Aeronave acidentada de matricula CP-2933. (Foto: Flying ants)
Aeronave acidentada de matricula CP-2933. (Foto: Flying ants)

O coronel Freddy Bonilla, secretário de segurança da Aeronáutica Civil da Colômbia, declarou em entrevista ao jornal local “El Tiempo” que o avião que se acidentou levando a delegação da Chapecoense fez um trajeto diferente daquele informado no plano de voo.

De acordo com Bonilla, o plano de voo da empresa LaMia informava que o avião decolaria da cidade de Cobija, na Bolívia, mas acabou decolando de Santa Cruz de la Sierra, que fica mais longe de Rionegro, o destino.

A companhia aérea entregou à Aeronáutica Civil uma uma autorização de saída, avalizada pela autoridade boliviana, a partir da localidade de Cobija e com destino a Rionegro. Ficamos sabendo que na verdade ele vinha de Santa Cruz, que fica muito mais ao sul, quando o avião já estava no espaço aéreo colombiano”, disse Bonilla.

Bonilla voltou a dizer que a aeronave não tinha combustível quando se acidentou e disse que a investigação e a análise das caixas pretas vão determinar o motivo. “Pode ter muitas causas técnicas, como uma fuga de combustível durante o trajeto, ou um consumo anormal, ou que simplesmente não se tenha abastecido com o combustível suficiente para o voo”, completou Bonilla.

Fonte: G1

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12 COMENTÁRIOS

  1. Não querendo dar uma opinião precipitada, mas pelo quadro que estou vendo, a culpa de acidente foi devido a irresponsabilidade da empresa e incopetencia das autoridades bolivianas.
    Esse acidente, por mais trágico que seja, estava esperando para ocorrer, pois a empresa já à tempo brincava com a sorte.

    • Pelo visto, mas como vc disse, é melhor aguardar a conclusão das investigações.

  2. ANAC, faça alguma coisa de útil. Investigue com rigor essas empresas irresponsáveis que voam para o Brasil e divulgue uma lista com o nome das que não são confiáveis. Aprenda a proteger o povo brasileiro.

    • A ANAC mal da conta de investigar as empresas brasileiras, quanto mais se preocupar com as estrangeiras.
      E no caso destas empresas pequenas, elas praticamente não tem histórico de acidentes ou irregularidades, até estourar uma bomba desta como a da LaMia.
      Criosidade: O nome LaMia foi uma homenagem do dono da empresa para a sua filha Mia, de um ano e meio.

  3. É complicado proibir uma aeronave de uma empresa estrangeira de operar no Brasil, estes voos são concedidos como contrapartida de voos de nossos aviões para lá.
    Ainda temos empresas sulamericanas voando 737-200 para o Brasil.
    Vejam este 737-200 da empresa venezuelana AVIOR da cidade de Barcelona que faz dois voos semanais para Manaus, este avião tem 30 anos e ja voou por anos em Malta(Air Malta) e no Equador(Aerogal).
    Lentamente estão renovando sua frota, comprando 737-400 usados com 15 a 20 anos de uso para substituir os velhos 737-200. http://revistaflap.com.br/web/_FILES/imagens/1706

  4. zeabelardo: "Tem que proibir de voar no Brasil".
    A Lamia, empresa de um único avião que foi totalmente destruído em um acidente que matou 71 pessoas, causado pela irresponsabilidade de um de seus donos sujeita a pagar indenizações milionárias provavelmente não voará nunca mais para lugar nenhum.

  5. Como se comportam os controles da aeronave quando os motores param por falta de combustível?

    • O sistema hidráulico tem uma coisa chamada 'bomba de reserva', que é um dispositivo que permite o funcionamento dos controles por um determinado tempo. E sobre a energia, uma pequena ventoinha é acionada (no geral, todas as aeronaves tem). Um pequeno braço coloca ela na direção do fluxo de ar, funcionando como um gerador eólico, o que permite energizar o sistema hidráulico.

      • Essa ventoinha se chama RAT (Ram Air Turbine), já salvou um A330 da Air Trasat que teve vazamento de combustível a FL35, planou por 15 minutos, e por final pousou em segurança,

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