A Boeing quer modificar seu Apache, incluindo um motor propulsor na cauda, para aumentar a velocidade e aumentar o alcance. Foto meramente ilustrativa.

Buscando aumentar a velocidade em voo de seu helicóptero de ataque AH-64E Apache, a Boeing iniciou os testes de possíveis modificações que podem fornecer maior velocidade e menos arrasto. Veja a seguir as imagens do modelo que está sendo testado.

A Boeing está testando possíveis modificações em seu helicóptero de ataque Apache, como uma hélice de asa fixa e pusher que pode aumentar a velocidade e reduzir o arrasto. (Foto: IHS Markit / Pat Host)

Conforme divulgado pela Jane’s, as modificações conhecidas como Composto de Bloco 2 AH-64E, apresentam um grande asa fixa, escapes apontando para trás, uma aleta vertical apontando para baixo e uma hélice impulsora na parte traseira. A aeronave mantém o rotor de cauda anti-torque. Essas modificações estão sendo testadas no túnel de vento da Boeing, na Filadélfia, Pensilvânia, em escala de 30%. Os testes devem terminar em janeiro.

A Boeing acredita que essas modificações proporcionariam 50% mais velocidade e autonomia, duas vezes o tempo de vida útil e 24% melhor eficiência de combustível para um aumento de 20% no preço, conforme afirma a publicação. O atual AH-64E tem uma velocidade máxima em voo nivelado de mais de 170 milhas por hora e tem um alcance de cerca de 300 milhas.

O anúncio acontece enquanto o Exército dos EUA explora a possibilidade de um novo helicóptero de ataque e reconhecimento e em meio a relatos de que o serviço pode precisar atualizar drasticamente seus Apaches existentes para mantê-los capazes e relevantes até que as versões armadas de qualquer projeto que vença a competição Future Vertical Lift alcance a capacidade operacional total.

O novo desenvolvimento pode reutilizar aspectos de um “Apache Avançado” apresentado anteriormente pela Boeing em 2014, que ficou conhecido como AH-64X ou AH-64F. Esta versão também tinha motores melhorados, asas maiores, trem de pouso retrátil e um rotor de cauda que poderia se articular a 90 graus para propiciar empuxo para a frente durante o voo nivelado. Em 2016, o Exército disse que não estava interessado nesse conceito muito parecido com o AH-65A Cheyenne da Lockheed, testado nas décadas de 1960 e 1970 que era rápido, manobrável e fortemente armado com uma mistura de armas. O Cheyenne teve seu projeto cancelado em 1972.

O cliente potencial mais óbvio para este novo derivativo do Apache seria o Exército dos EUA, que opera em torno de 235 AH-64E Guardians e mais de 500 AH-64D Longbows mais antigos. O serviço também está em processo de compra de mais Apache Guardians e de atualização dos sistemas a bordo desses helicópteros para torná-los mais resistentes em relação à locais com terra e água.

As capacidades aprimoradas que o design composto oferece ainda podem ser um grande ponto de venda por conta própria para qualquer país que queira ter um novo helicóptero de ataque, estejam ou não operando os AH-64s. A Boeing espera que o derivado composto do bloco 2 custe apenas 20% a mais que o novo AH-64E.

2 COMENTÁRIOS

  1. Pois é, não entendo por que ainda não surgiu um convertiplano de ataque, uma mistura de Cobra ou Apache com os motores articulados do Osprey.

    Segundo, sendo os pquenos mísseis IR lançados do ombro um dos maiores inimigos desses helis, não entendo que seus escapes não se alonguem até o rotor de cauda pra misturar os gases quentes com os movimentados pelo rotor e diminuir a assinatura térmica, conceito usado no cancelado RAH-66 Comanche.

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