Aeronave anfíbia russa Beriev Be-200 receberá novos motores de empresa conjunta russa-francesa.

A fabricante de motores russa PJSC “ODK-Saturn” (parte da United Engine Corporation da Rostec) e a empresa francesa Safran Aircraft Engines (parte do grupo Safran) no âmbito do fórum económico internacional de São Petersburgo assinaram um memorando de entendimento para o desenvolvimento de uma modificação do motor SaM146 para uma versão remotorizada da aeronave anfíbia Beriev Be-200.

O contrato foi assinado por Alexander Artyukhov, diretor geral da United Engine-Building Corporation, e Olivier Andries, diretor executivo da Safran Aircraft Engines. A cerimônia de assinatura também contou com a presença do ministro da Indústria e Comércio da Federação Russa, Denis Manturov.

O gerente geral da UEC, Alexander Artyukhov, disse que os dois fabricantes de motores definiram um roteiro claro que permita iniciar o desenvolvimento de uma nova versão do SaM146 e, assim, atender às especificações para o Beriev Be-200, atualmente alimentado por motores turbojatos Ivchenko-Progress D-436, que são produzidos na Ucrânia.

A ODK-Saturn e a Safran Aircraft Engines concordaram em realizar a modernização (incluindo uma grande revisão do software do sistema de controle automático digital) do motor SaM146 em serviço para integrá-lo à aeronave Be-200 e uma certificação adicional da versão remotorizada. Um roteiro de três anos será necessário para a criação de três protótipos, projetados para testes e certificação

A Safran Aircraft Engines e a UEC Saturn começaram sua parceria em 1996, quando a fabricante russa de motores começou a produzir peças para o motor CFM56. O SaM146 e todos os serviços pós-venda são fornecidos pela PowerJet (uma joint venture fundada pela Safran Aircraft Engines e pela UDK-Saturn) em 2004.

Esta joint venture levou ao desenvolvimento e produção do sistema de propulsão SaM146 para a aeronave regional Sukhoi SuperJet 100. Este motor entrou em serviço comercial em 2011 e acumulou mais de 875.000 horas de tempo de voo com aproximadamente 15 operadores.

Colaborou Rustan Bogaudinov, direto de Moscou.

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4 COMENTÁRIOS

  1. É a Rússia tendo que se livrar da dependencia de equipamentos ucranianos e vice versa., vide o An-132D e o An-188.

  2. Essa parceria França/Rússia só não decola de verdade porque a França é uma nação vassala dos EUA.
    Porque toda vez que esses dois países se unem, o resultado é extremamente interessante e lucrativo para ambos.

  3. "A França é uma nação vassala dos EUA.."

    Papinho de DCE……..

    Já ouviu falar em interesses de ordem geopolítica? Pois bem, é isso que une a França aos EUA. E não custa lembrar que a candidata que defendia aproximação com a Rússia e afastamento dos EUA, a mesma que queria institucionalizar o racismo e a xenofobia na República Francesa e inclusive foi recebida no Kremlin, perdeu a eleição…

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