Um avião militar sul-coreano ejeta acidentalmente mísseis anti-navio no mar do Japão, de acordo com as forças armadas do país.

O avião P-3CK de vigilância marítima ejeta três mísseis Harpoon, um torpedo e cargas de profundidade no mar, informou a agência de notícias local Yonhap citando os militares sul-coreanos.

Um dos tripulantes do avião tocou por engano o interruptor de liberação de armas de emergência por volta das 6h10“, disse uma fonte oficial.

Os armamentos estavam inertes, e nenhum civil foi afetado por acidente. “Havia um barco de pesca na área, mas não sofreu nenhum dano“, disse ele. Os armamentos caíram na água a cerca de 50 quilômetros ao leste de Yangyang.

O caso ocorreu no mesmo dia de uma declaração de Ano Novo do líder norte-coreano Kim Jong Un, que anunciou que Pyongyang está desenvolvendo mísseis balísticos intercontinentais (ICBMs).


FONTE: RT

Anúncios

12 COMENTÁRIOS

  1. Desculpem minha ignorância, mas não dá pra acreditar que a liberação de todas essas cargas se dê apenas por um interruptor, não há um sistema p/ evitar esse tipo de 'engano', como uma trava mecânica ou uma sequencia de acionamento c/ outro(s) interruptor(es) p/ justamente eliminar um acionamento indevido ?

    • Não faz pergunta difícil…kkkk
      Como diz " Histórias que o povo conta…" kkkkk

    • Mosquito, o galho é que por mais que esse 'interruptor' em particular precise ser muito bem marcado, provavelmente com listras sinistras e avisos escritos no painel, ao mesmo tempo ele precisa poder ser utilizado de maneira bem rápida e simples. É um botão de alijamento emergencial de cargas externas, feito para eliminar peso e arrasto o mais rapidamente possível para melhorar as características de vôo da aeronave para facilitar, ou mesmo possibilitar, retorno à base ou território amigo em caso de avarias de combate ou algum tipo de pane.

      Mas eu vou pesquisar. Tenho contato com dois caras que voaram EP-3 pela USN e talvez o procedimento seja o mesmo. Mas uma rápida pesquisa sobre cockpits de P-3 na internet, mostra que existem N cockpits diferentes de acordo com o sabor de cada modernização feita por cada cliente e isso pode ser um fator nesse caso.

      • Ou seja, no nosso português de todo dia o coreaninho apenas jogou fora ao invés de disparar? O que explicaria a 'simplicidade' do procedimento?

        • Sim, Rafael. O armamento foi alijado, aparentemente em 'salvo,' ou seja, todos juntos, e não foi disparado.

          Na matéria original, a informação é que o armamento não estava 'armado,' e não que eram inertes. Isso significa que não eram munições para treinamento, que apesar de terem o mesmo peso, não tem ogivas, e são usados apenas para fins de treinamento. Portanto o armamento carregado pelo P-3 em questão era armamento real, mas não havia sido armado antes de ter sido acidentalmente alijado. O procedimento para armar os artefatos envolve alguns passos.

    • DH98Mosquito, amigos,

      Imagino que para liberar a arma não há qualquer "interlock" de segurança que impeça. Até porque, se é uma situação de emergência, tem que se livrar rápido da munição… Onde certamente há algum procedimento específico é para disparar a arma em combate, para evitar um disparo acidental… Pode até ser que no cockpit coreano essa botoeira não esteja devidamente posicionada ( cacas assim são mais usuais do que parece… ).

      Seja como for, não seria "justificável" se for algo como uma chave seletora. Mas se for um "push button"… Imagina o sujeito em uma patrulha de 16 horas, com a mão no gatilho o tempo todo, batendo cabeça com a tensão da própria situação… Junte a isso uma botoeira mal posicionada. Uma hora o cara faz besteira… É "normal"…

      • Os P-3 Sul-Coreanos são da versão 'P-3CK.' Uma variante modernizada dos P-3B. Até onde eu conseguir ver no cockpit dos P-3, o painel de gerenciamento do armamento inclui pelo menos duas 'chaves' com 'capas' por cima que teriam que ser abertas para que se tivesse acesso à chave/botão. Não sei ainda se o botão de alijamento de emergência é uma dessas chaves mais protegidas, ou se a modernização para a versão 'CK' chegou à modificar esse painel.

        Mas mesmo assim, falhas elétricas acontecem. O exemplo mais clássico disso foi durante a Batalha de Midway, quando a maior parte de um esquadrão de SBD Dauntless acabou alijando as bombas quando foram armá-las automaticamente. Talvez fosse o caso aqui. Algum tipo de pane elétrica que, ao selecionar algum modo do armamento, ele tenha sido todo alijado. Não sei se um dia saberemos a resposta para isso, mas certamente os Sul-Coreanos estão tentando encontrar uma explicação plausível.

  2. Amigos, já vi diversos casos de interruptores protegidos mecanicamente ( vc precisa levantar uma espécie de capa ou trava p/ acioná-los ) isso não atrasaria ninguém – se por 1 segundo o avião cair é porque a situação era na prática irreversivelmente trágica. Só lembrando num avião de combate o gatilho é protegido.

  3. Até pra acionar o nitro do carro do meu vizinho tem uma capinha plástica vermelha que tem que levantar pra liberar o óxido nitroso, agora essa é difícil de engolir. Outra coisa, e as bombas lançadas ninguém vai pegar e limpar essa sujeira ? Daqui alguns anos passa um navio lotado de gente e uma destas bombinhas explode. Aí vão falar é coisa do destino, Deus quis assim. Jogaram a porcaria agora que vão lá e limpem a sujeira.

  4. Se isso tivesse acontecido no Brasil com nossos P-3, nada teria acontecido…voam desarmados

Comments are closed.