A Boeing apresentou sua mais recente plataforma não tripulada, o “Boeing Airpower Teaming System”, dentro do conceito Loyal Wingman. (Foto: Boeing)

A Boeing acaba de lançar no Australian International Airshow 2019, em Avalon, sua mais nova plataforma não tripulada de combate, o Boeing Airpower Teaming System. Projetado para clientes de defesa global pela Boeing Austrália, é o maior investimento da empresa em um novo programa de aeronaves não tripuladas fora dos Estados Unidos.

A aeronave irá complementar e estender as missões aerotransportadas por meio de equipes inteligentes com aeronaves militares existentes.

Um modelo do Boeing Airpower Teaming System da Boeing foi apresentado no Australian International Airshow pelo Ministro da Defesa da Austrália, Christopher Pyne. Como uma atividade de pesquisa e desenvolvimento, o Governo Australiano e a Boeing produzirão um demonstrador de conceito chamado Programa de Desenvolvimento Avançado – Loyal Wingman, que fornecerá aprendizados importantes para a produção do Boeing Airpower Teaming System.

“O Boeing Airpower Teaming System proporcionará uma vantagem disruptiva para as missões tripuladas/não tripuladas das forças aliadas”, disse Kristin Robertson, vice-presidente e gerente geral de Sistemas Autônomos da Boeing. “Com sua capacidade de reconfigurar rapidamente e executar diferentes tipos de missões em conjunto com outras aeronaves, nossa mais nova adição ao portfólio da Boeing será realmente um multiplicador de forças, pois protege e projeta o poder aéreo”.

O Boeing Airpower Teaming System irá:

  • Proporcionar desempenho de caça, medindo 11,7 metros e capaz de voar mais de 2.000 milhas náuticas
  • Integrar pacotes de sensores a bordo para apoiar missões de inteligência, vigilância e reconhecimento e guerra eletrônica.
  • Usa inteligência artificial para voar de forma independente ou em apoio a aeronaves tripuladas, mantendo distância segura entre outras aeronaves.

Na Austrália, o Loyal Wingman poderá voar juntamente com as aeronaves E-7 Wedgetail, EA-18G Growler, F/A-18E/F Super Hornet e P-8 Poseidon, todas da Boeing.

A Boeing diz que a aeronave “complementa e estende missões aerotransportadas por meio de equipes inteligentes com aeronaves militares existentes.

“Esta aeronave é um empreendimento histórico da Boeing. Além de ser desenvolvido fora dos Estados Unidos, ele também é projetado para que nossos clientes globais possam integrar o conteúdo local para atender às necessidades específicas de cada país”, disse Marc Allen, presidente da Boeing International. “O Boeing Airpower Teaming System fornece uma capacidade de transformação em termos de defesa, e nossos clientes – liderados pela Austrália – tornam-se parceiros no programa com a capacidade de desenvolver suas próprias capacidades soberanas para apoiá-lo, incluindo uma força de trabalho de alta tecnologia.”

O primeiro voo está previsto para 2020.

5 COMENTÁRIOS

  1. Este conceito, se evoluir e tornar-se operacional, pode causar uma revolução na aviação militar, transformando uma aeronave AWACS, AEW-C e até ASW/ASuW em legítimos caçadores/bombardeiros.

    De gigantes caríssimos e vulneráveis, a legítimos destruidores com seus alas remotamente controlados.

  2. Este é o futuro, já pensou uma briguinha aérea entre uns 5 sukhois e 1 caça destes onde pode ser puxado quantos "ges" for necessário e disparar os mísseis com uma garantia de acerto maior devido ao fato do piloto estar em segurança bem longe do avião, com este sistema as perdas são bem menores para qualquer força aérea pois além de investir milhões no avião ainda tem que investir outros milhões no treinamento do piloto pra depois perder ele num ataque fatal, assim se o ataque for fatal o piloto esta a salvo e se perde somente o meio, mas não esqueçam que sempre tem aquele fator da interferência eletrônica.