A Hawker Beechcraft competia no LAS da USAF com a aeronave AT-6B. (Foto: HBC)

A Hawker Beechcraft Corp emitiu o seguinte comunicado na sexta-feira, dia 18 de novembro, depois de receber a notificação oficial da Força Aérea dos Estados Unidos, que seu Beechcraft AT-6 foi excluído de continuar no processo de licitação do programa Apoio Aéreo Leve (LAS) da USAF.

“Fomos notificados pela Força Aérea dos Estados Unidos através de uma carta que a aeronave Beechcraft AT-6 foi excluída da competição Apoio Aéreo Leve. A carta não fornece nenhuma base para a exclusão.

A proposta do LAS é de oferecer uma plataforma mais acessível de apoio aéreo aos combatentes.

“Nós estamos confusos e preocupados com esta decisão, já que temos estado trabalhando em estreita colaboração com a Força Aérea por dois anos e com nossos parceiros (Lockheed Martin, CMC Esterline, Pratt & Whitney Canada, L-3 WESCAM e CAE), e investimos mais de 100 milhões dólares nos preparando para cumprir os requisitos específicos da Força Aérea. Além disso, o AT-6 foi avaliado e comprovou sua capacidade através de um programa de demonstração plurianual, financiado pelo Congresso, e conduzido pela Guarda Aérea Nacional.

“Nós temos seguido a orientação da Força Aérea de perto e, com base no que vimos, continuamos a acreditar que estamos oferecendo a aeronave de ataque leve mais capaz, acessível e sustentável, medido segundo a solicitação da Força Aérea para a proposta. Solicitamos um esclarecimento da Força Aérea e isso será explorado em todas as opções possíveis nos próximos dias.”

A Embraer é a concorrente do AT-6 com a aeronave Super Tucano. O Programa LAS é uma competição onde a aeronave vencedora deve levar um contrato avaliado em US$ 950 milhões do Departamento de Defesa dos EUA, fornecendo um lote inicial de 35 aeronaves, podendo chegar a 55 unidades.

A Embraer participa da competição com o Super Tucano.

O Super Tucano da Embraer foi construído especificamente para este tipo de missão, enquanto o AT-6 é uma adaptação que não ficou perfeita. A Embraer tem lutado para vender as aeronaves e por isso está oferecendo o Super Tucano de forma muito agressiva.

Pelo comunicado da Hawker, que corria como favorita na competição por ser uma empresa já estabelecida no país e ter um lobby mais forte junto ao Congresso, ainda espera reverter essa decisão, após solicitar a revisão e a explicação do motivo que causou a exclusão.

A empresa ainda disse que ganhar o contrato teria mantido sua linha de produção do T-6 aberta até depois de 2015. Cerca de 1.400 funcionários em 20 estados – incluindo 800 na Hawker Beechcraft em Wichita – trabalhariam nos programas AT-6 e T-6 para Beechcraft e seus fornecedores dos EUA e parceiros.

Nota do Editor: Sendo assim, o Super Tucano teoricamente venceu nos EUA. E agora, a investigação da Embraer? Será que cancelam o programa ou o Super Tucano será o escolhido? E será que agora veremos um Super lá e um Super aqui?Dúvidas, dúvidas e mais dúvidas.

104 COMENTÁRIOS

  1. Meus caros menos otimismo, infelizmente…

    Esqueçam a estória de encomenda de 100 aeronaves para a USAF.

    O programa foi bastante diminuído pelos cortes para economia do orçamento militar da administração Obama (scaled-down program)…

    São 35 aeronaves, 20 para o Afeganistão e 15 para a USAF usar com os instrutores americanos que vão ensinar os pilotos afegãos a operar as outras 20 aeronaves…

    35, uma a menos que o FX-2…

    O argumento a favor do Super Tijolão no FX-2 perde um bocado sua força…
    http://www.defensemedianetwork.com/stories/light-

    Aparentemente a USAF não está adquirindo para si o Super Tucano, ela escolheu a aeronave para oferecer (impor) aos seu aliados (satélites e sob intervenção) quando a oposição/insurgentes são de baixo risco militar. Mais barato que financiar F-16 contra insurgente…

    A USAF vai ser uma espécie de revendedor autorizado do Super Tucano…

      • Os deputados de lá não são iguais os daqui que só pensam no próprio bolso..

        Sempre visam mais o país..E por certo estão visando a venda do SH que não liberam para qualquer pais não..

