Nos dias após o teste de um míssil balístico intercontinental pela Coreia do Norte, dois bombardeiros B-1B Lancer voaram perto das fronteiras do estado norte-coreano.

Nos dias 7 e 8 de julho, esses dois bombardeiros de 45 metros de comprimento realizaram a missão denominadas “demonstrations” pelo Pentágono. O ritmo elevado dos voos de bombardeiros no Pacífico não é algo novo.

Lancers baseados na base aérea (USAF) de Andersen em Guam estão voando em missões de demonstração de força a uma taxa acelerada, de acordo com um relatório recente da Air Force Magazine. As chamadas “missões dirigidas”, incluindo os recentes voos perto da Coréia do Norte, totalizaram 73 em 2016, um aumento de 62% desde 2015. A USAF espera que o número de missões a parti de Guam em 2017 ultrapasse 2016.

O B-1 é um dos três bombardeiros pesados de longo alcance da Força Aérea dos EUA, juntamente com o B-2 Spirit e o vetusto B-52 Stratofortress, mas o B-1 não é capacitado para lançar bombas nucleares, ao contrário dos outros dois. Diante disso, a Força Aérea trata o Lancer como a primeira opção em caso de conflito na península e os norte coreanos e os chineses sabem disso. O B-1 já é um veterano de guerra, estando em ação contínua nos últimos dez anos sobre o Iraque, Afeganistão e Líbia.

A ultima missão de combate do Lancer foi em fevereiro de 2016, quando despejaram 3.800 bombas sobre posições do Estado islâmico.

Bombardeiros B-52 foram enviados ao Catar e assumiram as missões do B-1 na região para que estes pudessem ser recolhidos para as oficinas para um upgrade tecnológico. A maioria dos Lancers foi construída na década de 1980 e retém a tecnologia da Era.

De Guam, os militares dos EUA executam o que se designa “Continuous Bomber Presence” (presença contínua de bombardeiro), ou missão do CBP. A ideia é manter – em regime de rotação – regularmente Lancers, Stratofortresses e Spirits em Guam como meio de dissuadir a Coreia do Norte e a China.

A frota de B-2 é muito reduzida – apenas 20, incluindo um em um esquadrão de teste – e está envelhecendo. Isso deixa a maior parte da missão CBP para o B-1 e o B-52, sendo que este último data da década de 1950, embora seja constantemente atualizado.

O B-1 com sua carga útil de 34.000 kg pode produzir uma tremenda quantidade de poder de fogo – mais do que o B-2 e o B-52 se não contar as armas nucleares desses bombardeiros – que o presidente americano pode usar para atacar os sítios de mísseis da Coréia do Norte.

Um único Bones (osso, relacionado com a fuselagem magra do avião – NE) pode transportar até 84 bombas de 227 kg ou duas dúzias de bombas Mk 84 de 900 kg. Além disso, é capaz de ataque de longo alcance com 24 mísseis AGM-158 JASSM, permitindo ataques profundamente na Coréia do Norte a partir de centenas de quilômetros de distância.


FONTE: The National Interest


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4 COMENTÁRIOS

  1. Quais seriam as motivações principais para esses voos?
    – Adestrar a tripulação, equipes de apoio, comando
    – Tempo de reação?
    – Avaliar os sistemas de defesa do inimigo?
    – Avaliar prováveis efeitos colaterais?
    – É mais demonstração de força?

    Imagino que caso se opte por uma intervenção militar na Coreia do Norte, a grande dúvida seria com relação ao comportamento da China, com apoio não declarado.

    • Apenas para manter a TROPA motivada , evitar as ferrugens por falta de uso , uma vez que ja estao adestrados , capacitados e super familiarizados com a regiao ,ja sabem as condiçoes belicas dos primitivos ,ja sabem de cor e salteado os efeitos colaterais"possiveis"que podem se abater sobre a CS , tambem nao precisam demostrar força pois sao nos ultimos 100 anos a mais poderosa naçao desta galaxia !

  2. Um dos meus designs favoritos, pena que foi vítima de economia porca e pagou o pato dos acordos de desarmamento.

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