Concepção artística do novo Airbus A320neo nas cores da Azul. (Foto: Fixion / Airbus)
Concepção artística do novo Airbus A320neo nas cores da Azul. (Foto: Fixion / Airbus)

A Azul Linhas Aéreas Brasileiras terá um novo modelo de aeronave em sua frota a partir de 2016: trata-se do Airbus A320neo. A companhia pretende utilizar os novos aviões para aumentar sua oferta de assentos em rotas de longas distâncias e de alta demanda de clientes.

Os A320neo serão configurados com capacidade para 174 assentos e equipados com a nova geração de motores CFM International LEAP-1A. O acordo prevê a introdução de 63 aviões, dos quais 35 serão adquiridos pela Azul e os outros 28 serão por meio de leasing com as empresas AerCap (20 unidades) e GECAS (8 unidades). Todas as aeronaves serão gradativamente introduzidas à frota da companhia entre 2016 e 2023.

“Os A320neo serão um perfeito complemento à nossa frota de jatos Embraer e ATR. Avaliamos os aviões da Boeing, que tem opções na mesma categoria, mas optamos pela Airbus pelo conforto e menores custos operacionais, o que nos permite oferecer tarifas ainda mais competitivas nas rotas de longo curso. Os A320neo consumem até 20% menos combustível por assento/km em relação ao modelo atual. Eles contarão com o já consagrado Espaço Azul e serão equipados com assentos slimline e TV ao vivo. Além disso, os banheiros do novo modelo foram reposicionados e conferem maior espaço à cabine”, afirma David Neeleman, fundador e CEO da Azul. “As novas aeronaves também beneficiarão outras unidades de negócio da Azul. Poderemos, por exemplo, dedicar mais espaço ao transporte de cargas ou, ainda, disponibilizar mais assentos para Clientes do TudoAzul e da Azul Viagens”, completa Neeleman.

“A Airbus dá as boas-vindas para a Azul e se orgulha muito pela escolha. Os A320neo são aeronaves que apresentam alta eficiência no consumo de combustível e custos operacionais excelentes”, diz John Leahy, COO para clientes da Airbus. “Nós também estamos muito satisfeitos pela Azul ter reconhecido o compromisso da Airbus com o Brasil e a importância da operação do A320neo em aeroportos de grande movimento no país. Esse acordo destaca a posição de liderança dos A320neo no mercado de aeronaves de corredor único”, completa Leahy.

“Nós apreciamos o elevado nível de confiança depositado nos motores CFM LEAP para a nova frota de jatos narrow-body da Azul”, diz Chaker Chahrour, vice-presidente de Vendas Globais e Marketing da CFM GE Aviation. “Nosso trabalho agora é cumprir a promessa de proporcionar operações com menos ruído, eficiência no consumo de combustível e a redução de emissões, tudo com a lendária confiabilidade do CFM”, completa Chahrour.

“Estamos muito satisfeitos em trabalhar com a Azul – uma das companhias aéreas mais dinâmicas e que mais crescem na América do Sul, contribuindo com a introdução em sua frota de equipamentos modernos e muito eficientes”, diz Aengus Kelly, CEO da AerCap. “A chegada dos A320neo será de grande complementaridade à frota de aeronaves da Azul, que passará a contar com equipamentos de diversos modelos para cada tipo de operação, fortalecendo desde os voos regionais até os voos de longo curso”, afirma Antonoaldo Neves, presidente da Azul. “Dessa forma, a Azul se posiciona como a única companhia aérea que tem em sua frota a diversidade de aeronaves que o Brasil precisa”, completa Neves.

Nota do Editor: Como o governo não se decide em relação ao plano de aviação regional, a indústria aeronáutica brasileira mais uma vez perde para as fabricantes estrangeiras. A Embraer podia ter recebido um grande pedido de aeronaves, mas a ineficiência do governo brasileiro fez com que mais uma companhia aérea buscasse no exterior a solução de suas necessidades.

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16 COMENTÁRIOS

  1. sera que as necessidades das companhias brasileiras n faz a embraer pensar em sair do seu nixo de conforto, e competir com boeing e airbus nas aeronaves maiores?

  2. Eles receberam tecnologia do kc-390 entao nao tem descupa que eles nao sabem construir aeronaves de maior porte!

  3. Seria uma boa Pedro2964 ! Know how eu acredito que já temos ! Abraço Edu !

  4. Tanto a Boeing como a Airbus tem bases financeiras muito fortes, portfólio diversificado e mercados cativos. A Embraer, salvo melhor juízo, não conseguiria sobreviver caso se aventurasse no "território" dessas gigantes. É melhor ir se aperfeiçoando em aviação regional, lembrando que a China está tentando abocanhar parte da fatia e o Japão não quer ficar atrás. Quanto à falta de incentivos do governo brasileiro eu pergunto: que governo?