        ST lá SH aqui excelente parceria..

        • Como assim não liberam pra qualquer país? Não vi vetarem a niguém que se dispôs a pagá-lo ultimamente. Aliás nem o F-35 estão vetando ultimamente. Ofereceram até para a Índia. Só não ofereceram pra nós porque conhecem a sabotagem interna aqui e confiam que podem vencer por outros meios com um produto inferior.

  2. Gilberto, basta dessas suas besteiras. Está claro que para vc nada pode vir dos EUA. Até uma possível vitória do ST vc está criticando quando devia comemorar. Quantos países venderam aviões aos EUA?

    Kevlar tem até no meu capacete da minha motocicleta.
    Estou vendo que vc não entende patavinas sobre desenvolvimento e integração de sistemas. Vc acha que desenvolver e montar uma asa é tecnologia? Você sabia que a EMBRAER faz isso desde os anos 80?
    Hoje queremos muito mais do que isso. É algo que até agora os americanos e suecos se propuseram a vender. E não é apertar parafuso não.

    • Cara LEIA meu post,

      1) acho importantíssima a venda mesmo que a Embraer só fature royalties e todas as aeronaves sejam fabricadas pela Sierra Nevada nos EUA;

      2) Um programa pequeno de 350 milhões de dólares (35 x 10 milhões por Super Tucano) não pode determinar o resultado de um programa no mínimo 8 a 10 vezes maior que é o FX-2, com aeronaves na faixa de 80 a 100 milhões de dólares;

      3) Equipamento americano é ótimo se quer off the shelf, não tenho nenhum problema com o Brasil adquirir Blackhawks, uns C-17 Globemaster que seriam muito úteis ou mesmo uma ousadia como uns OV-22 Osprey da própria Boeing se o Ministério da Defesa brasileiro optasse por adotar estes equipamentos e quisesse PAGAR o preço para obtê-los NOVOS. O problema é que usualmente dos EUA só pegamos carcaças no deserto para recondicionar;

      4) Se o seu objetivo estratégico militar é comprar um pacote de tecnologia com transferência de tecnologia, neste caso sou XIITA mesmo, não fica NADA YANKEE no meu short list por definição. OS EUA são uma nação que tem história, fatos, sistema legal TIAR, sistema político, políticas de estado, ações de bloqueio comercial, ações clandestinas, ações de suborno de políticos e de mídia estrangeira e inclusive intimidação, seqüestro e assassinatos de cientistas estrangeiros para manter sua liderança tecnológica-militar e limitar o desenvolvimento de nações hostis e mesmo supostos aliados (nosso caso). Enquanto o objetivo do FX-2 for a transferência de tecnologia, minha escolha é o Rafale e prefiro pagar o mico do Gripen NG virtual e aprender um pouco de integração com os suecos a comprar o Super Tijolão Yankee;

      É uma posição fundamentada e de acordo com a REALIDADE que eu vivi quando era oficial da MB…

      Americanos adoram que você compre as coisas deles, mas você tem de "brincar" só do jeito que eles acham que você pode. E se você começa a perguntar muito sobre os como e os porque do equipamento e diz que fazer um igual para ti, eles querem te comer vivo…

      • mais uma vez! perfeito!… Gilberto, tem gente aqui que nem sabe pq "gosta" dos USA! este Gugu é um deles! acham que os USA nos enxergam como aliadíssimos!… eu penso mais ou menos como tu, tento ter um equilíbrio… nem tanto ao céu… nem tanto a terra!… mas como tem gente que levanta a "bandeira americana" a qualquer custo, aqui, nem falo do "outro" blog, lá sim, chega ser cômico a "babação"… puts… fico até decepcionado…

        • Chicão, vc sabe que respeito sua opinião..A questão não é levantar a bandeira americana, aqui acho que todos levantam a verde e amarela, mas falar mal das aeronaves americanas eh no mínimo uma falácia..

          O pessoal fala mal por falar, tal como criticar o SH, o caça que equipa a maior Força do Mundo.

          Poderiam simplesmente mostrar as vantagens dos concorrentes..

          Mas isso é o jogo democrático..rsrs

          abs.

          • levantar a qualquer custo, não é o seu caso, penso eu! o pq não se pode criticar uma ou outra aeronave americana? nem sempre tem pão quente! nem sempre nasce um F-16!

            abs!

    • Gugu, vá aprender a debater! és dono da verdade absoluta agora?

