A Boeing já realizou 96 voos de testes após atualização do sistema MCAS do 737 MAX.

A Boeing anunciou que até agora realizou 96 voos para testar o software anti-estol atualizado do 737 MAX conhecido como MCAS. A FAA se reunirá hoje com representantes de segurança e sindicatos da American Airlines, United Airlines e Southwest Airlines.

Ontem, o CEO da Boeing, Dennis Muilenburg disse que a fabricante americana realizou 96 voos com uma duração total de 159 horas, para testar o software atualizado do sistema anti-estol do 737 MAX.

As equipes da Boeing farão voos de teste adicionais nas próximas semanas para garantir que a empresa tenha identificado e atendido todos os requisitos de certificação.

Muilenburg também disse que os dois terços dos 737 operadores do MAX participaram de demonstrações baseadas em simulações para a atualização, e isso funcionou como esperado.

O CEO da Boeing, Dennis Muilenburg, participou de um voo de testes com um Boeing 737 MAX 7.

Muilenburg, que foi fotografado no cockpit durante um desses voos de teste, reiterou que haveria uma camada extra de proteção para contornar o MCAS quando necessário para controlar manualmente o avião.

Depois de uma reunião realizada em Seattle no mês passado com cerca de 200 representantes de reguladores e companhias aéreas, incluindo pessoal técnico e pilotos, a Boeing também enviou seus próprios representantes a Cingapura, China e Grã-Bretanha para informar reguladores, engenheiros e pilotos.

A Administração Federal de Aviação dos EUA (FAA) receberá hoje os representantes das companhias aéreas dos EUA e dos sindicatos em uma reunião em Washington para entender melhor o que é necessário antes de devolver a aeronave ao serviço.

A Agência já anunciou que estabeleceria uma equipe internacional de especialistas para revisar as atualizações de segurança feitas pela Boeing.

Novas encomendas para o Boeing 737 MAX estão suspensas

Desde o lançamento do programa em 2011, a Boeing fechou um mês pela primeira vez sem novas encomendas de sua aeronave mais vendida na história da empresa. Os Boeing 737 MAXs estão aterrados globalmente desde o dia 13 de março, após acidentes fatais em menos de meio ano, matando 346 pessoas. Apenas voos de traslados estão sendo realizados.

No primeiro trimestre de 2019, a Boeing recebeu apenas dez novos pedidos para seus jatos renovados de corredor único. No mesmo período do ano passado, o fabricante registrou 112 novos pedidos para os jatos da série MAX.

Após o acidente da Etiópia, os reguladores da aviação civil em todo o mundo aterraram a aeronave e a Boeing suspendeu as entregas como resultado disso. A empresa também reduziu a taxa de produção da aeronave.

O Boeing 737 MAX é a quarta geração da Família 737 que está em produção desde o final dos anos 60. O fabricante americano alcançou um sucesso comercial inigualável em sua história, com 4.648 pedidos para seus jatos 737 MAX.

Mas agora, também tem o potencial de se tornar o pior fiasco da história da empresa. Várias companhias aéreas já cancelaram suas encomendas e algumas consideram fazer o mesmo se a Boeing não aparecer com uma solução rápida.

Algumas companhias aéreas pedem compensações por suas perdas devido a seus jatos aterrados.

Segundo o Financial Times, as perdas mensais da gigante americana aeroespacial já atingiram US$ 1 bilhão.

1 COMENTÁRIO

  1. E pensar que isso poderia ser evitado se a Boeing fosse transparente com os problemas do avião!

    Já aconteceu inúmeros acidentes por causa do piloto automático* tomarem o controle ou de não ser transparente, e as empresas não aprendem!