usar o avião.

Responsáveis do Ministério da Indústria e Informatização da China revelaram que no futuro o país ainda vai envidar mais esforços na pesquisa de aeronave de fuselagem larga e impulsionar a industrialização de helicópteros, veículos aéreos não tripulados e aviões gerais.

Fonte: China Radio International

11 COMENTÁRIOS

  1. Das 570 encomendas citadas, só 99 são contratos firmados, o que ja é muito bom para um avião que ainda não voou.
    A China logicamente deseja exportações, mas sem exportar, só o mercado interno ja assegura a viabilidade do projeto.
    Usaram o que tem de melhor, vejam no desenho.
    https://encrypted-tbn0.gstatic.com/images?q=tbn:A

      • Para exportação não adianta tentar nacionalizar estes componentes americanos e europeus, eles são a referencia mundial, usados por todos os fabricantes que brigam pelo mercado como Boeing, Airbus, Embraer e Bombardier.
        São estes componentes que garantem a confiabilidade e tornam o avião possível de ser certificados na FAA(EUA) e EASA(Europa).

      • Tres palavras novas para o português, aos poucos vão NacioSurrupiando os componentes.
        Aos poucos vão NacioCopiando os componentes.
        Aos poucos vão NacioEspionando os componentes.
        A empresa que faz associação com empresas Chinesas está estregando Ouro para bandido.

  2. Já disse aqui: a gente acha no LinkedIn quase uma dezena de engenheiros veteranos, cabelos brancos e enorme experiência, americanos e britânicos — assumindo que trabalharam nessa COMAC e no C919. Portanto, nem tanto ao céu (chineses se viram sozinhos, internamente) nem tanto à terra (chineses não se viram sozinhos, roubam, espionam). Fazem de tudo, inclusive contratar quem sabe fazer…

    • O que não é demérito algum!

      Acredito que um dos grandes entraves do Brasil seja a ausência de uma política das empresas e das universidades em captar e contratar mão de obra altamente especializada. Acredito que parte desta inoperância se deva pelas disposições do Estatuto do Estrangeiro, uma de nossas piores leis – digna de quem a sancionou. Mas, infelizmente vê-se também uma mistura de xenofobia – não vejo outro termo – com protecionismo de várias de nossas principais entidades de classe, uma visão muito tacanha em minha opinião.

      Ps: me lembro de ter lido que a relação população x estrangeiros residentes do Brasil era uma das mais baixas do mundo, ganhávamos apenas de regimes párias e ditaduras extremas. Pelos dados de algum órgão internacional, apenas a Coréia do Norte perdia para nós…

      • Caro Rafael_PP,

        Exato. Não é demérito nenhum qualquer país usar dos recursos que tem ou consegue para alcançar desenvolvimento e se defender — até para não voltar a ser agredido como já foi.

        O único problema é ser uma ditadura. E comunista (raça hipócrita). Mas isso não interessa nesse caso que estamos tratando.

  3. A propaganda do C-919 é bem interessante e aeronave é tecnologicamente avançada, mas ainda precisa passar por uma campanha de certificação internacional para receber um sinal verde para as exportações coisa que aparentemente não esta nos planos da COMAC a princípio.

    Não duvidaria quem em poucos anos possamos ver versões vip,medvac e militares do "919" e uma demanda grande para o seu uso interno o que de certa forma já justifica o seu desenvolvimento.

    A industria aeronáutica chinesa necessita de credibilidade internacional ou seja colocar os seus produtos civis em evidência através de campanhas de certificação como os seus concorrentes do mundo todo fazem. Por mais que eles tenham toda uma estrutura para desenvolver e integrar os seus equipamentos a falta de um atestado que qualidade por parte dos grandes órgãos mundiais de aviação implicam em consequências como a não liberação de voos sobre a Europa por exemplo e outras ainda mais restritivas ainda.

    Por mais que possam falar que eles copiam a verdade é que o fato de estarem desenvolvendo os seus produtos mesmo que para o mercado interno acaba incomodando, para os chineses a não dependência externa é algo que eles levam muito a sério e que aos poucos os resultados começam a aparecer.

    Também podem virar alternativas para mercados que são bem fechados para determinados fabricantes e assim por diante, existe espaço e a oportunidade esta em aberto.

  4. Alguém aí teria coragem de voar num desses? Eu pelo menos não teria no momento. Os chinas não conseguem nem fazer carros que prestem quanto mais aeronave. Tá loko

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