A Força Aérea dos Estados Unidos finalmente decidiu financiar uma reengenharia no bombardeiro B-52H e detalhou um plano para manter a frota de 76 jatos em operação até pelo menos 2050.

A frota também receberá novos radares. A USAF agora planeja aposentar os bombardeiros furtivos B-1 e B-2, que são muito mais novos, porém mais caros, já que o novo e furtivo B-21 será entregue pela Northrop a partir do final dos anos 2020. Em meados de 2016, o tempo médio de voo registrado por cada B-52 foi de 17.867 horas, mas a USAF não informou quaisquer problemas estruturais importantes que pudessem inviabilizar seu mais recente plano.

Um total de US$ 727,5 milhões em gastos com desenvolvimento foi alocado para reengenharia nos anos fiscais 2019 a 2023, além de quase US$ 550 milhões para a produção a partir do ano-fiscal de 2022. A USAF planeja selecionar o novo motor no terceiro trimestre do ano fiscal de 2019 (final de junho do próximo ano). A nova escolha do radar ocorrerá um ano depois, com um gasto de desenvolvimento estimado em quase US$ 900 milhões. No total, a Força Aérea alocou quase US$ 2,1 bilhões em pesquisa e desenvolvimento e mais de US$ 1,3 bilhão em financiamento de produção para modernização do B-52 e melhorias de capacidade nos próximos cinco anos.

Um novo motor para a frota B-52 foi explorado por muitos anos, e anteriormente focado na substituição dos oito turbofans originais Pratt & Whitney TF33 por quatro turbofans muito maiores, o PW2000 ou o Rolls-Royce RB211. Mas surgiram problemas quanto a reforço na asa e problemas de empuxo assimétrico. A USAF decidiu agora substituir o TF33 (7.700 kg de empuxo seco) por  motores de tamanho, peso e empuxo semelhantes.

A Rolls-Royce está propondo o seu turbocompressor BR725 com um empuxo máximo de 7.600 kg, conforme encontrado no jato executivo Gulfstream G650. Versões anteriores da série de motores BR700 já estão em serviço na USAF com uma designação F130, propulsando o RQ-4 Global Hawk.

A tecnologia de motores evoluiu muito durante a longa vida do B-52.

Entre as várias outras atualizações do B-52 sendo planejadas está a adição do Link 16 a partir de 2020. Enquanto isso, o trabalho da Boeing para modificar o lançador rotativo no compartimento de bombas para aceitar novas armas convencionais continua. Quando concluído, isso permitirá o transporte interno de oito bombas guiadas por GPS JDAM, oito mísseis ar-terra (JASSM) ou oito iscas (MALD). O B-52 já pode transportar 16 JDAM ou 12 JASSM externamente em cabides subalares.


FONTE: AINonline

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