    • A tá! uma coisa é tu colocar Kvlar num capacete de motoqueiro, "sabichão", outra é compor uma liga que irá se expandir, receber todo o tipo de variação de temperatura, não interferir na antena do radar, ter proteção balística com tudo isso, entre outras coisas… que talvez tua cabecinha não acompanhe… esta do capacete foi boa…. e ainda diz que os outros falam besteiras… vou correr, agora, e dar a dica para EMBRAER, fazer um ST todo de Kvlar… pois o Gugu, disse que até o capacete dele tem, pq não tem no ST todo que é bem mais caro!? acho que eles não se deram conta! rsrsrsrs

      • Francisco,

        pode-se concordar c a utilizaçao maxima da fibra Kevlar, porem neste caso para a simples utilizaçao da fibra de vidro como componente do radome devemos considerar q nao so os Europeus optaram pela soluçao mais pratica e barata como devem ter aprendido muito sobre o assunto com os Russos q sao campeoes da aplicaçao da fibra de vidro em seus avioes Su e Mig…..portanto e com certeza a vantagem deve ser muito boa mesmo.

        PS; nao havia observado a questao balisitica neste caso, porem concordo q esta seria uma vantagem frente a fibra de vidro.

        Sds

  3. Só o tempo dirá, porém ainda penso que FX2 e LAS não tem nada a ver um com o outro. Os Americanos podem comprar os A-29 e não ter nenhuma compensação no Brasil. O risco é deles. A Embraer é uma empresa de capital aberto, embora com ações nas mãos do Governo e o famoso Golden Share , mas que não irá influenciar na decisão sobre o FX2. Tentou fazer isto no FX1 e deu no que deu.
    Quem decide é Dona Dilma e se ela não enchergar melhorias na economia mundial que dê sobras para este investimentos, esqueá, a FAB irá voar F5EM até 2020/2025.
    Caso se opte pela compra de prateleira, sem transferência nenhuma de tecnologia, os americanos podem sair vencedores, mas na atual situação e com o histórico de embargos a programas de desenvolvimento locais, a opção americana ou pseudo-americana como no caso do Gripen NG, fica impossível.

  4. Bem como quase todos disseram ainda não ganhamos nada, pelo que eu li nos jornais americanos, há uma imensa pressão sobre a decisão da USAF de excluir o AT-6 inclusive uma declaração da porta-voz da Hawker dizendo que iria fechar uma das fábricas na cidade de Salina no Kansas, além disso houve uma Declaração do Presidente Obama ao povo americano que os mesmo foram preguiçosos e só pensaram em consumir, chegou o momento de pensar me produzir, isso pode mudar os rumos das decisões por lá, e/ou ter uma lobby forte para a escolha do SH, pois ai poderiam dizer que foi um toma lá dá cá. Pelo visto temos o melhor aparelho, mas podemos não levar por pressões internas.

  5. [i]O Beechcraft AT-6 excluído da competição da USAF, então concluir que o Super Tucano Já ganho certo, isso deve ser mais uma jogada da Boeing para tenta saber o resultado do FX2, venda casada não, Está muito estranho.

  6. Quando vejo o Francisco desesperado aplaudindo o que o Gilberto fala, é hora de parar de dar atenção a isso.

  7. Só sei uma coisa, estamos voando F5EM e é bom ir se acostumando aos bicudos, pois eles voarão por longo tempo por aqui.
    Dona Dilma não abre a mão nem pra cumprimentar o Obama 😀 Eu acho que ela deve condicionar alguns investimentos na FFAA a algumas questões, como uma solução para a Previdência do Militares. Eles devem ter uma Previdência como têm quem trabalha para o Banco do Brasil ou Petrobrás, desvinculado dos recursos que aportam nas três forças e folha salarial, senão não têm solução, vai faltar até pra graxa do rolamento da roda do trem de pouso principal do F5EM.
    Esta equação têm que ser fechada. Não pode o Brasil ter um dos maiores orçamentos do mundo para as Forças Armadas e voar o F5EM.
    No caso do LAS, nada foi fechado e agora se a USAF voltar atrás será um grande golpe a sua reputação. A saída para ela é o Super Tucano A-29 ou cancelar o projeto. Cabe a Embraer esclarecer a opinião pública Americana que o que está em jogo é a segurança de seus filhos da linha de frente e que o A-29 tem mais de 80% de componentes americanos e será fabricado por lá por mão de obra americana. Basta isso e pronto. Isso se quiser levar esta.
    [ ]s

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