Uma aeronave Embraer 175 nas cores da companhia aérea Belavia, da Bielorrússia. (Foto: Embraer)

A Belavia, companhia aérea com sede em Minsk, na Bielorrússia, fechou uma negociação para operar dois jatos EMBRAER 175, como parte do programa de renovação de frota para substituir aeronaves de menor capacidade e aviões maiores mais antigos. A empresa arrendou dois E-Jets da Air Lease Corporation, de Los
Angeles, EUA. O primeiro E175 tem entrega prevista para setembro de 2012.

A companhia aérea identificou a necessidade de jatos com capacidade de 80 assentos após uma abrangente análise do seu plano de crescimento, que inclui novos destinos e aumento na freqüência de vôos. Os E175 serão configurados com 12 assentos na classe executiva e 64 na econômica, consistente com o padrão de aeronaves com duas classes de serviço da frota da empresa.

Paulo Cesar de Souza e Silva, Presidente da Embraer, Aviação Comercial, disse: “A Belavia é um excelente exemplo de companhia aérea que incorporou a filosofia de dimensionamento da frota dos E-Jets. Ela se junta a uma crescente lista de clientes de E-Jets na Europa Oriental que descobriram o enorme potencial de acrescentar assentos para atingir a capacidade ideal para os mercados da região, sem penalizar o nível de serviço oferecido pelas aeronaves narrow-bodies maiores.”

A presença da Embraer na Europa Oriental, Ucrânia e Ásia Central está aumentando continuamente. Seis outras companhias aéreas nessas regiões incorporaram E-Jets às frotas: Montenegro Airlines, Air Moldova, Bulgaria Air, Aerosvit, Wind Rose Aviation e Air Astana.

“Tomamos uma decisão estratégica de substituir a frota de antigas aeronaves e optamos por aviões novos para complementar as operações dos nossos jatos narrow-body”, disse Anatoly Gusarov, Diretor-Geral da Belavia. “O E175 se adapta perfeitamente à nossa estratégia de crescimento para testar novas rotas cuja operação não seria economicamente viável utilizando-se aeronaves maiores.”

Desde a entrada em serviço em 2004 das aeronaves, a Embraer recebeu mais de 1.050 encomendas de E-Jets de 60 companhias aéreas em 40 países, das quais 800 foram entregues em todo o mundo. A versátil família de quatro aeronaves com capacidade de 70 a 120 assentos voa em companhias aéreas de baixo custo, rotas regionais e com as principais empresas. Os E-Jets já acumularam 7 milhões de horas de vôo e transportaram 330 milhões de passageiros.

Criada em 1996, a Belavia é uma companhia aérea 100% estatal da Bielorrússia. Atende a mais de 30 destinos, principalmente na Europa e Comunidade dos Estados Independentes (CEI). A Belavia tem acordos cooperação (code-share) com a AZAL, Aerosvit, airBaltic, Austrian, CSA, Finnair, KLM, LOT, Rossiya, Transaero e S7 e transportou 30% mais passageiros em 2010, se comparado ao ano anterior.

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4 COMENTÁRIOS

  1. Parabéns a Emrbraer orgulho nacional!
    Mais um duro golpe nas pretensões do jato regional Sukhoi SSJ100, que mesmo depois de certificado na Europa continua perdendo negócios para Embraer dentro de seu quintal.
    Não adiantou nem a Federação Russa ter boas relações com a Bielorussia.
    Isso prova mais uma vez aos russófilos que o Brasil é superior a Russia em muitas áreas.

  2. Ah, só pra completar, deixe-me colocar uma cerejinha em cima desse bolo.

    ….Chupa Sukhoi!…

  3. MAs o Superjet vai ter um mercado enooorme substituindo os Tu-134A e IL-62 que vicejam por lá, fora os jatos oficiais das nações satelites da rússia. É que o mercado lá é tão bom que dá pra caber vários fornecedores. A boenig e a Airbus tb vendem muito para os países do leste. A Embraer, que já é um player global, entra naturalmente nesses novos mercados, embasada em sua qualidade e portfolio consistente. A sukhoi vai ter de fazer o mesmo caminho da Embraer. Normal.

    E Edson, Porque dizer que somos superiores à Rússia se eles fabricam aviões desde 1920, atravessaram uma guerra de destruição maciça, sobreviveram ao Comunismo e ainda hoje, meio quebrados,são referência no mundo atual?
    A Rússia tem tanta coisa em comum consoco que tu ficaria impressionado. Pena a política impedir completamente uma aproximação economica, cultural e tecnológica mais consistente. Pena a gente ainda hoje usar a cabeça da Guerra Fria pra pensar geopolitica.

    • Olá kwhvelasco,
      Disse q o Brasil é superior a Russia em muitas áreas, não em td, em tecnologia militar ou espacial por exemplo, não da pra comparar.
      Uma parceria Brasil x Russia, seria muito bem vinda e assustaria muita gente grande no mundo, mas acho q os russos não gostam de compartilhar seus conhecimentos com os outros, quem sabe um dia isso se torne estratégicamente bom pros 2 lados, torço por isso…

      Abç.

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