A futura parceria estratégica da Embraer com a The Boeing Company, acelerará o crescimento de ambas as empresas e da própria indústria aeronáutica.

A Boeing e a Embraer anunciaram hoje, dia 5 de julho, que assinaram um Memorando de Entendimento para estabelecer uma parceria estratégica que possa impulsionar seu crescimento no mercado aeroespacial global. O acordo não-vinculante propõe a formação de uma joint venture que contempla os negócios e serviços de aviação comercial da Embraer, estrategicamente alinhada com as operações de desenvolvimento comercial, produção, marketing e serviços de suporte da Boeing. Nos termos do acordo, a Boeing deterá 80% da propriedade da joint venture e a Embraer, os 20% restantes.

O primeiro E-Jet E2 entregue para a companhia aérea norueguesa Wideroe.

“Ao formarmos essa parceria estratégica, estaremos muito bem preparados para gerar valor significativo para os clientes, empregados e acionistas de ambas as empresas – e para o Brasil e os Estados Unidos”, disse Dennis Muilenburg, presidente, chairman e CEO da Boeing. “Esta importante parceria está claramente alinhada à estratégia de longo prazo da Boeing de investir em crescimento orgânico e retorno de valor aos acionistas, complementada por acordos estratégicos que aprimoram e aceleram nossos planos de crescimento”, disse Muilenburg.

“Esse acordo com a Boeing criará a mais importante parceria estratégica da indústria aeroespacial, fortalecendo ambas as empresas e sua posição de liderança do mercado mundial”, disse Paulo Cesar de Souza e Silva, presidente e CEO da Embraer. “A combinação de negócios com a Boeing deverá gerar um novo ciclo virtuoso para a indústria aeroespacial brasileira, com maior potencial de vendas, aumento de produção, geração de emprego e renda, investimentos e exportações, agregando maior valor para clientes, acionistas e empregados”.

Linha de jatos E2 da Embraer.

A transação avalia 100 por cento das operações e serviços de aviação comercial da Embraer em 4,75 bilhões de dólares e contempla o pagamento por parte da Boeing do valor de 3,8 bilhões de dólares pelos 80 por cento de propriedade na joint venture. A expectativa é que a parceria proposta seja contabilizada nos resultados da Boeing por ação, no início de 2020, e gere sinergia anual de custos estimada de cerca de 150 milhões de dólares – antes de impostos – até o terceiro ano.

A parceria estratégica reunirá mais de 150 anos de liderança combinada no setor aeroespacial e potencializará as linhas de produtos comerciais altamente complementares das duas empresas. A parceria é a evolução natural de um extenso histórico de colaboração entre Boeing e Embraer que remonta há mais de 20 anos.

Linha de aeronaves 737 MAX da Boeing.

Uma vez consumada a transação, a joint venture na aviação comercial será liderada por uma equipe de executivos sediada no Brasil, incluindo um presidente e CEO. A Boeing terá o controle operacional e de gestão da nova empresa, que responderá diretamente a Muilenburg.

A joint venture se tornará um dos centros de excelência da Boeing para o desenvolvimento de projetos, a fabricação e manutenção de aeronaves comerciais de passageiros e será totalmente integrada à cadeia geral de produção e fornecimento da Boeing.

A Boeing e a joint venture estarão aptas a oferecer uma linha abrangente e complementar de aeronaves de passageiros de 70 a mais de 450 assentos, além de aviões de carga, oferecendo produtos e serviços do mais alto nível para melhor atender uma base global de clientes.

Além disso, as empresas também irão criar outra joint venture para promoção e desenvolvimento de novos mercados e aplicações para produtos e serviços de defesa, em especial o avião multimissão KC-390, a partir de oportunidades identificadas em conjunto.

O KC-390 também está no foco futuro da parceria entre as duas empresas.

“Os investimentos conjuntos na comercialização global do KC-390, assim como uma série de acordos específicos nas áreas de engenharia, pesquisa e desenvolvimento e cadeia de suprimentos, ampliarão os benefícios mútuos e aumentarão ainda mais a competitividade da Boeing e da Embraer”, disse Nelson Salgado, vice-presidente executivo Financeiro e de Relações com Investidores da Embraer.

A finalização dos detalhes financeiros e operacionais da parceria estratégica e a negociação dos acordos definitivos da transação devem continuar nos próximos meses. Uma vez executados estes acordos definitivos de transação, a parceria estará, então, sujeita a aprovações regulatórias e de acionistas, incluindo a aprovação do governo brasileiro, bem como outras condições habituais pertinentes à conclusão de uma transação deste tipo. Caso as aprovações ocorram no tempo previsto, a expectativa é que a transação seja fechada até o final de 2019, ou seja, entre 12 a 18 meses após a execução dos acordos definitivos.

