Na foto, um 747-400 da KLM Asia chega para pouso no Aeroporto Princess Juliana, em St. Maarten, quando passa raspando sobre Maho Beach. A KLM ainda é uma operadora do gigante 747, mas em 2016 também deixou de realizar esse voo para famosa ilha no Caribe.

Nas últimas semanas, a United e a EVA Air anunciaram uma aposentadoria antecipada dos seus Boeing 747s. Isso confirma a tendência de que o icônico Boeing JumboJet está desaparecendo da cena em um ritmo acelerado.

Retrato de uma era, o primeiro 747-100 da United (mais acima), de 1970, e a versão 747-400 que ainda voa nas cores da companhia norte americana.

A United informou em janeiro que este ano realizará o último voo comercial com passageiros nas suas aeronaves 747, antecipando em um ano a retirada de operação do Jumbo na sua malha comercial. A companhia realizou o primeiro voo num 747 em 1970, entre a Califórnia e o Havaí.

Uma pesquisa da RoutesOnline e da OAG mostra que a capacidade de assentos disponíveis dos 747 caiu em dois terços nos últimos 10 anos, de 120 milhões de assentos em 2007 para pouco mais de 40 milhões em 2016.

Um Boeing 747 que foi usado pela banda de rock Iron Maiden no seu tour em 2016. (Foto: AFP)

Os 747 Jumbo jets estão sendo substituídos por aeronaves Boeing 777, 787 Dreamliner e Airbus A350. Estes aviões bimotores são muito mais eficientes no consumo de combustível e mais baratos na manutenção. Os widebodies bimotores como o Boeing 777 e o Airbus A350 podem transportar quase tantas pessoas em grandes distâncias como os 747 e o A380, e consomem cerca de 20% menos de combustível.

A Varig foi a única companhia aérea brasileira a operar com o Boeing 747 no Brasil.

A Cathay Pacific, a ANA (All Nippon Airways), a Singapore Airlines e a Air France estão entre as operadoras que aposentaram seus 747-400 passageiros nesta década, em meio a uma mudança de aeronaves de quatro motores por aeronaves mais eficientes.

A versão mais recente é o Boeing 747-8I.

A Boeing tem um substituto para os antigos 747, o 747-8I, mas as vendas até agora foram decepcionantes e apenas a versão cargueira mantém a linha de produção aberta. A fabricante com sede em Chicago tem apenas 28 pedidos ainda para entrega, após fechar 17 vendas da versão cargueira no ano passado.

Um Boeing 747 cargueiro da Cargolux chega para pouso em Payerne, na Suíça. (Foto: AFP)

A Lufthansa, a British Airways, a Korean Air e a KLM são atualmente os maiores utilizadores em capacidade de assento do Boeing 747.

Apelidado de ‘Jumbo Jet’ e ‘Queen of the Skies’, o avião 747 é bastante procurado entre os Chefes de Estado, incluindo o Presidente dos EUA, cujo Air Force One é uma variante do 747.

Fonte: Upinthesky.nl / Bloomberg

7 COMENTÁRIOS

      • Se ta ruim pro 747 pensa pro A-380.
        O 747 ao menos já se pagou faz anos! O A-380 nem no break-even chegou e já está com conceito ultrapassado.
        Vai ser igual o Concorde, projeto europeu pra querer se aparecer que só dá prejuízo.

        • O projeto do A-380 F (cargueiro) também não decolou. Se não estou enganado, seu projeto inicial não contemplava plenamente essa variante, o que gerou um desequilíbrio entre: o volume da carga x peso desta x capacidade máxima para decolagem. Esta questão resultou em aumento de custo suficiente para torná-lo menos rentável que o 747 F, apesar de poder transportar quase 30% mais carga.

          Engraçado, que a Airbus se defende atacando as empresas aéreas, alegando que elas desvirtuaram seu produto, transformando-o em um 'cassino' voador, ao invés de se aproveitarem da enorme oferta de assentos. Acho que faltou diálogo entre a empresa e seus clientes, o que – invariavelmente – gerou esta situação. A Boeing teve humildade de pesquisar seu mercado e após seguidos nãos ao seu 747X Super Stretch, desenvolveu o Dreamliner.