Um Eurofighter Typhoon do Esquadrão 3 (F) da RAF voa próximo das torres da Petronas em Kuala Lumpur.

A BAE Systems fornecerá à Malásia um acordo de financiamento apoiado pelo governo do Reino Unido se decidir substituir sua frota de jatos de combate pelo Eurofighter Typhoon, disseram funcionários seniores da empresa.

A Malásia tem pesado há vários anos o caça Rafale da França e o Eurofighter Typhoon, construído por um consórcio europeu que inclui a BAE Systems da Grã-Bretanha, já que procura comprar até 18 jatos para substituir seus MiG-29 de fabricação russa – a maioria dos quais estão fora de voo.

O concurso, potencialmente superior a US$ 2 bilhões, é um dos maiores acordos de defesa em questão na Ásia, embora uma decisão tenha sido adiada devido às próximas eleições nacionais e uma mudança no foco da Malásia para atualizar as capacidades de vigilância aérea.

“Temos uma oferta na mesa… Está com preços competitivos e oferecemos financiamento do governo do Reino Unido para que o governo da Malásia possa distribuir o pagamento por um período mais longo”, disse Alan Garwood, diretor de desenvolvimento de negócios do grupo da BAE Systems em uma entrevista em Kuala Lumpur.

“Nós podemos oferecer treinamento, parceria local e muitos trabalhos”, acrescentou.

O financiamento seria fornecido através da agência de crédito à exportação do Reino Unido UK Export Finance.

A BAE Systems lidera a campanha regional de vendas para o Typhoon, que é fabricado conjuntamente pela BAE, Leonardo da Itália e Airbus. A empresa procura desenvolver uma campanha regional com a venda de seu jato de combate multi-função para a Malásia.

A britânica BAE acredita que a Malásia chegará a uma decisão após as eleições, que deve ser realizada até agosto.

“Sinto que há um apetite para avançar nos próximos dois anos”, disse o diretor-geral da BAE Systems para Malásia e Sudeste Asiático, John Brosnan.

“Nós gostaríamos de ver alguns progressos feitos no ano após as eleições… porque os governos tendem a tomar esse tipo de decisões um pouco mais cedo em seu tempo no cargo do que mais tarde”, acrescentou.

A economia da Malásia está em recuperação desde o ano passado, depois de alguns anos de crescimento lento e uma queda no valor da moeda devido aos baixos preços do petróleo.

“Nós pensamos que há uma janela de oportunidade lá com o fortalecimento da posição econômica”, disse Brosnan.

A BAE está em concorrência com a francesa Dassault Aviation – fabricantes do Rafale – que até recentemente era vista como primeira escolha.

O primeiro-ministro Najib Razak disse em março do ano passado que o acordo de Rafale foi discutido durante a visita do presidente francês François Hollande ao país do Sudeste Asiático, mas que a Malásia não estava “pronta para tomar uma decisão”.

A Dassault recebeu um contrato em 2016 para entregar 36 jatos Rafale para a Índia, e a empresa ainda está em negociações para fazer vendas adicionais para Nova Deli.


Fonte: Reuters

3 COMENTÁRIOS

  1. O Brasil também tem uma agência de crédito a exportação, o problema é que os parça latino americanos e africanos ganham ou "emprestam" e quem paga a conta é o contribuinte otário.
    O contribuinte americano sofre mas os brasileiros também, a cruz pesa bilhõessss.

    Só tem cliente "bom": genocida, terrorista, cocaleiro, ditador… http://economia.estadao.com.br/noticias/geral,per

    • Pois é. Nao simpatizo nem de longe com o governo que aí esta porém tenho que agradecê-los por nos livrar da OrCrim Lulobolivariana.

      • Continuaremos sem ter um candidato com algum conhecimento nessas eleições, mas se o candidato "extremista" ao menos infernizar a corja maldita: cut, mst, pcdob, une, blogueiro, lei rouanet, se a teta secar pra essa corja, pra mim ja está ótimo.

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