“Esta parceria estratégica é a evolução natural de um longo histórico de colaboração entre a Boeing e a Embraer em uma série de iniciativas no setor aeroespacial há quase três décadas”, afirmou Greg Smith, vice-presidente executivo Financeiro e vice-presidente de Estratégia e Desempenho da Boeing. “Ela está alinhada com a estratégia da Boeing de buscar oportunidades estratégicas de investimento que demonstrem valor real e acelerar nossos planos de crescimento orgânico. Esta parceria irá fortalecer as capacidades verticais da Boeing e aumentar o valor gerado para nossos clientes durante todo o ciclo de vida de produtos e serviços de ponta da indústria”.

Boeing 737 MAX 9.

A Boeing e a Embraer se beneficiarão de uma escala, recursos e presença mais amplos, incluindo uma cadeia global de fornecedores, vendas, marketing e serviços, que lhes permitirá obter benefícios com eficiências de alto nível em toda a organização. Além disso, a parceria estratégica permitirá compartilhar as melhores práticas de fabricação e desenvolvimento de aeronaves.

A transação não terá impacto nas projeções financeiras da Boeing e da Embraer para 2018, bem como na estratégia de implantação de capital e no compromisso da Boeing de retornar cerca de 100 por cento do fluxo de caixa livre para os acionistas.

27 COMENTÁRIOS

  1. Impressionante a cegueira ideológica que toma parte do país. O socialismo é um câncer que corrói antes de tudo a inteligência do individuo, jogando-o apenas a repetir mantras coletivos.

    Era fechar este acordo ou perecer em pouco tempo. A coisa não está boa na empresa e não é de hoje. Some isso aos abusos comerciais que o gov. canadense usou em apoio à Bombardier e logo depois ao processo de união Bombardier/ Airbus.

    A Boeing ou entrava nessa com a Embraer ou então em poucos anos entrava direto na concorrência desse mercado, sepultando de vez as chances da empresa brasileira. É assim que a banca toca: no mundo todo as empresas concorrentes recebem muito apoio de seus governos, enquanto aqui as cargas tributárias, as leis e o governo corrupto só tiram pontos da Embraer nas concorrências de venda.

    Em meio a este caos temos excelentes engenheiros, pessoas da produção e grupos de apoio fazendo acontecer contra tudo e todos, criando uma empresa forte, uma empresa PRIVADA forte.

    Pra acontecer o que? Uma dúzia de pela saco que nunca fez nada, não ajuda em nada, vem aqui meter pau em produto brasileiro, critica a empresa em cada novidade e decisão, agora aparecem como arautos da indole nacionalistas defendendo a empresa que "é deles também". Me poupe, hipócritas. Criem vergonha em suas caras.

    Quer se indignar com algo brasileiro indo pra fora? Corre atrás das inúmeras obscuras obras em países como Venezuela e Cuba, dos empréstimos financeiros cuja divida foi perdoada pelo governo, ou então das refinarias tomadas a força por narcoestados vizinhos.

    Gente assim transforma o país no lodo que vivemos.

    • Cara, socialista? Aonde? Para com esse papo pseudo-intelectual anacrônico. De onde você tirou que todo mundo que pensa diferente de você é idiota ou vagabundo? Da sua galera do churrasquinho de domingo ou do happy hour com os colegas? Você apenas acha que sabe o que economia global. Eu, você e tudo mundo que você conhece estamos no mesmo barco. A Boeing não dá a mínima se você esta entusiasmado com esta aquisição ou se eu sou contra. Acorde!

  2. Eu como outros da classe média que não tem beneficio social como os pobres, que como os ricos não tem acesso a contadores para sonegar, eu gostaria de saber, e os bilhões de dólares que foi pago pelo contribuinte em transferência de tecnologia, e agora? ahaha

    Só sinto de não terem vendido tudo, tudo mesmo, nada de joint venture. Imagino que a quadrilha da qual aquele japa safado (ex-comandante) faz parte, esteja desesperada!

  3. Já estão cogitando a provável necessidade de envolvimento dos engenheiros da Embraer no projeto do 797. E Talvez sobre até a fabricação de algumas partes aqui.
    Vai vendo…e depois o isolacionismo nacionalista é que é top.

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