O pedido da Green Africa Airways é o maior já feito por uma companhia aérea africana. (Foto: Boeing)

A Boeing e a Green Africa Airways, sediada em Lagos, Nigéria, anunciaram um compromisso para até 100 aeronaves 737 MAX 8, divididas igualmente em 50 aeronaves de pedido firme e 50 opções, enquanto a companhia aérea se prepara para iniciar as operações comerciais.

O acordo total tem um preço de lista de US$ 11,7 bilhões, o maior acordo de aeronaves da África, e será refletido no site de Pedidos e Entregas da Boeing, uma vez finalizado.

“Hoje é um dia histórico para a indústria de aviação nigeriana e africana”, disse Babawande Afolabi, fundador e CEO da Green Africa Airways. “Este acordo histórico nos aproxima muito do nosso sonho de longa data de construir uma companhia aérea de classe mundial que liberte um novo campo de possibilidades positivas para milhões de clientes. Em linhas gerais, esse acordo é um símbolo ousado do dinamismo, resiliência e crescente movimentação empreendedora da próxima geração de nigerianos e africanos”.

A Green Africa Airways, uma companhia aérea com sede em Lagos, na Nigéria, tem como objetivo oferecer viagens aéreas seguras, de qualidade e a preços acessíveis, além de contribuir significativamente para o desenvolvimento econômico da Nigéria e do continente africano. A nova companhia aérea recebeu sua licença de transporte aéreo do governo nigeriano e está ancorada por um grupo de líderes sênior da indústria liderados por Tom Horton, ex-presidente e CEO da American Airlines, William Shaw, fundador e ex-CEO da VivaColombia e Virasb Vahidi CCO da American Airlines.

“A Nigéria está singularmente posicionada para abrigar a próxima grande companhia aérea. A parceria estratégica com a Boeing posiciona a Green Africa Airways para expandir e melhorar as viagens aéreas para clientes na Nigéria e fortalece ainda mais a relação entre os Estados Unidos, Nigéria e África”, disse Vahidi.

Inicialmente, a companhia planeja desenvolver o mercado nigeriano e depois construir uma forte rede pan-africana. De acordo com os 20 anos de Perspectiva do Mercado Comercial da Boeing, as companhias aéreas na África precisarão de 1.190 novas aeronaves, à medida que o continente impulsiona a conectividade intra-continental e intercontinental nas próximas duas décadas.

“O potencial de crescimento das viagens aéreas na Nigéria e na África é extraordinário, com a frota de aviões deverá mais do que dobrar nos próximos 20 anos. Estamos muito satisfeitos que a Green Africa Airways tenha selecionado o 737 MAX para atender este mercado em expansão”, disse Ihssane Mounir. Vice-Presidente Sênior de Vendas Comerciais e Marketing da The Boeing Company. “Esperamos que a Green Africa Airways construa sua frota com o MAX e aproveite a eficiência e a confiabilidade do jato para abrir novas opções na Nigéria e no continente africano. A Boeing será uma parceira confiável para a Green Africa Airways à medida que o MAX for introduzido nas suas operações e através de seu sucesso a longo prazo”.

O 737 MAX é o avião que mais vende na história da Boeing, acumulando mais de 4.800 pedidos de mais de 100 clientes em todo o mundo. O desempenho superior do avião é possibilitado pela mais recente tecnologia no mercado de corredor único, incluindo avançados motores CFM International LEAP-1B, winglets de tecnologia avançada e outros aprimoramentos de estrutura.

10 COMENTÁRIOS

  1. A Boeing na dianteira na conquista do crescente mercado de aviação civil africano, para desespero de um notório troll sinófilo que diz que a Africa é quintal dos chinos. Na verdade como já foi mostrado por reportagens europeias, os africanos estão tendo uma péssima experiência com os chinos, que chegam a seus países com o objetivo de sugar até a última gota de seus recursos em troca de obras de infra estrutura mambembes, mal projetadas e pessimamente tocadas com material de baixíssima qualidade, e na maioria dos casos deixadas inacabadas. Os chinos têm feito um grande favor aos EUA proporcionando-lhe vários clientes, tanto na Asia ao alavancar uma corrida armamentista quanto na Africa por agirem como enganadores.

  2. Talvez sirva para compensar os recentes cancelamentos de pedidos, principalmente da Indonésia.
    Mas, lembrem-me. Assinar compromisso e depois mais adicionais não garante nada.
    E com a Boeing isso é comum acontecer.