Durante a visita de Donald Trump na Arábia Saudita, a Boeing fechou um pedido para 48 helicópteros CH-47F Chinook.

Vários acordos de defesa e comerciais anunciados no sábado reforçarão a parceria da Boeing com a Arábia Saudita, criarão ou manterão milhares de empregos nos Estados Unidos e na Arábia Saudita e aumentarão a segurança nacional na região. Dentre os acordos está um para venda de 48 helicópteros CH-47F Chinook.

O presidente dos EUA, Donald Trump, e o secretário de Estado, Rex Tillerson, se juntaram ao rei saudita Salman bin Abdul-Aziz Al Saud, ao príncipe herdeiro Mohammed bin Naif Al Saud e ao vice-príncipe Mohammad bin Salman Al Saud em uma cerimônia de assinatura que incluiu produtos e serviços da Boeing. Entre os anúncios:

  • Acordos para a compra de 48 helicópteros CH-47F Chinook e serviços de apoio associados, motores Honeywell T55-GA-714A sobressalentes, bem como sistemas de armas guiadas.
  • A intenção da Arábia Saudita de encomendar aeronaves P-8 de patrulha marítima e reconhecimento, baseadas no avião comercial Boeing 737.
  • Uma joint venture com o Reino para fornecer serviços de apoio para uma ampla gama de plataformas militares. O acordo também apóia os esforços da Arábia Saudita para aumentar sua indústria e ecossistema aeroespacial nacional através de sua iniciativa Vision 2030.
  • Um certificado de registro comercial para a Saudi Rotorcraft Support Company, uma joint venture recém-formada entre a Boeing, a Alsalam Aerospace Industries e a Saudia Aerospace Engineering Industries, com bases em Riade e Jeddah, que fornecerão suporte para helicópteros militares e comerciais.
  • Um acordo entre a Boeing e a SaudiGulf Airlines para negociar a venda de até 16 aviões de fuselagem larga.

“Esses anúncios reafirmam nosso compromisso com o crescimento econômico, prosperidade e segurança nacional da Arábia Saudita e dos Estados Unidos, ajudando a criar ou sustentar milhares de empregos em nossos dois países”, disse o Presidente e CEO da Boeing, Dennis Muilenburg, que também participou da conferência.

“Nossa parceria de décadas com o Reino Saudita começou em 1945, quando o presidente Roosevelt apresentou um DC-3 ao rei Abdul Aziz Al Saud, lançando viagens aéreas comerciais na região. Congratulamo-nos com a oportunidade de continuar com esse apoio. Agradeço os esforços do rei Salman, do presidente Trump e de seu governo para apoiar os fabricantes americanos à medida que procuramos crescer em casa e ao redor do mundo”, acrescentou.

CH-47F Chinooks

O novo CH-47F têm características melhoradas para a sobrevivência, incluindo um sistema direcional infravermelho de contramedidas eletrônicas, uma melhor proteção balística e uma cobertura resistente no caso de impacto. A tripulação tem assentos blindados. A célula do CH-47E foi melhorada e o helicóptero possui aviônica modernizada, além de piloto automático.

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11 COMENTÁRIOS

  1. A visita do Trump rendeu frutos!
    Será que o rei Mohammed bin Nayef não estaria interessado em alguns Super Tucanos também?
    O que acham amigos?

  2. O Exército deveria comprar de 12 a 24 unidades desse helicóptero e operá-los na Amazônia, e transferir também seus esquadrões pra lá, aonde são necessários.

    • Umas 12 unidades estaria de bom tamanho. Seis em Manaus e seis em Taubaté, ou Campo Grande.

      • A ideia do Exército era aumentar o número de Bases de Aviação antes de partir para caríssimos helicopteros pesados.
        Acho que estão certos ocupar melhor o Brasil antes de comprar CH-47, os 16 H225M dão conta de suas necessidades.

        • Sim, mas isto não muda o fato de que há necessidade. Estes helicópteros são muito versáteis, especialmente em regiões de fronteira, sem infraestrutura estrutura (aeródromo preparados ou não).

          Com a chegada da aviação de asa fixa, não muda o fato destes helicópteros ainda serem necessários. Mas claro, um passo de cada vez.

  3. o que a Arábia Saudita vai fazer com 48 Chinooks? Será que precisam de tudo isso?

  4. Ainda bem que a postura americana mudou.

    Diversas vendas no OM ficaram negociadas, mas paradas por anos.

  5. Nada como armar o inimigo oculto, tadinho dos contribuintes americanos…

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