  5. É uma briga que não vale a pena, com os atuais E-JETS/E-2 a Embraer já briga de certa forma com as grandes mas Boeing e Airbus praticamente deixaram de lado alguns nichos como o da aviação regional aonde dominamos.

    Não acredito que seja conforto ficarmos neste nicho, vejo pelo lado que é um mercado gigantesco que pode ser bem atendido por poucos mas bons fabricantes e nesta briga estamos inovando sempre não nos acomodando como a Bombardier fez com os seus CRJ.

    Cada um tem seu espaço no mercado direções para aonde crescer, veja a Azul na próxima década será com a mais absoluta certeza a líder em transporte aéreo no Brasil ,TAM e GOL que se cuidem porque a briga vai ser das grandes!

  6. A questão não é " nicho de conforto" e sim Nicho de lucratividade.

    Não adianta a embraer entrar nessa briga de grande ai se ela não tiver lucro e conseguir fazer um avião melhor que Boeing 737 e Airbus 320.
    Esse mercado não resiste a erros, tanto é que vc não ouve falar do tal avião da Bombardier que entrou pra competir ai.

    A Embraer está é certa!

    E quem sabe, agora que está terminando o KC-390 que já é um avião maior, ela não consegue expertise para fazer um para o futuro tb?

  7. Caro Editor, quem mudou a medida provisoria foram os parlamentares do congresso e não o governo, que mandou sim a lei como era do interesse das empresas regionais! com a limitação de 60 lugares reservados para o subsidio, atendendo ao lobby da Gol e da Tam, parlamentares mudaram a regra! O governo deverá editar nova medida para o caso! essa informação está disponivel em varios sites, mesmo não especializados em aviação, basta dar uma lida!

  8. O melhor que a EMBRAER faz é consolidar o seu nicho de mercado. É um risco financeiro enorme tentar entrar no mercado da Boeing e da Airbus.

  9. Prezados, a Azul esta mais que certa… Temos um pais continental… um voo entre Manaus e Sao Paulo ou Natal e Porto Alegre nunca é regional, e – acredito- que os ERJs operem no limite da "economia".
    Espero que tenhamos uma boa briga agora entre o Grupo LAN x a Delta/Gol x a Azul/JetBlue e tambem com o crescimento da Avianca/Taca

  10. A Embraer está com o avião mid-body no programa, mas ela TEM de fazer o KC-390 voar primeiro!

  11. Como citei antes, ela tem de entregar o KC-390 operacional para poder dar um novo salto, até pela questão da melhor possibilidade de captação de financiamento externo.

  12. concordo! no segmento que se encontra a Embraer e lider e determina o preço! na categoria acima, teria que comprar mercado, isso enfrentando Boeing e AIRBUS, vida dificil

  13. kwhvelasco

    Ouvi alguma coisa sobre isso, em verdade é uma família nova para uma categoria acima da família e-jet.

    Existe boatos de que esta em fases bem avançadas de estudo.

    Mas sobre o "TEM de fazer o KC-390 voar primeiro!" acredito que não seja isso o enclave, e sim talvez um pouco mais de coragem em ter que entrar no filão de mercado, pisar no tapete da elite.

    Se tiver mais informações sobre o programa Mid-Body, compartilhe conosco por favor.

    Grato !

  14. senhores, saber fazer uma aeronave com esse numero de assentos a Embraer sabe mas compensa o risco? Não, o que importa é o dinheiro e esse risco não vale a pena.

  15. A única chance real da Embraer entrar no mercado Mid-Body seri sendo a aeronave BRICS com a frustração dos modelos russos e chineses. Ou convencer as empresas aéreas russas e chinesas que adotando um Mid-Body de padrão ocidental de qualidade reconhecida pelo mercado e passageiros ocidentais as empresas de aviação civil chinesas e russas poderiam disputar e infligir sérias perdas na disputa de passageiros às suas concorrentes ocidentais.
    Fora esta hipótese DIFÍCIL, não vejo como a Embraer quebrar a supremacia ocidental da Boeing/Airbus.

  16. Se todo mundo acreditar nessa história de que não se pode chegar no topo, então não existiria google, microsoft, etc.
    Tem mais é que criar algo competitivo e de grande porte, dinheiro para queimar o BNDS tem aos montes.

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